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Que lata!

por Nuno Castelo-Branco, em 19.04.12

Por volta das sete da tarde, uma pateta debitava algumas notícias na SIC Notícias e com o ar mais sério deste mundo, remoía as questões relacionadas com aquilo que de Espanha nos tem chegado nos últimos dias. Mais precisamente, a vozita comprazia-se em sublinhar os  OITO MILHÕES de Euros que a Coroa custa aos contribuintes espanhóis, logo acrescentando como estocada final que ..."a partir de agora, todos os actos da Família Real serão totalmente monitorizados e públicos". Melhor dizendo, os seus membros deixam de ter vida privada. Que felicidade.

 

Que gente descarada é esta que se atreve a sequer comentar casos destes, quando vive num país onde o Chefe de Estado teve ou tem ligações no mínimo indecentes, é um autêntico foco infeccioso na unidade nacional, foi e é um péssimo político para os interesses do país e um nulo embaixador daquilo que deveria ser Portugal? Que "lata" é esta, batida por uma qualquer papagaia que se atreve a ler um teleponto absurdo, quando tivemos vigaristas semi-presidiários sentados no Conselho de Estado, presidentes que viajavam para o Japão et ailleurs a bordo de aviões da TAP abarrotando de amigos, amigas e outros coriféus do estilo, com despesas de uísque a 2.000 contos/viagem, tudo isto à conta do contribuinte? Dúzias e dúzias de viagens com centenas de comensais - até bobos iam -, escapadelas em Falcon a 1.000 contos à hora, desvios de última hora para chapinhar patas nas cálidas águas do Índico, etc, etc? Que topete é este, quando se sabe que em Portugal sabemos da existência de casos onde as provas foram claramente silenciadas através da retirada de livros do mercado, surgindo patentes os vasos comunicantes entre a cúpula do Estado e os mais sórdidos interesses particulares? Que televisão é esta que ousa dar relevância - apresentando sem cessar o balir dos deputados da ridiculamente ultra-minoritária I.U., o travesti do extinto PCE - a um claro disparate que não envolveu abuso de poder, roubo ou má gestão de fundos públicos, quando em Portugal tivemos alguém que ao contrário da absolutamente impoluta observância constitucional de João Carlos I, teve o desplante de dissolver um Parlamento maioritário, apenas para deixar entrar e escandalosamente cooperar com mais uns tantos cavalos de Tróia da nossa ruína?

 

Mas afinal que gente é esta? Como se atrevem?

 

Por um décimo daquilo que acima está exposto, a Monarquia devia ser esta noite instaurada, nem que fosse a tiro de canhão.

publicado às 23:19


5 comentários

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De Anónimo a 20.04.2012 às 03:36

Se mais dissera mais acertara. Parabéns.
Maria
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De VH a 20.04.2012 às 10:13

Excelente.
Os meus cumprimentos.
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De Lionheart a 20.04.2012 às 14:03

Genial! Porque é a SICK "Notícias" não fala sobre quanto custa a Portugal andar a sustentar os ex-presidentes? É que Portugal não sustenta só Cavaco e a sua "corte". Ainda paga a Eanes, Soares e Sampaio, e há-de pagar a Cavaco depois de este sair de Belém e mais o fulano (até assusta ver os nomes que se perfilam...) que vem a seguir. O povo vai sustentar 5 "presidentes" a partir de 2015, se nenhum deles bater a bota até lá. É bom de ver que quanto mais novos passarem a ser os presidentes, pior será para os contribuintes. E como não faltarão "desempregados" da política  nos próximos anos, se nos calhar um Guterres, um Durão, ou um Sócrates (já não digo nada) ainda irá receber a "reforma" de ex-presidente durante muitos anos...
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De Pedro Ribeiro a 22.04.2012 às 01:53

O direito da monarquia se restaurar a tiros de canhão é tão forte quanto o direito de retaliação que a todos assiste pois que a tiros de canhão foi derrubada. Levantemos hoje de novo o esplendor de Portugal!

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