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A presidenta tem telhados de vidro

por João Quaresma, em 03.07.12

Manhã de Domingo em Brasília. Na Praça dos Três Poderes decorria a cerimónia mensal de troca de bandeira quando acontece isto:

 

Os dois caças supersónicos Mirage 2000 da Força Aérea Brasileira passaram sobre o Palácio do Planalto (sede da Presidência) e sobre o edifício do Supremo Tribunal Federal, que ficou com a fachada neste estado:

 

 

Escusado será dizer que ninguém faz um vôo de exibição a esta velocidade. É claro que os pilotos sabiam perfeitamente que passando a alta velocidade (próxima da barreira do som) o resultado não poderia ser outro. Não foi descuido, foi intencional, tanto que a segunda passagem foi efectuada a uma velocidade mais reduzida. Passar com caças a baixa altitude e a alta velocidade sobre formações inimigas é uma manobra clássica de intimidação pelas forças aéreas.

Dilma Rousseff e os seus andam a mexer num assunto espinhoso: as violações dos Direitos Humanos no tempo da Ditadura Militar. No Brasil e noutros países que passaram pelo mesmo processo de transição, se existe Democracia é porque os militares aceitaram deixar o poder na condição deste assunto ser enterrado e não sofrerem vinganças. Até porque os actuais governantes também beneficiaram de uma amnistia.

Esta foi uma clara advertência das Forças Armadas brasileiras à antiga guerrilheira comunista: há coisas em que é melhor não mexer. 

publicado às 03:30


2 comentários

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De swedenborg a 03.07.2012 às 21:01

Só alguns acrécimos as informações acima.
Servi o EB por 5 anos e meu avô era major da então Força Pública do Estado de São Paulo quando do movimento de 64 (a Força Pública equivaleria hoje a Polícia Militar) e o que o amigo Carlos comentou é realmente verdadeiro, os milicos salvaram o rabo da comunistada com o dito golpe.Ademar de Barros, o então governador de São Paulo solicitou ao comando do exército na época ajuda para adestrar e armar os 30.000 homens da FP assim como os 8.000 da Guarda Civil da capital paulista para uma resistência frente a uma possível tomada de poder da comunalha.O então marechal Cordeiro de Farias, veterano da FEB, ferido pelos alemães em Colechio-Fornovo, de pronto atendeu o governador emprestando diversos oficiais para treinamento em contra-guerrilha assim como providenciou ,via compras laterais (com dinheiro arrecadado de empresários e organizações empresariais como o IBAD), uma vasta gama de armamentos (metralhadoras Ingran, Bren, HKMP 5, fzis M-14 e FN-FAL, inclusive explosivos).Também indicou como comandante da Força Pública o Coronel de Exército João Franco Pontes, que foi o grande modernizador da força militar paulista e que incutia um extremo fervor ideológico anticomuna e um Esprit de corps inigualável - pode-se dizer que a temida ROTA paulistana reza pelo missal do coronel Pontes . Tais tropas não obedeceriam ao comando dos militares, mas dos respectivos governadores de estado, que eram religiosamente anticomunistas até o profundo da alma.Some-se a isso a constituição de inúmeros grupos paramilitares civis- Grupo de Ação Patriótica, PAB- Patrulha Auxiliar Brasileira, CCC-Comandos de Caça aos Comunistas, que agrupavam outros milhares de indivíduos e ainda outros tantos milhares de capangas armados do vasto "coronelato" rural espalhado pelo Brasil, e assim teríamos assistido, caso os militares não tivessem tomado as rédeas do país, um espetacular massacre do primeiro ao ultimo comunista.
Portanto, esses filhos de meretrizes que hoje se refestelam no poder , rindo na cara da nação brasileira,, só estão lá por obra e graça das vilipendiadas Forças Armadas.
Abraço   
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De João Quaresma a 04.07.2012 às 00:00

Essa situação tem alguma semelhança com o que se passou cá no 25 de Novembro de 1975. No nosso caso, o jogo das superpotências foi determinante em todo o processo que decorreu entre o golpe de 25/4/1974 e a (suposta) tentativa frustrada de golpe comunista de 25/11/1975.
Muito obrigado pelo seu comentário.
Cumprimentos,
JQ

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