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A "Europa" na cimeira do G-20

por João Quaresma, em 26.06.12

«The doors of the dining room had hardly been closed before the European representatives began giving their counterparts from other continents an eye-opening demonstration of how powerless and divided they are. The humiliation began with a simple question from the host, Mexican President Felipe Calderon. He wanted to know what the Europeans intended to do to get the high interest rates that the Spanish government currently has to pay on its bonds under control.

It was an important issue, replied Italian Prime Minister Mario Monti, whose country is also having great difficulty funding its debt at sustainable interest rates in the market. He proposed that the euro bailout fund buy bonds on the secondary market.

Out of the question, German Chancellor Angela Merkel sharply replied. But why not, her Spanish counterpart wanted to know? Then, Spanish Prime Minister Mariano Rajoy complained about how unfair it was that the crisis is affecting his country, especially given that the Spaniards are "hard-working people" who get up "at 7 a.m. every morning."

In the end, it was British Prime Minister David Cameron who said what many people in the room were thinking. He pointed out that the euro is not irreversible, and that afailure of the common currency is quite conceivable. French President François Hollande tried to downplay Cameron's remarks, but no one was convinced anymore.


Quarreling in Front of World Leaders


In about half an hour, Zenawi [Primeiro-ministro da Etiópia] and some of his counterparts probably learned more about Europe than they wanted to know. The European Union is in the middle of the worst crisis of its history, the common currency is threatening to break apart, and the leaders of the most important European nations were quarreling in full view of their counterparts from five continents.»

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publicado às 17:30


6 comentários

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De Anónimo a 27.06.2012 às 01:42

Mas que grande salganhada! Uma Cimeira em que cada um dos participantes puxou para o seu lado e ninguém se entendeu!
Estas reuniões/cimeiras nunca dão em nada e já desde há muito tempo.
Nesta, Cameron disse com toda a propriedade (está à vontade para fazê-lo, o R.U.  nunca quis abandonar a sua preciosa moeda e a razão estava toda do seu lado) que o Euro não é irreversível e que o insucesso  da moeda comum é perfeitamente concebível..., com Hollande a contraditar estas observações, naturalmente.
Concordo em absoluto com as palavras de Cameron.

A entrada (primeiramente) para a CEE foi um erro monumental e o aderirmos ao Euro, depois, um desastre ainda maior. Em ambos os casos saímos perdedores - como país e como povo. E tudo isto poderia ter sido evitado, não fora a ganância desmesurada da maçonaria mundial por interposta e inestimável maçonaria europeia espalhada pelas  diferentes democracias, a nossa incluída. Mas isto todos sabemos  desde há décadas.

Pelo andar da carruagem não tarda iremos assistir ao colapso da U.E. e com ela a moeda única.
Maria

Obs.: Por mim agradeço-lhe a transcrição deste excerto, uma vez que não compro jornais (com a excepção do O Diabo) e quanto às notícias em linha, apenas leio e raramente, um ou outro artigo ou crónica que me interesse particularmente.
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De João Quaresma a 27.06.2012 às 02:01

Que a União Europeia irá acabar um dia, disso tenho poucas dúvidas. Nunca teve condições para funcionar indo mais além do que a cooperação económica. A questão é de que forma acabará; espera-se que de forma negociada e pacífica, mas não é certo que assim seja.


Obrigado pelo seu comentário.




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De Anónimo a 27.06.2012 às 02:26

"... salgalhada." (e não salganhada).

"... cada um... puxou a razão para o seu lado..."
Maria
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De Lionheart a 27.06.2012 às 15:11

Será assim tão difícil de aceitar que os interesses na Europa são demasiado divergentes e que essa é a razão porque não se consegue resolver o dilema da moeda única? Se fosse fácil já estava resolvido.
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De Lionheart a 27.06.2012 às 15:39

A falta de vontade dos contribuintes líquidos da UE em compensar os custos da moeda única (o tal Plano Marshal que os alemães não querem pagar) faz com que países como Portugal estejam para o Euro e para a UE como Porto Rico está para o dólar americano e para os EUA. A médio/longo prazo isto é que é mais dramático para os portugueses e não a recessão deste ano ou a quebra nas receitas do IVA. O enquadramento europeu é péssimo e vai piorar, porque os alemães têm uma visão de longo-prazo que está desenquadrada e é insensível às aflições de curto-prazo em que está grande parte da UE, no que dá uma incompatibilidade total.

O tal império "malquisto", de que fala George Soros e ao que os alemães responder não ter recursos para fazer hoje na Europa o que os EUA fizeram a seguir à II Guerra Mundial. É falta de vontade dos alemães mas também não têm assim tantos recursos como Soros diz. A Alemanha está melhor que os outros países europeus, mas cresce pouco e está longe de ser a potência hegemónica mundial que eram os EUA a seguir à II Guerra Mundial. Quando vemos que mesmo países como a França pouco ou nada contribuem para puxar pelo Euro, resto a Alemanha e pouco mais o que é muito pouco. O núcleo duro da moeda única é muito pequeno para tanta dívida...

http://www.spiegel.de/international/europe/chancellor-angela-merkel-outlines-german-stance-ahead-of-eu-summit-a-841267.html
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De Lionheart a 27.06.2012 às 16:13

Para além de que a Alemanha não pode ter o mesmo sentido utilitário que os EUA tiveram quando lançaram o Plano Marshall, para consolidar democracias e mercados para os seus produtos. A Europa deficitária terá sempre de aqui em diante de ter uma política fiscal e orçamental "espartana", pois os níveis de consumo e despesa que se atingiram no passado não se podem repetir, por falta de recursos. Daí que se estes têm pouca utilidade para a Alemanha exportadora, esta também tem pouco interesse em contribuir com transferências orçamentais para os outros. 

A questão de fundo é que a dificuldade em manter a moeda única é uma consequência da perda de poder da Europa na cena internacional. E mesmo os recursos dos países europeus que estão em melhor forma podem não chegar para aguentar o Euro, porque são mais os que estão em dificuldades do que os que estão "bem".

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