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Que saudades do Parlamento da Monarquia!

por Nuno Castelo-Branco, em 19.05.12

Nos tempos que correm, assistirmos aos debates parlamentares consiste numa espécie de trato de polé cerebral. Há uns trinta anos, ainda por lá andava gente como Henrique de Barros, o azul e branco Luís Nunes de Almeida, Vasco da Gama Fernandes, Mário Sottomayor Cardia, o brilhante tribuno Acácio Barreios e outros por nós injustamente esquecidos. Hoje em dia o espectáculo é confrangedor, o nível baixíssimo, sendo o país esmagado pela total ausência do mínimo instinto do sentido de Estado ou até, das conveniências da mais básica educação. 

 

Ontem o meu irmão deixou um post no Combustões, onde à guisa de desabafo, mostra a desilusão geral que grassa entre os mais teimosos partidários do parlamentarismo. Considerando-nos entre eles, os nossos argumentos vão escasseando, tal é a constante confirmação sem remédio do descalabro de um sistema eleitoral caduco que decisivamente mina a confiança popular.

 

Numa Casa onde apesar das normais e tempestuosas refregas partidárias, outrora se escutaram as poderosas vozes de Garrett, dos irmãos Passos, o grande José Estêvão, Ávila, Fontes Pereira de Melo, Luciano Cordeiro, Dias Ferreira, Oliveira Martins, Hintze Ribeiro, Luciano de Castro, João Franco e até os republicanos que escancararam as portas a "isto que temos", os senhores Elias Garcia e António José de Almeida, impera hoje uma espécie de ruído semelhante ao sonar. Os alvos são filhados e o som repercute-se de forma ainda mais estridente, é o inferno dos decibéis da orquestra de tachos servindo de tan-tan

 

Este post do Combustões dizia o óbvio e como o Miguel explica, a réplica não se fez esperar. Claro que a catadupa de mensagens "anónimas" que o sitemeter acusa pertencerem a IP's da Assembleia da República - uma escola do bueiro -, não continham qualquer contestação de peso intelectual. Ali nada havia de legível ou razoável, nem um protesto que ressalvasse a honra dos que por lá labutam porfiada e desinteressadamente. Não, apenas se recorreu ao insulto supra-reles, à insinuação mais baixa sem ousar chamar as coisas pelos devidos nomes, enfim, o costume escarro mastigado à porta da carvoaria do bairro. Não contentes, decidiram visitar-nos, deixando um comentório do mesmo jaez e insistindo num erro que lhes foi fatal: a calunia gratuita sem a respectiva coragem do assumir da mesma.

 

No Estado Sentido não existe aquela censura que habitualmente medra com toda a pujança nos antigos corporativos daquele espectro político habituado ao exclusivismo alvar, ao black-out do outro. Fizemos censura? Sim e neste caso assumimos frontalmente a eliminação do comentório vergonhoso e novamente o faremos sempre que necessário e sem sequer darmos a importância de uma resposta à ralé. 

 

Pois é disso mesmo que se trata: ralé. Se não sabem o que isto quer dizer, o dicionário informa e por acaso até rima com o "bué" das novidades nacionais. 

 

"Juiz só, a julgar só, um rei, com ministros responsáveis, a executar só; um corpo legislativo só, a legislar só; eis a minha Monarquia, eis o meu governo representativo".

José Estêvão

publicado às 21:08


4 comentários

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De Filipe a 19.05.2012 às 22:40


Se ainda tivessemos uma tropa ao serviço do povo, já tinham posto essa maralha  na ordem, e fechado essa espelunca de vergonha e fraudes a que chamam parlamento. instituição cada vez mais fantoche, e a soldo de potencias estrangeiras. Ainda existem exepcções lá dentro, mas a maioria está la para se servir a si, e aos seus, e não ao povo nem ao País. Se eles cá costumam aparecer para ler os posts, então que leiam bem isto. Para termos um parlamento assim, mais vale nao termos nenhum. que venha um João Franco ( não sei se a maioria dos deputados que por lá andam, principalmente os miudos  e pseudo yuppies das «j´s» sabem quem foi, pois cultura histórica é algo que nao abunda por lá ) e feche logo isto de vez.

Filipe
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De Che das Bjecas a 19.05.2012 às 22:46

Clap clap clap clap clap!
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De Luis a 20.05.2012 às 00:25

Li hoje de manha o comentorio, tendo ficado surpreendido por ter sido publicado, mas ainda bem que o eliminaram: uma vergonha, nao para o Sr. Miguel, mas para quem o escreveu. Realmente ha gente mesmo maldosa e mesquinha neste mundo.
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De Samuel de Paiva Pires a 20.05.2012 às 00:27

Nem sempre estou/estamos online, e aqui não fazemos moderação de comentários, como pode ver, pelo que todos são publicados. Claro que naquele caso se impõs a eliminação.

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