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Do vazio das relações humanas na contemporaneidade

por Samuel de Paiva Pires, em 30.06.12

Bertrand Russell, "Ideas that have harmed mankind": «Male domination has had some very unfortunate effects. It made the most intimate of human relations, that of marriage, one of master and slave, instead of one between equal partners. It made it unnecessary for a man to please a woman in order to acquire her as his wife, and thus confined the arts of courtship to irregular relations. By the seclusion which it forced upon respectable women it made them dull and uninteresting; the only women who could be interesting and adventurous were social outcasts. Owing to the dullness of respectable women, the most civilized men in the most civilized countries often became homosexual. Owing to the fact that there was no equality in marriage men became confirmed in domineering habits. All this has now more or less ended in civilized countries, but it will be a long time before either men or women learn to adapt their behaviour completely to the new state of affairs. Emancipation always has at first certain bad effects; it leaves former superiors sore and former inferiors self-assertive. But it is to be hoped that time will bring adjustment in this matter as in others.»

 

Para além dos efeitos nefastos do feminismo de pendor neo-marxista – o que mais visibilidade e expressão tem –, um dos grandes problemas das relações humanas na contemporaneidade é o facto de muitas mulheres pensarem que são a Samantha de "O Sexo e a Cidade", e de muitos homens serem realmente idiotas como alguns dos que aparecem na série. A natural dinâmica de grupo que leva à imitação, propagação e aceitação social destes tipos de comportamentos acaba por originar um certo vazio de individualidade, dissolvendo-se esta no grupo, acabando muitas pessoas por se tornarem fotocópias umas das outras e, portanto, realmente entediantes e desinteressantes como as mulheres respeitáveis de que Bertrand Russell falava. É a vitória da matéria sobre o espírito, e do efémero sobre o eterno.

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publicado às 14:32


18 comentários

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De Isabel Metello a 30.06.2012 às 17:14

Samuel, estava a ler o texto e a pensar que, apesar de estarmos no séc XXI, a matriz sociocultural lusa ainda se enquadra na descrição das "mulheres respeitáveis" versus as "interessantes ostracizadas" (no palco da existência mundana, pois, por aquilo que assisti (sou como S. Tomé:), (a) muitas das que se auto-intitulam como “respeitáveis” são tudo menos isso (ui!!! tantos casos verdadeiramente degradantes que conheço e conheci!!!:); (b) muitas das ostracizadas têm a fama e não têm aquilo que nem considerariam como proveito, pois não faz parte da sua essência nem dos seus objectivos de vida...

Ora, mas como a sociedade portuguesa padece de uma esquizofrenia secular pandémica em vários campos (como diz o Professor Eduardo Lourenço, cujas obras e Pessoa muito respeito, apenas num ponto creio que não consegue perscrutar case studies num círculo muito próximo - talvez seja da idade ou da emoção que lhe toldará o distanciamento narrativo crítico proactivo que tanto demonstra naquilo que escreve...:), a sociedade de consumo cá instalou, num país onde a emancipação feminina ainda é um proforma (veja-se como uma vítima de violência doméstica é, tendencialmente, tratada em tribunal, na maioria dos casos, principalmente se o agressor for VIP, que passa logo a vítima que aturou a maluquinha, sofrendo esta as piores humilhações inscritas em plots de que o lado contrário se lembrar. A Questão é a de que só um psicopata passa por determinadas situações limite e não reage emocionalmente, i.e., se uma pessoa comum passa por situações traumáticas padronizadas tem, naturalmente, depressões reactivas, stress-pós-traumático.... ). E os psychos têm a tendência para escolher como companheiras mulheres frágeis, com um nível de auto-estima deficitário- estudos o comprovam! Dizia eu, a matriz da sociedade portuguesa, mesmo urbana, é ainda muito provinciana - as mentalidades não se mudam em décadas, daí as obsessões freunidanas de muita intelectualidade auto-sacralizada, pois como diria uma agente do FBI de uma série que costumo ver :) “quando te disserem isso lembra-te que ele está a dizê-lo de si próprio”, i.e., é o efeito espelho. Por exemplo, há homens poderosos que, como só lidaram com mulheres objectivadas, que se vendem por matéria (tantas vezes, enquanto as suas “mulheres respeitáveis” estão nas compras e nos chás de caridade com as amigas e, tantas vezes, com o personal trainner ou derivados, o que não deixa de ter a sua piada, pois é Eça de Queiroz revisitado da forma mais pós-moderna possível! O casamento é, nestes casos, de fachada, não havendo Sentimentos Elevados envolvidos, vão a eventos muito in com um ar do casal mais feliz e normal deste mundo, mas os bastidores são bem mais shock pink, quando não muito mais degradantes e até criminosos!...:)Image


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De Isabel Metello a 30.06.2012 às 17:15


Ainda me lembro de quando os retornados cá chegaram (e, atenção, nas ex-colónias: Moçambique e Angola já havia lojas de Alta Costura, para além de uma abertura ao nível sociocultural que culminou num profundo choque cultural quando cá chegámos. Hoje, já muitos se aculturaram a esta matriz nefasta! Sim, tendencialmente, os Portugueses que daqui partiram para outras paragens evoluíram, alargaram os horizontes, os que cá ficaram, tb tendencialmente, não!!! Ora, uma mini-saia era um escândalo! Por falar em nini-saia - o Direito torto sempre Romano, com leis feitas à medida como nos alfaiates (daí a resistência às remodelações da Ministra da Justiça, pois a impunidade dá jeito a muita gente VIP...:), decifráveis, tantas vezes, apenas pelas mesmas cabeças organigrâmicas que as escreveram e lá ganham mais uma fortuna para descodificar os hieróglifos ambíguos que escreveram, tão ambíguos que os advogados dos VIP podem-se dar ao luxo de fazer as interpretações que quiserem - são como textos literários, quando deveriam pautar-se por uma objectividade lapidar. Está, aqui, a perscrutar uma fonte de fortunas, tantas delas construídas sobre o prolongar do Sofrimento Alheio ou pela anulação de Direitos Inalienáveis de ciadãos/cidadãs  ad aeternum? Daí a resistência de Marinho Pinto! ! Ora esse Direito ou jurisprudência torta  que nele assenta chegava a dizer que uma mini-saia ou a ausência de soutien de uma vítima de violação eram atenuantes para o agresssor, pois esta tinha-lhe provocado os instintos mais básicos! É, naquele caso aviltante da grávida violada por um psiquiatra VIP, que se limitou a pagar a caução para sair sem prisão efectiva, qual foi a provocação? É que um psicopata não precisa de provocações, para ele é tudo um jogo de xadrez e não tem alguma empatia para com as suas vítimas e logo um psiquiatra que pode modelar um cérebro frágil a seu bel-prazer! E, depois, nem sequer, na maioria dos casos, se sabe distinguir um psicopata de um psicótico, o que se revela simplesmente de uma ignorância atroz! É só consultarem artigos anglo-saxónicos e verem qual o perfil destas criaturas, os psychos, que "são mato", não se desenganem, de acordo com especialistas!

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De Isabel Metello a 30.06.2012 às 17:16


Até porque a própria sociedade de consumo desenfreado acirrou, desenvolveu, despoletou a tal OVM num pais onde, tradicionalmente, se mata por um nesgo de terra! A tal objectivação do Outro, a tal transferência da relação com objectos para com as relações “afectivas” com pessoas pode catalisar e acirrar problemas mentais congénitos e/ou adquiridos (quanto à psicopatia, há, nos autores Norte-americanos, essa dúvida, pois apresentam um electroencefalograma sem a área das emoções, da empatia, presente, mas como são apanhados já como adultos persiste a dúvida, se bem que as estatísticas comprovem que muitos deles sofreram ou assistiram a abusos enquanto crianças e repetem o padrão, daí que muitos gostassem de torturar animais ou mesmo outros miúdos pelo bullying enquanto petizes…se bem que no Erro de Descartes Manuel Damásio tenta comprovar, com base no case study, que as emoções são biológicas, logo pode muito bem ser uma patologia gravíssima congénita e que não tem cura…).

Ora, a sociedade de consumo num pais, como diz António Barreto, que “viveu 50 anos em 5”, em que “a fome deu em fartura”, não estando a maior parte das pessoas preparadas até culturalmente para lidar com a aparente dolce vita nem com certos poderes socioeconómicos (lá está o adágio: “não sirvas a quem serviu, não peças a quem pediu”…:), canalizou a maior parte das pessoas para o culto do exterior, para a sacralização da matéria e um reforço :) um psycho cultiva, tendencialmente, ao mínimo detalhe as aparências no espaço público, só lhe caindo a máscara na sua área de conforto...

Voltando à questão das mulheres - os extremos tocam-se (não estou a julgar alguém - façam o pino, desde que não façam mal a Inocentes… :) Image

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De Isabel Metello a 30.06.2012 às 17:19


(a)                      muitas mulheres pensam que emancipação é sinónimo de objectivação alheia, quando não o é, muito pelo contrário! Isto é, limita®am-se a copiar o paradigma que as ainda oprime!

Não sejamos ingénuos - as estatísticas dizem-nos que a maior parte do universo universitário é constituído por elementos do género feminino, mas se virmos mesmo a AR, é uma amostra significativa do universo a estudar (até ao nível das etnias- quantos negros estão lá, ó senhores da esquerda caviar? Que me lembre, só lá vi um- na bancada do CDS-PP…:), ainda que tenha melhorado bastante;

outras pensam que emancipação feminina é masculinizarem-se até fisicamente, tantas vezes, contribuindo para a ostracização de quem não se inclui nos seus rótulos!  Daí que desprezem pessoas como Margarida Rebelo Pinto, intitulando-a de “tia” quando muitas escrevem barbaridades de partir o côco a rir, até a nível académico, ainda que se julguem umas intelectuais de primeira! Daí que, para esta fauna cómica, actrizes bonitas e loiras sejam sinónimo de burras! São tão burras elas próprias que nem sequer detêm o distanciamento narrativo para entenderem que a elas é que lhes faltam muitos neurónios e até Algo que só Almas Elevadas Detêm (Hipersensibilidade!:) - a actriz com um QI mais elevado de Hollywood é Sharon Stone e Marilyn Monroe era tudo menos diminuta em QI (daí que tenha sido “apagada”…:), era uma Alma Pura, Inocente (este tipo de Inocência nada tem a ver com ingenuidade, muito pelo contrário….:), até pelo percurso tão árduo que teve desde criança, manteve O Brilho Interior!
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De Isabel Metello a 30.06.2012 às 17:23

(a)                      Daí que impliquem tb com aquela miúda do programa da TVI- A Tua Cara não me É Estranha-, a Luciana Abreu, pois, por mais “parola” que lhe chamem, nem sequer lhe chegam aos calcanhares ao nível do talento inato (engraçado, pois as bichas, que não as de supermercado, tb as detestam...:), pois são umas medíocres, na sua maioria, só conseguindo subir uns degraus, tendencialmente, por três vias (a) ou com as costas bem protegidas pelos papás ou amigos dos papás; (b) ou pela via do divã freudiano; (c) ou por via de “bons casamentos”, entenda-se com “bons partidos”, mesmo que estes sejam os tais gays de que o seu autor fala- melhor para as duas partes :) mantêm a fachada e podem dar cada um deles azo às suas objectivações com terceiros, desde que não dêem nas vistas, claro!

(b)           Daí a inveja, que é própria de almas imaturas, baixas, vis! Atenção, estou a falar de tendências, pois tb há muitas invejosas realmente muito bem casadas, mas frustradas por natureza, está-lhes no sangue!

Ora, neste cenário dominante, talvez o seu autor de épocas passadas se aplique com rigor nesta sociedade ainda tão fechada- de facto, serão como os Gregos clássicos e alguns renascentistas que consideravam as mulheres como objectos, vivendo separados delas, enquanto Os Grandes Afectos e outros cenários eram com homens, quando não com rapazinhos!

É que li uma reportagem algures sobre a existência galopante de homens casados e até com Filhos gays não assumidos, que andam por aí em esquemas weird!Image

 

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De Isabel Metello a 30.06.2012 às 17:33


Ora, voltando ao tema central do seu post- à superficialidade das relações na contemporaneidade, muitos autores associam a implantação da sociedade de consumo, principalmente em países que não estavam preparados até em termos de forma mentis colectiva para a acolher (ex: Portugal:)- daí o desenfreamento histérico hipnótico pelos holofotes da Fama e de outros F alienatórios tão associados ao culto da matéria- à descartibilidade afectiva para com :) (a) os cônjuges; (b) os Pais, que abandonam em lares, caso não tenham matéria que lhes possam dar; (c) muitas vezes não os Filhos, pois actualizou-se a tendência para ver nos Filhos uma extensão dos próprios egos despóticos, pensando que assoberbando-os de matéria e de actividades extenuantes pela quantidade os fariam cumprir os sonhos objectivados (daí a corrida aos casting para Crianças e Jovens...:); (c) os animais, que, tendencialmente, compram pela marca, como se de objectos se tratassem, abandonam-nos nas autoestradas no verão, para morrerem atropelados e/ou abatidos pelos serviços municipais e na próxima estação A/W compram outro, que terá o mesmo fim...
E, bem, chegámos ao fim do País da Alice das Maravilhas para tantos e qual a maior tragédia, para além das óbvias- despejos de famílias inteiras, Fome, miséria, desespero? O vazio interior!
E o que certos autores defendem como força de atrito perante tal? A Verdadeira ESpiritualidade, Aquela Autêntica, não indulgente nem papagueante, não meramente formal, mas com Conteúdo, seja de que Crença estejamos a falar!Image
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De Lionheart a 30.06.2012 às 19:14

Tópico muito interessante. A propósito, a natureza "progressista" desta república, que os republicanos tanto apregoam, é uma completa fachada, até porque a esquerda portuguesa é socialmente muito conservadora. Então o que temos é um estado de coisas muito perigoso para as mulheres porque lhes dá uma ilusão de direitos que não têm repercussão na sociedade. O exemplo mais claro da hipocrisia do Estado português é ter facilitado o processo de divórcio, o que à partida facilitaria a vida às mulheres que se quisessem desfazer de relações indesejáveis. Só que para além da dificuldade que as mulheres têm de ser financeiramente independentes, ainda temos que o Estado é tolerante com a violência doméstica. Ou seja, as mulheres são levadas a crer que estão emancipadas mas depos ficam indefesas perante a violência dos parceiros, porque a impunidade destes depois é total. Curioso, não é?
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De Duarte Meira a 30.06.2012 às 20:39


« Female domination has had some very unfortunate effects. It made the most intimate of human relations, that of marriage, one of master and slave, instead of one between equal partners. It made it unnecessary for a woman to please a man in order to.... » Etc.

Basta trocar os termos relevantes e temos o que vamos vendo.

Talvez não fosse mau começar a pensar a fundo aquela do "equal partners". Coisa que o sr. Russell, que era filósofo, devia ter sido o primeiro a fazer, em vez de se deixar ir em cantigas.
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De Isabel Metello a 30.06.2012 às 21:07

É, Lionheart, tem toda a razão do mundo- as pesssoas mais hipócritas que conheci a esse nível são/eram de esquerda! Claro que há Digníssimas Excepções, perante As Quais até Terei uma Eterna Gratidão, com que tb me deparei, Pessoas de Uma Humanidade tocante! O problema creio que é da matriz sociocultural, mas não lateral de esquerda/direita, todavia enquanto que uns se assumem como conservadores e já se sabe com o que se conta (e até, muitas vezes, são os mais cosmopolitas! :), o que é muito mais honesto; os outros fingem-se libertários quando não o são, tendencialmente, muito pelo contrário! Veja-se o caso das esposas que se recusaram a participar em cerimónias onde estivesse Snu Abecassis, a quem o marido negava o divórcio e era companheira de Sá-Carneiro- num país cosmopolita tal seria inadmissível! Eu compreendo e respeito muito a Dor da Esposa de Sá-Carneiro, mas pelo menos, Esta Senhora poderá ter a consolação de que O Seu Grande Amor a Deixou por Um Grande Amor e tal É sempre Digno! Agora, há muitos casos que nada têm a ver com isso, muito pelo contrário, mas com a objectivação e instrumentalização humana em prol de interesses menores e da total ausência de Sentimentos! Repare, para o perfil psicopático, a mulher, o seu animal doméstico, se tiver o desplante de se escapulir antes do plano estar cumprido, ele não parará, de forma directa ou indirecta (quanto mais sofisticado for, mais o seu jogo de xadrez letal será proporcional) até atingir o seu objectivo, invertendo situações! Um perfil destes não sente empatia nem remorsos, apenas sente que o animal doméstico tem de ser eliminado a qualquer custo, pois, aos seus olhos nada vale, já teve o que quis, agora, parte para a política da queimada!Image

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De Isabel Metello a 30.06.2012 às 21:16

Como, tendencialmente, como disse, um psycho cultiva a sua imagem pública de forma obsessiva e meticulosa, a vítima será sempre alvo de desestabilizações contínuas- houve um caso em que um médico mandou internar a sua mulher durante 10 anos, quando ele era um agressor e ela uma vítima e ninguém fez algo; houve outro no Porto em que a mulher ia parar às urgências toda macerada e os próprios médicos encobriam o caso e a própria mãe da vítima lhe dizia que "uma mulher do norte morre de pé"! Se a vítima que, naturalmente, não estará nas melhores condições psicológicas, não tentar encontrar meios que lhe permitam um distanciamento narrativo que desconstrua, em parte, as jogadas do psycho, estará sempre "frita", dê os passos que der, pois mais do que ninguém ele conhece-a, sabe que carregando no ponto A terá a resposta B e mesmo que não a tenha tem sempre um plano B, C, D, E, F...para alcançar os seus objectivos. E tudo isto com a complacência e até colaboração de muitas autoridades e de pessoas, tantas vezes, por influências poderosas ou pelo vil metal, que até compra falsos testemunhos!Image

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