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Nortear a vida pela busca do conhecimento

por Samuel de Paiva Pires, em 13.07.12

A afirmação de Miguel Relvas recordou-me uma opção minha. Quando terminei a licenciatura pré-Bolonha em Relações Internacionais (4 anos) em 2009, o ISCSP, ao abrigo da Bolonhesa, e dado que a licenciatura passou a ser de 3 anos, decidiu que quem tivesse licenciaturas de 4 anos poderia requerer equivalência ao 1.º ano de mestrado na mesma área/curso, fazendo apenas o segundo ano, ou seja, um semestre de aulas e outro para a elaboração da dissertação. Eu preferi fazer um mestrado de Bolonha em Ciência Política, o que levou cerca de 2 anos, pagando mais 1 ano de propinas do que se optasse pelas equivalências no mestrado em Relações Internacionais. Porquê? Porque tive no 1.º ano de mestrado várias cadeiras interessantíssimas, no âmbito das quais aprendi muito mais do que se escolhesse a opção das equivalências. 

 

Deixando de lado o "permanente", que Miguel Relvas proferiu no sítio errado, é preciso ter muita cara de pau para afirmar que norteia a sua vida pela busca do conhecimento. Como escreve Pedro Santos Guerreiro, «um ministro com "passe vite" universitário devia ter um bocadinho mais de noção de si mesmo em vez de orgulhar-se de "[nortear a sua] vida pela simplicidade de procura de conhecimento permanente". Haja dó.»

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publicado às 15:48


13 comentários

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De sc a 13.07.2012 às 16:17

Se uma afirmação de Relvas me fizesse lembrar uma opção minha, entrava em pânico :)
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De Samuel de Paiva Pires a 13.07.2012 às 16:19

ImageMas sendo o oposto da perspectiva dele ;)
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De Isabel Metello a 13.07.2012 às 17:59


Samuel,  quando a este assunto, concordo com o Miguel Castelo-Branco. 
Não querendo fazer aqui um resumé, mas tendo que o fazer, para chegar à conclusão, posso dizer que, tendo sido uma muito boa aluna na Primária, no Ciclo, no Liceu, entrei com a 2ª melhor nota no exame de admissão numa universidade privada, depois de fazer um 1º 12º ano na área de Humanidades (História/Geografia/Filosofia); por motivos que não quero aqui explicitar, frequentei Direito (onde não acabei alguma cadeira), passando, então, para Relações Internacionais (ainda acabei 4 disciplinas: 10 :) a Ciência Política; 14 a História de Portugal; 15 a Francês e 17 a Inglês (das quais nunca pedi equivalências a algo que fosse!). Depois, pelos motivos acima mencionados, tive de sair (tive lá muito bons Professores, não foi por isso, mas estava numa fase muito complicada do meu final de adolesacência- sim, porque eu, com 18-19-20- 21-22, olhe eu até acho que até aos 30 anos era uma miúda completamente totó...); depois de um ano parada, mas no British Council para não perder o norte completamente, entrei num 2º 12 º ano na área de Literaturas e Línguas. Português, Francês e Inglês. Finalizei-o, fiz a PGA e entrei na Universidade Nova de Lisboa onde fui fazendo, devido a problemas de saúde, a Licenciatura (4 anos, fazendo-a em 6), que acbei com 14 (por vezes, ainda tinha os meus 17, mas havia momentos em que não conseguia estudar!). Trabalhei numa loja entretanto, enquanto acabava a Licenciatura. Depois, fiz a profissionalização a que chamavam pós-Licenciatura: 2 anos- 1 de Pedagógicas e outro de estágio. Como não conseguia colocação (concorri aos mini-concursos, mas perderam-me os papéis, recerbi um pedido de desculpas da DREL, pois tinha o comprovativo dos docs entregues) e estava com uma gravides de risco e tive uma pancreatite aguda, fiquei o resto da gravidez e 9 meses a cuidar da minha Filha e da casa. Em 2002, decido investir o resto de um pecúlio familiar legado num Mestrado, pois vi que nem era a minha vocação dar aulas ao Básico/Secundário (talvez porque, como estagiária tenha logo feito a tropa com a pior turma da Escola, com 16 analfabetos funcionais e um disléxico profundo...:) entrei em vários, mas escolhi o de Ciências da Comunicação e Indústrias Culturais, pois era em regime pós-laboral e só havia aulas às quintas e sextas feiras. Tinha todas as obrigações Familiares, principalmente, a de Mãe e estava a interessar-me sobre a temática do ensino do Português como Língua Estrangeira/Segunda, leccionando como voluntária, num dia da semana à noite, no Colégio Maristas de Carcavelos a  imigrantes.
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De Isabel Metello a 13.07.2012 às 18:15

Isto para fazer cv, poi trabalhava em regime de voluntariado. Tive de parar de leccionar quando vi que, para ter as notas que pretendia e conciliar o Mestrado com a Função de Mãe e com a Vida Familiar, tinha de me aplicar 100 % a estas duas dimensões, mas ainda dei aulas de Português como Língua Estrangeira a oficiais da NATO, não no Cinciberlant, mas naquele quartel entretanto desactivado (aí, pagas através de um instituto). Muitos dos meus papers (tivemos 12 seminários de Mestrado em díspares matérias e de 3 em 3 semanas tínhamos de entregar o paper respectivo) foram elaborados por directas consecutivas! Paralelamente ao Mestrado (pago integralmente por mim, incluindo material escolar, e pela FCT, quando consegui a Bolsa), inscrevi-me, como aluna extraordinária na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da UNL para fazer a disciplina de Didáctica de Português como Língua Estrangeira/Segunda e consegui a nota de 17. Fui a única aluna da minha turma de Mestrado a conseguir a bolsa pela FCT e omo fquei com a média de 16, 5 e tal, e queria obter o 17 para tb obter a bolsa pela FCT de Doutoramento, pois, entretanto, vi que a investigação era "a minha praia", embora não pudesse chegar onde queria, por vários motivos, fiz 3 melhorias (uma das quais consistiu na entrega de um trabalho a um professor (foi o único que considerei medíocre, pois os outros eram sumidades, incluindo o meu orientador!)  que me fez entregar um trabalho de melhoria, que eu lhe pedira para fazer, no final de Julho de 2003, dizendo-me, no dia seguinte,  ao recebê-lo, que, afinal, não podia, pois tinha de me inscrever na secretaria (como tinha vindo da FCSH da UNL havia regras da UNiversidade Católica que eram distintas...). Achei por isso natural e disse-lhe que não fazia mal, que eu, então,  até faria um muito melhor trabalho e o entregaria, depois da inscrição no ano lectivo seguinte, no qual fiz mais duas melhorias, passando nessas duas outras cadeiras de 14 para 16. Entreguei-o, em Outubro ou Novembro, no dia e hora marcados. Era um trabalho baseado num paper que tinha apresentado numa conferência internacional em Ceuta  em Junho de 2003 e o Director do Instituto gostou tanto do artigo que mandou publicar nas Actas do Congresso. Fiquei tão feliz!
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De Isabel Metello a 13.07.2012 às 18:26

Mas quando digo baseado refiro-me a desenvolvido da forma mais completa que consegui. Ora, o tal professor chama-me à sala de professores, onde estava só ele e eu, e diz-me que, embora o meu tyrabalho estivesse "exímio", ele não podia subir mais do que do 15 para o 16- 1 ponto, pois "tinha pena dos meus colegas". Eu fiquei atónita e disse-lhe: "então, mas os meus colegas se quisessem tb poderiam fazer a mnelhoria!". Ao que ele me responde: "não concordo com melhorias de nota". Ora este "senhor" se não concordava (aliás, se a própria instituição concedia essa possibilidade, eu inscrevi-me na melhoria e paguei 60 € por cada uma delas) com melhorias pura e simplesmente não me aceitava os trabalhos, pis fez-me fazer 2, sabendo que eu era casada, tinha uma Filha e sempre fiz os meus trabalhos com honestidade intelectual! Mas o que levou este "senhor" a ter-me entalada na garganta? Eu digo-lhe: (a) no ano lectivo de 2002/2003 a turma, cujos líderes, por coincidência, foram seus orientandos :), quis atacar, de forma cobarde, a coordenadora do curso, incluindo-me num email sem me consultarem- reagi e disse que não tinham o direito de me incluírem em decisões "da turma" sem o meu consentimento! e muito menos em dinâmicas que eu não considerava Éticas; (b) este "senhor" andava numa azáfama para ficar como orientador dos melhores alunos, mas eu lá ia preterir A Sumidade, a Respeitabilidade e o Bom Carácter do meu Orientador perante alguém que nada me dizia?
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De Isabel Metello a 13.07.2012 às 18:33


Mais: quando entreguei a minha tese de Mestrado em Setembro de 2005 (ora, a entrega de uma tese é um registo!), fazendo a defesa da mesma em Março de 2006, deparo-me com algumas alusões no blog de S. Exa com conteúdos da minha tese e mais- com a publicação de um livro por parte de alguém que, mais tarde,dfoi meu colega e que se gabava de "fazer uma tese em 2 meses" que, para mim, é um plágio de partes da minha (todos os meus trabalhos saíram de mim, do meu "sangue, suor e lágrimas"). Mais- no Mestrado, tive 19 numa cadeira da especialidade de um dos orientados de S. Exa, que teve 15, mas ficou como Professor Universitário, pois já o era, mas tinham-no transportado da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa  para a FCSH da UNL...Bem, fora episódios almodovarianos que tive de aturar de uma criatura obcecada tb sua orientanda- aliás, ele frisou-mo na tal reunião!Image
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De Isabel Metello a 13.07.2012 às 18:52


Bem, continuando , no ano lectivo de 2005/2006, começo a frequentar os Seminários de Doutoramento- i.e., tanto a minha Licenciatura, Pós-Licenciatura, Mestrado e Doutoramento eram pré-Bolonha! Ora, eu só tinha de fazer 2 seminários, mas como tive a sorte de escolher os Seminários com Professores que são tb Verdadeiras Sumidades e como tive como um dos meus Melhores Professores (em 2 seminários) um ex-docente da Universidade Lusófona- uma Inteligência e uma Sabedoria!-  fiz 12, pois quis mudar, na transição para Bolonha para a área de Comunicação Estratégica. I.e., esta quantidade de seminários divide-se pela área do Estudo dos Media e da Comunicação Organizacional. Mas tentei aprender mais em várias áreas- publiquei 9 artigos científicos (faltei a duas conferências- uma na Califórnia e outra em Hong Kong, pois a primeira coincidiu com a data da defesa da minha dissertação pública da tese de Mestrado e a segunda foi num local onde, em 2002, a gripe das aves estava no seu auge e eu tinha uma Bebé em casa e tinha medo de apanhar a gripe ou até de ter de ficar em quarentena ou retida em HK.
Bem, ainda consegui a média de 16 e tal na média- tive algumas notas mais baixas em alguns seminários (e não acabei um que adorava...) em momentos mais complicados e sabia que os professores tinham razão na avaliação! Frequentei tb vários congressos em várias áreas como ouvinte, fiz workshops, fiz cursos (até um de Verão de escrita criativa na FCSH da UNL com um Professor consagrado), finalizei o ano ano do Proficiency do British Council (não consegui foi fazer o exame antes da hecatombe....:).
Bem, e no meio disto tudo dei aulas na UNI, em regime de escravatura- a criatura que me contratou, um repórter da RTP, então Director do Departamento, acordou comigo um valor por hora na contratação, mas andaram meses sem me pagar um tostão, assim como a muitos professores, enquanto a Mafalda e demais administrativos internos passavam pelos corredores pelos professores com aquele arzinho da arrogância prepotente que se está borrifando para a Vida Alheia! Cheguei a assistir a uma humilhação de um colega no tal corredor!
Bem, e o tal profissional mediático ? Havia tb lá outro da RTP e os bólides estavam estacionados à porta! Por volta de Janeiro (i.e. passou Outubro, Novembro, Dezembro....) chamaram lá um merceeiro do Porto para nos convencer a não fazer um contrato escrito, enquanto o reitor andava todo contentito aos pulinhos e com um sorriso de orelha a orelha na sala ao lado! Eu olhei-lhe na retina (ao merceeiro!:) e disse-lhe: "os senhores vão-me fazer um contrato retroactivo e não há margem para negociação!". Bem e S. Exas só me pagaram em Março, i.e., depois de eu ter acabado de leccionar o semestre, com base num valor muito inferior ao acordado com o tal Director do Departamento de Ciências da Comunicação, repórter da RTP, e mesmo assim ficaram-me a dever 600 e tal € que nunca me pagaram! E o Sr. Director de Departamento? Lavou tb as mãos, pois disse já se ter demitido, logo, não era nada com ele!Image 
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De Isabel Metello a 13.07.2012 às 19:08

E mais acrescento- no ano seguinte, tiveram o desplante de me contactarem para eu ser regente de várias cadeiras e de lá me chamarem para eu assinar um papel em como me pagariam a prestações o que me deviam. Eu neguei e nem um tostão recebi. Por que não fiz a queixa ao Triibunal do Trabalho que queria fazer? Porque fui pressionada a não o fazer, com o argumento de que iria arranjar inimigos mortais e que iria pagar mais a um advogado do que iria receber! eSta parte não foi alguém da instituição que me disse!
Interessante, pois esse alguém tinha um amigo que tb tinha dado aulas na UNI- depois voou para paragens mais elevadas, pé ante pé, entrou nas instituições que queria...
Ora, por falar nisso, entretanto, antes e depois, eu mandei imensas candidaturas para tudo o que era universidade- a resposta era sempre a mesma- NÃO (por norma, davam preferência aos estudantes internos, o que eu considero uma anormalidade, ppis o que valoriza um cv é a frequência de várias universidades e de várias áreas interdisciplinares...)- e até houve uma particular onde tantos fizeram Mestrados e Doutoramentos no regime prêt-a-porter fast-food, no pânico de Bolonha, pois davam aulas como Licenciados, para não serem corridos (ora, se houvesse Justiça e Ética entre um Licenciado e um Mestre com um cv mais completo não haveria dúvidas, não é?:),...ah, e o NÂO, em 6 episódios, passaria a SIM, caso eu fosse mais flexível...nunca o fui, logo...
...E mais, dei um trimestre numa Universidade do Estado, limitando-me a enviar mais um cv, cujo Director, por mera coincidência, é Director de um Departamento da tal Universidade privada onde os tais Mestrados e Doutoramentos devem ter sido feitos nalguma esplanada à beira-mar!
Agora, diga-me, Samuel- qual é a moral desta gente para andarem a explorar um não acontecimento para fragilizarem um Governo? Onde, quando e como muitos deles e muitos dos seus Filhos estudaram e tiraram as suas licenciaturas? Que notas (inflacionadas ou não:) tiveram e por que é que todos os filhinhos de papá e de mamã estão tão bem empregados? É pela matriz sociocultural que os modela a todos e que fez naufragar este país, pois estas redes da mediocridade nunca valorizaram o MÈRITO, muito pelo contrário- tal espelha-lhes a incompetência e abominam-no! Tal não quer dizer que Gente de Mérito não Tenha Conseguido Vencer, mas garanbto-lhe que tiveram que trabalhar o triplo e desgastar-se emcionalmente todos os dias que não santos com estas corjas!Image
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De Isabel Metello a 13.07.2012 às 19:23


E mais lhe digo: não imagina o que eu aturei para receber uns míseeros 500 € das aulas que leccionei nessa pós-graduação- até me exigiram o acesso à minha senha de IRS, o que, hoje, eu sei ser ilegal! E só recebi no final do ano seguinte- em 2009.
E mais- fartei-me de trabalhar voluntariamente noutras actividades, com toda a boa vontade e quando recebo ou não, mantendo o mesmo profissionalismo (eu ponho o mesmo brio tanto quando limpava as lojas em que  trabalhei (uma casa-de-banho incluída:), como no atendimento aos clientes, na revitalização de um certo centro histórico e do seu comércio tradicional, onde chegueiv a pagar do meu bolso o registo de uma marca no INPI, na elaboração de montras e aconselhamento a estratégias de reposicionamen to, na medição de bainhas, na função de secretária, de RP, de copy writer, criadora, tradutora, retrovertora e revisora  de conteúdos bilingues,  community manager da loja, no varrer da entrada da mesma, do limpar do pó e do chão quotidiano- que até me estavam a fazer queimar calorias-; quando  modelava o som em exéquias (sé me enganei uma vez, pois com o nervosismo, em vez de carregar na Avé Maria de Gounot, carreguei na de Shubert, mas como o Senhor Padre era Africano, ficou tudo congruente e ninguém reparou, a não ser o patrão...:), quando limpei casas e uma garagem a custo 0 para ajudar Amigos e família a  avançarem e ainda me dizem que eu é que lhes devo estar muito grata,  como quando lecciono workshops e aulas a diversos públicos-alvo e com base em diversas matérias , quando escrevo e apresento papers em conferências, crónicas, quando coso as minhas roupas, quando crio e reciclo objectos, quando pinto, quando desenho, enfim, o resultado pode até não ser considerado  brilhante, mas ponho em cada trabalho que faço todo o brio que me é possível dentro das conjunturas...Image
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De Isabel Metello a 13.07.2012 às 19:48


E termino reiterando a argumentação principal: como é que gente que tem telhados de cristal tão fininhos e se pauta por uma matriz sociocultural que penaliza O VERDADEIRO MÉRITO pode estar, por objectivos contrários aos interesses colectivos da nação, a querer pegar neste episódio para  o explorar com o fito de se prolongar o episódio da "coacção" à jornalista do Público (sim, sim, vá ver o que aconteceu no caso Rupert Murdoch e do News of the World e noutros com ameaças de morte a sério e venham-me cá falr de chliques!:), quando, na era socretina, foram perseguidos e/ou saneados a sério vários profissionais dos media, simplesmente porque faziam jornalismo a sério- de investigação em vários casos escandalosos, entre eles o Face Oculta e o Freeport, cujas escutas judiciárias foram apagadas- (José António Saraiva do SOL, José Eduardo Moniz e Manuela Moura Guedes da tVI, José Manuel Fernandes do Público (por acaso, tenho cá uma curiosidade em saber como é que a tal jornalista reagiu a tal saneamento? Foi resiliente ao mobbying ou participou activa ou passivamente nele? Sim, porque toda a gente sabe qual é o tendencial ambiente de competitividade darwinista nos media... ). E até o Professor Medina Carreira foi atingido, num programa censurado em que falava com Henrique Neto, entrevistados por Mário Crespo (tb saneado do Jornal de Notícias), porque apresentou os tais famosos gráficos que comprovavam que só na 2ª República, i.e., quando a partidocracia não existia, as Finanças internas ficaram estabilizadas! :)
Censura e dinâmicas de mobbying que até  se actualizaram em vários outros sectores de actividade- a saber :) (a) Educação, com avaliação por pares que puniam quem não era rosa; (o sistema de avaliação por pares é muito eficaz em países nórdicos, não em países Latinos, tendencialmentem, afoitos à prima da tia da avó do periquito....  (b) Justiça: (I)área judicial - como no caso do saneamento do Juiz Rui Teixeira (não foi na era socretina, mas meteu-se com o PS e um dos slogans da Pantera Cor-de-Rosa era:) "quem se mete com o Ps leva!"; (ii) judiciária: saneamento e perseguição do  Inspector Gonçalo Amaral, permitindo que estratégias maléficas externas perante as quais nos meteram no genuflexório destruíssem a sua Vida e a da Sua Família!; entre outras....E  toda a gente se calou bem caladinha!
Mais :)  a causa estrutural da exploração mediática deste episódio tem a ver com:
(a) privatização da RTP (que tem toda a lógica pois, por ex., o Estado anda a pagar 300.000 € por ano aos cabeleireiros das mesdames mediáticas, algumas delas pertencentes às dinastias laicas e à lógica do "filho de peixe sabe nadar". Elas que paguem os seus próprios penteados e roupas, pois têm salários milionários e até a visibilidade mediática lhes permite capitalizar a sua imagem de marca na participação de anúncios publicitários muito rentáveis!Image
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De Isabel Metello a 13.07.2012 às 19:53


(b) a redução de outros vampiros do Erário Público- Juntas e Câmaras que, com Digníssimas e Honrosas Excepções, se orientam pela mesmma lógica da contratação da filha do amigo do primo da avó do papagaio e gastam fortunas em projectos ambíguos que, por coincidência, lhe enchem os bolsos e ainda têm a lata de vir a público falar em "delinquência"...sim, sim, como disse algures :) "a alta à baixa a delinquência tem a mesma nefasta essência! E este sistema nefasto está tão impregnado destes parasitas que quem os queira limitar ou enfrentar está literalmente "lixado". Como tal, quem está a colabiorar no auto-de-fé contra Miguel Relvas está, no fundo, a colaborar com o sistema pervertido da real mediocridade estrutural!Image

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