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Por cá as corporações degladiam-se. É o resultado do excessivo poder que o Estado lhes atribuíu desde que, há anos, descredibilizou e massificou a constituição de Ordens profissionais a quem delega poderes públicos, processo contra qual me bati de forma isolada quando estava na Assembleia da República. E o resultado vê-se agora.
O Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos criticou hoje a possibilidade de os enfermeiros acompanharem grávidas de baixo risco e exigiu ao ministério da Saúde "uma clarificação pública" sobre esta matéria.
"Cada macaco no seu galho", afirmou o presidente da OM/Norte, repudiando a possibilidade de os enfermeiros de família poderem acompanhar grávidas de baixo risco, doentes crónicos e prescreverem medicamentos e exames complementares de diagnóstico.
"O que está em causa não é a criação do enfermeiro de família", disse, "mas a possível transferência de competências de um médico" para aqueles profissionais.
O responsável criticou também as recentes declarações do bastonário dos Enfermeiros, Germano Couto, que, numa entrevista ao Jornal de Notícias, disse que uma "grávida é mais bem seguida por um enfermeiro do que por um médico", afirmando que se "excedeu no voluntarismo e se aproveitou a aparente disponibilidade do ministério da Saúde (MS) para avançar com a medida".
"A secção regional não pode ter outra atitude que não a de refutar publicamente e repudiar, de forma veemente, a campanha inqualificável de descredibilização dos médicos", sublinhou.
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