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Muito bem, Paulo Portas!

por Samuel de Paiva Pires, em 08.05.12

 

(imagem daqui)

  

No Sol

 

"O Governo não vai seguir o apelo da chanceler alemã e do presidente da Comissão Europeia e admite fazer-se representar nos jogos de Portugal no Euro-2012.


«Para o Governo português, política é política, futebol é futebol. E misturar questões muito relevantes de direitos humanos na Ucrânia com a realização do Euro-2012, que já está decidido há vários anos, não é de todo opção», adiantou ao SOL o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros."

 

O mote para o boicote ao Euro-2012 foi dado pela chanceler alemã. Angela Merkel já fez saber que não vai assistir ao primeiro jogo da Alemanha, no dia 9 de Junho, em Lviv – que tem precisamente Portugal como adversário – e lançou o apelo aos seus ministros e aos restantes líderes da UE para não participarem no evento, como forma de protesto contra o tratamento a que tem sido sujeita Iulia Timochenko, ex-primeira-ministra, pelo regime do Presidente Víctor Yanukóvich. Timochenko está presa, doente e em greve de fome, em Lviv.

 

Uma decisão certeira e que num assunto que parece politicamente irrelevante acaba por dar um sinal de rebeldia em relação a Berlim. De relembrar a carta aberta à Europa que há tempos assinei com o Nuno e o Miguel Castelo-Branco.

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publicado às 20:32


3 comentários

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De areia_do_deserto.i.e_Isabel_Metello a 09.05.2012 às 01:46

É assim mesmo!!! Mas quem é a a Germânica ainda modelada pela matriz da STASI para mandar e desmandar, ainda que no fundo tenha uma certa razão quanto à responsabilização de quem desbaratou os fundos vindos da UE? Não quer ir? Não vá, menos uma, fica mais um lugar disponível no estádio- que não seja é para o Sócrates! E olhe que eu considero o Futebol um dos F alienantes (adoro jogar, mas ver, bragh! :), mas pronto!

Mas a Timochenko não foi acusada de uma catrefada de malabarismos paralelos? Ah tb se pode dar o caso de estar a ser framed pela matriz sovética ainda pujante! Isto está lindo está!

O Putin já é um czar laico, a matriz continua como um vírus de difícil cura; os Franceses na mão de mais un bon ami de Miterrand (ai, Meu Cosmos, não torci por algum, mas não sei se o Vichyano não seria um entrave à nova socialização catastrófica da Europa! :); a Itália no estado em que Berlusconi a deixou; a Inglaterra a ir pelo mesmo caminho; os Turcos a arreganhar os dentes; os EUA, depois de se terem metido em tantas guerras e retaliações, com uma imagem global de difícil recuperação, por mais esforços que façam; todos os países das revoluções de denominações floristas em genocídiops constantes; a Grécia, o Berço da Civilização Ocidental num estado de total degradação; África a ressuscitar só em parte;  ai, Meu Deus! Será que aí vem mesmo uma réplica do que pressagiaram Orwell e Huxley, para além dos Mayas???!!!

 
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De Nuno Castelo-Branco a 09.05.2012 às 15:46

70 anos de comunismo produziram uma inigualável cáfila de bandidos de todos os cambiantes, fazendo os seus émulos ocidentais corarem de vergonha. Timoshenkas, Putines e tantos outros nomes, são filhotes de Lenine e como tal se comportam. Se antes o PCUS era o dono do Estado e das gentes, agora são estes os sucessores. Qual é o espanto? A Timoshenko é alguma Madre Teresa de Calcutá? Não é, mas isso não será razão para espancamentos ou outros maus tratos, mas daí ao patético boicote do Euro, vai uma grande distância. Era só o que mais faltava! A Sra. Merkel que ordene à Bundesliga a proibição da equipa alemã, até porque nos faria um grande favor. Já agora, os piratas holandeses façam o mesmo. Que bom seria.
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De Pedro das Neves a 11.05.2012 às 09:09

As cantigas e o futebol podem ser separados da política e do respeito dos direitos humanos? Claro que sim.
Tal como o o respeito pelo direito dos trabalhadores, a ética e as preocupações ambientais podem ser separadas da forma de fazer negócios… 


Cabe aos governos da UE decidir que sociedade queremos. Se insistem no respeito dos direitos humanos em países - com relações privilegiadas e que ambicionam pertencer à União e que para isso devem trabalhar no âmbito dos capítulos de pré-adesão - ou se sancionam o desrespeito pelos mesmos das mais variadas formas quando tal se justifica. 


Em meu entender, a posição da Sra. Merkel e da Alemanha é, nos casos da Ucrânia e do Azerbeijão, perfeitamente justificada. A Europa (desculpem, a Alemanha e os estados que defendem esta posição) dá um sinal que com direitos humanos não se brinca! Que não compactua com prisões políticas, de opinião… 



A forma escolhida - depois das mais variadas pressões políticas - é a não participação de governantes e altos funcionários dos estados em concursos intitulados de Europeus.

É uma questão de princípio! Ou defendemos os princípios base que ajudam a consolidar a sociedade em que vivemos, ou os relativizamos, retirando-lhe a importância que efectivamente têm.

Mas que sinal damos da Europa?
Que sinal damos de Portugal quando assobiamos para o lado e assumimos que futebol é futebol, política é política e cantigas são cantigas?… 

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