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A presidenta tem telhados de vidro

por João Quaresma, em 03.07.12

Manhã de Domingo em Brasília. Na Praça dos Três Poderes decorria a cerimónia mensal de troca de bandeira quando acontece isto:

 

Os dois caças supersónicos Mirage 2000 da Força Aérea Brasileira passaram sobre o Palácio do Planalto (sede da Presidência) e sobre o edifício do Supremo Tribunal Federal, que ficou com a fachada neste estado:

 

 

Escusado será dizer que ninguém faz um vôo de exibição a esta velocidade. É claro que os pilotos sabiam perfeitamente que passando a alta velocidade (próxima da barreira do som) o resultado não poderia ser outro. Não foi descuido, foi intencional, tanto que a segunda passagem foi efectuada a uma velocidade mais reduzida. Passar com caças a baixa altitude e a alta velocidade sobre formações inimigas é uma manobra clássica de intimidação pelas forças aéreas.

Dilma Rousseff e os seus andam a mexer num assunto espinhoso: as violações dos Direitos Humanos no tempo da Ditadura Militar. No Brasil e noutros países que passaram pelo mesmo processo de transição, se existe Democracia é porque os militares aceitaram deixar o poder na condição deste assunto ser enterrado e não sofrerem vinganças. Até porque os actuais governantes também beneficiaram de uma amnistia.

Esta foi uma clara advertência das Forças Armadas brasileiras à antiga guerrilheira comunista: há coisas em que é melhor não mexer. 

publicado às 03:30


8 comentários

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De Nuno Castelo-Branco a 03.07.2012 às 11:37

Aqui bem podemos ficar à espera: não são de confiança. Onde estavam eles na noite do 1º de Fevereiro de 1908? Onde estiveram nos dias 3, 4 e 5 de Outubro de 1910? O que andaram a fazer logo a partir de Maio de 1974?
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De João Quaresma a 03.07.2012 às 14:49

Realidade completamente diferentes: eles não pertencem a nenhuma aliança; o que aconteceu lá foi uma transição e não um ruptura de regime; e não se deixaram comprar com papas e bolos e transformar em funcionários públicos. Nenhuma comparação possível.
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De Nuno Castelo-Branco a 03.07.2012 às 19:32

Precisamente, por cá é do que estamos a falar. Compras para o "bico calado" e "comissões" opiparamente pagas em expedições NATO.
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De João Quaresma a 04.07.2012 às 00:17

Exacto, e a dimensão do país também importa: quem mandar ou ameaçar mandar no Brasil terá sempre outro poder negocial face aos "interlocutores" externos.
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De Carlos Velasco a 03.07.2012 às 14:44

Caro João,


Quanto às alegadas violações dos chamados "direitos humanos" durante o regime de excepção no Brasil, que só se fez necessário por causa da agressão comunista durante o governo João Goulart, tudo o que tenho a dizer é que se os comunistas não sofreram um massacre generalizado, devem isso aos militares, que ao derrubar o governo golpista e filo-comunista acabaram por impedir as milícias de direita de combater a ameaça vermelha de uma maneira que levaria o país à guerra civil e aos fuzilamentos em massa.
O rancor comunista se deve sobretudo ao facto de que ficou provada a sua covardia quando os militares resolveram agir pois, apesar de toda a estrutura e de todo o apoio financeiro de Moscovo, na hora H fugiram todos (alguns vestidos de mulher para o Uruguai...). A própria Dilma, cujas fotografias da fase da prisão provam que foi bem tratada e jamais foi torturada, o que é corroborado pelos seus depoimentos contraditórios e cheios de lacunas, denunciou vários colegas ingénuos que ela própria enviou para a luta armada e depois acabaram mortos nas acções de prisão ao reagir. Eram os idiotas úteis que não tinham um papá como o dela, um agente comunista búlgaro implantado no Brasil cujos recursos financeiros eram suficientes para manter a filhinha mimada num colégio privado da elite. Essa gente não combatia e enviava os otários para a morte de modo a criar mártires.
Enfim, houve abusos pontuais, mas foram as forças policiais que os cometeram. O exército foi sempre cavalheiresco e lutou contra isso. Se matou, matou em combate. Já os comunas, que se tivessem vencido teriam exterminado dezenas de milhões de civis desarmados, mataram inocentes nesses anos e até executaram dos seus. O vídeo abaixo dá uma ideia do que se passou:


http://globotv.globo.com/rede-globo/jornal-da-globo/v/ex-integrante-da-luta-armada-confessa-que-participou-da-execucao-de-um-companheiro/2018902/ (http://globotv.globo.com/rede-globo/jornal-da-globo/v/ex-integrante-da-luta-armada-confessa-que-participou-da-execucao-de-um-companheiro/2018902/)

Para terminar, descobri há alguns dias mais um nome de um "desaparecido" que vive aqui mesmo em Portugal, e muito bem. Sua família, entretanto, recebeu uma indemnização milionária e vive às custas de pensões pagas pelos impostos daqueles que suam para viver e seriam escravizados se o Brasil fosse hoje comunista.

Um abraço.  
  
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De João Quaresma a 03.07.2012 às 15:30

Caro Carlos,


De facto, este é um assunto em que cá em Portugal estamos perfeitamente a zero. Aliás, é notório como a informação que nos chega sobre o Brasil é de modo geral filtrada. Num dos meus primeiros posts aqui no Estado Sentido referi o livro do Leandro Narloch, o «Guia Politicamente Incorrecto da História do Brasil» ( http://estadosentido.blogs.sapo.pt/1983814.html ) e de como são desfeitos alguns mitos instituídos. Obrigado pelo comentário.


Um abraço,


JQ
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De swedenborg a 03.07.2012 às 21:01

Só alguns acrécimos as informações acima.
Servi o EB por 5 anos e meu avô era major da então Força Pública do Estado de São Paulo quando do movimento de 64 (a Força Pública equivaleria hoje a Polícia Militar) e o que o amigo Carlos comentou é realmente verdadeiro, os milicos salvaram o rabo da comunistada com o dito golpe.Ademar de Barros, o então governador de São Paulo solicitou ao comando do exército na época ajuda para adestrar e armar os 30.000 homens da FP assim como os 8.000 da Guarda Civil da capital paulista para uma resistência frente a uma possível tomada de poder da comunalha.O então marechal Cordeiro de Farias, veterano da FEB, ferido pelos alemães em Colechio-Fornovo, de pronto atendeu o governador emprestando diversos oficiais para treinamento em contra-guerrilha assim como providenciou ,via compras laterais (com dinheiro arrecadado de empresários e organizações empresariais como o IBAD), uma vasta gama de armamentos (metralhadoras Ingran, Bren, HKMP 5, fzis M-14 e FN-FAL, inclusive explosivos).Também indicou como comandante da Força Pública o Coronel de Exército João Franco Pontes, que foi o grande modernizador da força militar paulista e que incutia um extremo fervor ideológico anticomuna e um Esprit de corps inigualável - pode-se dizer que a temida ROTA paulistana reza pelo missal do coronel Pontes . Tais tropas não obedeceriam ao comando dos militares, mas dos respectivos governadores de estado, que eram religiosamente anticomunistas até o profundo da alma.Some-se a isso a constituição de inúmeros grupos paramilitares civis- Grupo de Ação Patriótica, PAB- Patrulha Auxiliar Brasileira, CCC-Comandos de Caça aos Comunistas, que agrupavam outros milhares de indivíduos e ainda outros tantos milhares de capangas armados do vasto "coronelato" rural espalhado pelo Brasil, e assim teríamos assistido, caso os militares não tivessem tomado as rédeas do país, um espetacular massacre do primeiro ao ultimo comunista.
Portanto, esses filhos de meretrizes que hoje se refestelam no poder , rindo na cara da nação brasileira,, só estão lá por obra e graça das vilipendiadas Forças Armadas.
Abraço   
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De João Quaresma a 04.07.2012 às 00:00

Essa situação tem alguma semelhança com o que se passou cá no 25 de Novembro de 1975. No nosso caso, o jogo das superpotências foi determinante em todo o processo que decorreu entre o golpe de 25/4/1974 e a (suposta) tentativa frustrada de golpe comunista de 25/11/1975.
Muito obrigado pelo seu comentário.
Cumprimentos,
JQ

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