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Saturday night hully gully

por João Quaresma, em 05.05.12

Uma das bandas de maior sucesso dos anos 60, os madeirenses Conjunto Académico João Paulo. Tema de 1965.

 

publicado às 22:30


6 comentários

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De mcb a 05.05.2012 às 23:49

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De Anónimo a 06.05.2012 às 16:32

Assisti a este espectáculo televisivo do conjunto. Muito bom. Era mais nova do que os componentes do grupo, mas gostei imenso deles. Tenho um autógrafo (coisas da juventude...) do Sérgio Borges com uns dizeres muito engraçados, especialmente dedicados à minha pessoa:), que ainda conservo. Os outros elementos do grupo não sei porque não falei com eles, mas o Sérgio,  além de possuidor de uma óptima voz, era um amor de pessoa (um querido, como se dizia na altura) muito simpático e muitíssimo educado. Se mais não fora, gostei de conhecê-lo exactamente por esta sua particularidade.
Este excelente grupo durou poucos anos, porquê?!
Por mim, obrigada por lembrá-los.
Maria
 
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De Anónimo a 06.05.2012 às 16:55

A propósito deste vídeo, fui pesquisar a carreira de Sérgio Borges e não é que verifico estarrecida que faleceu em Dezembro de 2011 com apenas 67 anos! Que lástima.
Que Deus o tenha em descanso.
Maria
 
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De João Quaresma a 06.05.2012 às 22:17

Fico contente que tenha sido do seu agrado e que lhe tenha trazido boas recordações. Pelo que vou lendo (eu não era nascido nessa época), Sérgio Borges era muito acarinhado pelo público. O seu desaparecimento é sem dúvida uma grande perda para a música portuguesa, apesar de ser um nome desconhecido do grande público actual. Esse autógrafo que tem é agora um autêntico objecto de coleccionador e há de certeza muitas, muitas fãs que a invejam. Os Conjunto Académico João Paulo, pelo que entendo, tiveram a sua carreira cortada pelo 25 de Abril, tal como outros artistas portugueses. Tudo o que não fosse cultura de "intervenção" foi banido. Infelizmente, já se passaram quase quarenta anos desde o 25-A e mesmo assim as rádios portuguesas mantêm um black-out à música portuguesa desta época. 


Se procurar no Youtube irá encontrar vários vídeos de temas e actuações desta e de outras bandas portuguesas da época. Sugiro também uma visita ao blogue Yé-Yé: http://guedelhudos.blogspot.pt/


Com os melhores cumprimentos,


João Quaresma
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De Anónimo a 10.05.2012 às 02:56

Tem toda a razão quando afirma que os artistas que fossem conotados com o regime (sem estarem a ele ligados de facto, como aconteceu com a Amália e outros mais) e que não se passassem d'imediato para a esquerda-baladeira, revolucionária e oportunista, eram simplesmente ostracizados, quando não também difamados, mesmo aqueles que tinham ganho o Festival da Canção, como foi o caso do Conjunto Académico João Paulo e outros mais. Uma vergonha inaudita. E a 'festa' (inveja e ódio) continua..., porque nem falam deste conjunto nem de outras bandas nem de cantores/as da mesma altura, muitos deles excelentes mas todos/as levaram com o estigma de "faxistas" para a vida. Quando afinal os baladeiros que chegaram da estranja, onde viviam conluiados com a oposição traidora, para vir apregoar com pseudo-cantorias a 'liberdade' (deles), com a excepção de dois ou três - há excepções em tudo - não valiam um caracol comparados com os de cá, na altura.

De facto fui logo após ver vários vídeos deste conjunto, recordando tempos d'infância com imenso gosto. E de caminho dei uma olhadela aos Sheiks, que também eram engraçados. Nunca liguei muito ao Rock, excepto o original e isto por ser muito novinha na altura. Não obstante adorava (eu e todas/os os da minha idade) os temas do homem que o inventou, Bill Haley, cuja carreira estranhamente durou pouquíssimo tempo. Depois foi sendo esquecido e esfumou-se como o éter... Parece que morreu relativamente novo, sem que lhe tenha sido reconhecido o talento que efectivamente possuía.

Pelos meus onze/doze anos tornou-se hábito lá em casa e em quase todas as casas em que existisse gente nova, volta e meia irmos todos - eu, os meus irmãos e pais - a festas (nada de boîtes, éramos demasiado miúdos para tal) em casa de amigos da família, onde havia sempre espaço para dançar especialmente o 'Rock' que era o que estava então na berra e o "Rock-Around-the-Clock" de Bill Haley era de colocação obrigatória no pick-up... e aos primeiros acordes a miudagem começava logo aos pulos. Os seus  discos eram tocados vezes sem conta. Este homem obteve um sucesso mundial quase instantâneo.
Os Beatles, o Elvis, os Rolling Stones e os demais conjuntos-rock que foram aparecendo anos depois dele, copiaram-lhe o ritmo, o estilo e a forma... e até o cabelo! Para ser franca, mesmo mais crescidinha nunca lhes achei grande piada, embora conceda que sobretudo os Beatles e n'alguns casos o Elvis e poucos mais, tenham gravado temas bem interessantes. APorém a minha preferência ia toda para alguns conjuntos famosos d'além Atlântico (Bee-Gees, John Philip, Everly Brothers, Beach Boys, etc. e cantores românticos (Sinatra, Dean Martin, Nat King Cole, Howard Keel, Mario Lanza, estes dois em canções ligeiras mas também canto lírico, etc.) e outros crooners norte-americanos. Mais tarde alarguei os meus horizontes musicais à música clássica, que aliás já vinha de trás.

Ah! Mas depois (recuando no tempo) veio o Hully Gully e era outra loiça! Era um ritmo electrizante, tal e qual havia sido muitos anos antes o Rock and Roll. Quem o escutava tinha que começar a dançar imediatamente. Todos a executavam na perfeição e a coreografia era giríssima: uns passinhos para um lado e para o outro, depois para a frente e para trás... e voltava a repetir-se tudo de novo, agora virados para o lado oposto. Era uma alegria indescritível para quem estava a dançar e para quem observava sentado. Sobretudo em Portugal porque ninguém percebia nada daqueles passos diferentes de tudo quanto se dançara por cá até então. Enquanto que em Londres o Hully Gully já estava em alta desde há bastante tempo e continuou a estar durante anos e anos.

Muito agradecida pela sua resposta e pela ligação ao espaço "Yé-Yé" que eu desconhecia.
Maria

Obs: Para que veja como o Sérgio era solícito e gentil, conto-lhe como o conheci. Acabado o espectáculo fui pedir-lhe um autógrafo, ele acedeu com a maior simpatia e perguntou-me o nome. Disse-lho e ele achou melhor substituí-lo por um diminutivo..., escreveu uma palavras simpáticas e depois repetiu-me oralmente o que acrescentara no fim: "Para a ... (diminutivo) ... mais doce". Sensibilizou-me imenso aquela dedicatória.
Repito, o Sérgio era um amor de rapaz e é uma tristeza ter desaparecido tão precocemente.
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De João Quaresma a 15.05.2012 às 00:47

Muito obrigado por partilhar as suas memórias, enriquecedoras para quem não viveu essa época. Se tiver discos dessa altura, de músicas que ainda não estejam colocadas no Youtube, seria óptimo se as partilhasse. Só uma sugestão.


Com os melhores cumprimentos,


João Quaresma

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