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Descolonização exemplar

por Nuno Castelo-Branco, em 19.07.12

 

A RTP muito ganharia em ousar, existindo material para fazer mais de mil filmes deste tipo. Um tema que profundamente desagrada aos donos do poder em Portugal, sejam eles a meia centena de parlapatões que pessoalmente enriqueceram com os acontecimentos de há três décadas, ou aqueles que agora recambiados em comissionistas, preferem enterrar o passado sob uma montanha de "investimentos estrangeiros" feitos com o recurso aos cofres da CGD. 

 

Este filme mostra a terra e a gente que a ama, tornando-a produtiva. Fala-se de um crápula estranhamente semelhante a certos fulanos que falando a nossa língua, foram igualmente tão expeditos nos métodos, mas calculistamente mais discretos no discurso, beneficiando da cumplicidade daqueles que na antiga Metrópole assentaram o seu poder no sacrifício dos demais.

 

Não se trata de rancor ou do ensimesmar saudosista de um passado que não voltará. É uma questão de justiça pelo conhecimento da verdade. O caso português dos africanos brancos - a minha família estabeleceu-se em Moçambique em 1885 e de lá regressou noventa anos e cinco gerações depois - torna-se ainda mais flagrante e tão ou mais chocante que aquele apresentado nestas imagens. Em português falamos de traição de Estado, total desprezo pelos concidadãos, perjúrio, roubo e limpeza étnica. 

 

Estamos vivos e perdoamos, mas jamais esqueceremos.

 

publicado às 09:54


4 comentários

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De Isabel Metello a 19.07.2012 às 11:20


Nuno, a hipocrisia mundial é tal que, para certas mentes iluminadas pelo candeeiro de rua, um genocídio (=Holocausto) só o é se lhes interessar! Este monstro genocida, um demónio em forma de gente, é um dos anti-Cristos que povoam este planeta pleno de criminosos! Ignomínias que tentam abafar a todo o cusdto, só que se enganam pois "banhos de sangue" nunca poderão ser olvidados e Deus Encarregar-se-á de Lhes Dar a Lição já que os autoproclamados "salvadores da terra" estão-se nas tintas desde que jorrem petróleo, "diamantes de sangue", cacau da fome e barbáries como a de queimarem pessoas amarradas a pneus- uma das mortes mais lentas!!!Image
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De Anónimo a 19.07.2012 às 19:32

Chocante, mas infelizmente bem real. E o mais grave de tudo..''..Um tema que profundamente desagrada aos donos do poder em Portugal..'', é exactamente o actual poder fazer parte desse grupo. Há que saber separar o ser liberal e/ou de direita e o ser seguidor de um bando de criminosos, que não olham a meios para poder continuar no poder, para poderem continuar a manter o seu nível de vida, mesmo que para isso destruam uma sociedade e vendam um País ao desbarato. No dia em que aparecça alguém que, já nada tendo a perder, extermine meia-dúzia desta corja, talvez as coisas comecem a mudar.
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De Xana a 20.07.2012 às 14:32

Bandalhos estes cabrões que deram cabo da África para encher os bolsos de muito comuna e muito capitalista.
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De jojoratazana a 20.07.2012 às 16:42

Quer comentar?
Em Novembro de 1973 o preço do petróleo triplica de preço.
O governo do país orçamenta o mesmo valor para a defesa do ultramar para o exercício de 1974, em Março de 1974 essa verba já tinha sido gasta.
Os marretas que nos governavam e muitos daqueles que por aqui vem defender o indefensável, já pensaram onde é que iam buscar o dinheiro para manter a nação em guerra?
O mais engraçado é que aqueles que não souberam em devido tempo resolver o caso do ultramar, são os mesmos que governam o país nos últimos 35 anos, e a sua obra demonstra onde nos levou a sua politica ultramarina fascista, capitalista e miserável, basta ver a quem pertencia as duas dúzias de empresas que eram donas do ultramar e constatar que na sua grande maioria  são os mesmos que hoje se governam na quinta, tendo os seus empregados nos mais altos cargos, do governo do país.
Mas os factos para os indigentes de espírito, não contam. 

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