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Rainha Sofia

por Nuno Castelo-Branco, em 20.04.12

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Uma excepcional mulher que por muitas razões nos faz recordar,

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 15:13


13 comentários

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De areia_do_deserto.i.e_Isabel_Metello a 22.04.2012 às 22:05

Não vi o filme ou se vi não me lembro (perdoem-me a falta de pontuação e outros lapsos, mas a escrita brainstórmica tem destas coisas, mas prefiro assim- escrever ao som das teclas :) mas vou perguntar à minha Mâe- posso ter visto (a tv, chegada a Portugal, foi o meu babysitter (nunca pude despedir-me do meu babá nem do cozinheiro (que adorava os meus refilanços ao almoço, mesmo Bebé! :), que, a par da minha Avó e Mãe (o meu Pai era um Homem muito ocupado- era administrador do concelho e anadava sempre no seu jeep e com os seus Melhores Amigos- os empregados, entre os quais o Cipaio a tratar de melhorar as condições de Vida das populações e a lutar contra certos interesses estabelecidos...), me Deu tanto Carinho- sei que, se tiver já morrido, é um dos meus Anjos Protectores...:) vi todos os filmes do Fred Astaire, do Johnny Weissmuller, tudo...
Lá, não tínhamos televisão, mas foi uma infância tão rica, que nos deu cá uma estaleca (tinha tanto medo da Xipoca, que, diziam os empregados, era um monstro!!!:), ao que se acrescenta a Ponte Aérea- viemos num avião militar e fomos obrigados a aterrar em Luanda e mais metralhadoras apontadas e os meus Pais e toda a gente sem saberem se iríamos ser fuzilados (lembro-me da expressão da cara dos adultos, em pânico...:)- foi horrível ! Lembro-me de que, quando chegámos, os Moçambicanos se saudavam quando viam um carro com volante à direita, lembro-me tb dos insultos dos da Metrópoleno espaço público e do gozo perante a nossa pronúncia carregada e de ter ido a uma mercearia pedir uma chwinga e um icecream e o homem ficar a olhar para mim sem saber o que eu queria...lá apontei para as Gorilas e para um gelado da Olá, pensando- mas isto não sabe aos gelados italianos da Beira ou do homem do carrinho que tocava um sininho e a minha Avó lá ia comigo buscar o icecream; mas isto não sabe às chwingas... E os chocolates? Ui!!!- mas isto não é chocolate como os da África do Sul e por que é que, aqui, não bebem leite condensado ou Milo?
Lembro-me de os Frilimo, tantos que nem eram Moçambicanos, entrarem na sala de aula com armas,  e de nos fazerem cantar o hino da Frilimo com o punho levantado- lembro-me desta cantilena: "Frelimo azatawa Mçambiqui, Spinóla, Spinóla azagwea Mçambiqui". Lembro-me tb de umas catanas horrorosas a nós apontadas e da sentença: "branco capinar"- o que nos salvou (3 Crianças no carro) foi um dizer: "deixar btranco passar, branco é bom", mas nunca mais esqueci aqueles olhos e aquela multidão em fúria a abanar o carro; lembro-me  de uma bomba prestes a explodir no prédio que habitávamos, cheio de Crianças. Tínhamos um parque enorme, com tabelas de basket, baloiços resistentes, um labirinto e uma carcaça de um táxi. Quando do alerta da bomba, avisaram-nos para não puxarmos os fios do táxi- claro que os puxámos todos- o que valeu é que estava na lixeira. Lembro-me de me despedir, em pranto, abraçando-o com todas as forças do meu ser, do meu grande Amigo de infância na Beira, sabendo, intuitivamente, que nunca mais o voltaria a ver. Costumávamos apanhar caranguejos no pântano do Xiveve e colocar grandes gafanhotos em sacos para despejá-los nas cabecitas das meninas menos traquinas. Eu tanto me dava com os rufias como com as meninas, mas o meu Amigo nunca mais o vi.
Chegada a Portugal, perdi o chão, tornei-me reservadíssima, o que me valeu foi ir com a minha Mãe em Cascais, de braço dado até à Escola a pé, onde tive uma Professora que me deu tanto Carinho como a da Beira! Perdi-lhes tb o rasto. E tb me lembro de tanto Carinho que recebi de uma herdeira de um grande magnata Português, Mãe de uma minha Amiga da Escola, de uma simplicidade tocante! Pessoas que nunca mais vi, mas que Terão sempre a minha Eterna Gratidão!

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