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"Minerva era filha de Júpiter, após este engolir a deusa Métis (Prudência). Deusa da sabedoria, das artes e da estratégia de guerra, Minerva era para os ateanienses a deusa da excelência, da misericórdia e da pátria."
Todas estas palavras para, como introito, revelar que foi preciso engolir em seco para que Maria (nome da explorada mãe) pagasse 750 Euros!!! (verba real) que a Fundação Minerva, detentora da Universidade Lusíada, lhe cobrou pela simples emissão, destinada ao seu filho, de um conjunto de conteúdos programáticos referentes a 30 disciplinas de um curso superior que administra, à modica quantia de 25 euros por disciplina! Num País em profunda crise, a Universidade Lusíada tem o descaramento, o termo é esse mesmo, de exigir quase 2 salários mínimos por um conjunto de fotocópias sem valor acrescentado que não seja o carimbo da sobredita universidade nelas aposto. Diga-se que, meses atrás, a referida escola cobrava 3 euros por cada conteúdo programático de uma disciplina. Agora cobra 25. Um "pequeno aumento", perfeitamente legal como é evidente, em tempos de carestia...Mas haverá "moral" em tudo isto?
A propósito deste episódio vem-nos à memória um pensamento, profundo, que nos foi transmitido noutra sede. Era qualquer coisa como isto: se um aluno se encontra a estudar no ensino superior privado é porque os pais são "ricos" e, portanto, podem pagar...
Já nos esqueceramos desta lapidar frase que ouvimos da boca de uma insuspeita jovem e que foi, seguramente, a fonte inspiradora da política seguida pela sobredita universidade. A verdade é que estamos sempre a aprender acerca da forma como se "ganha" dinheiro em Portugal. Santa misericórdia!