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Meus ricos PIN´s

por Pedro Quartin Graça, em 09.08.12

Há uns dias foi o PIN solar de Alexandre Alves que deixou de receber apoios públicos. Hoje foi conhecido o caso do megalómano PIN/empreendimento de José Roquette no Alqueva. Este teve a agravante de o Estado já ter adiantado mais de 7 milhões de euros ao ex-banqueiro sendo que, agora, as empresas de Roquette estão em processo de insolvência. O que é curioso em ambos os casos é que os dois se dizem adeptos da liberalização do Estado. Mas, se no caso do "Barão Vermelho", ao que se lê, o projecto continua (?), já no caso do amigo de Mário Conde o projecto não avança mesmo. E, também ao que se diz, tal tem a ver com a (in)existência de uma garantia pessoal de Roquette depois de o Estado (via CGD) ter feito a sua parte. Onde é que já vimos este filme? E, o curioso, é que os intervenientes deste tipo de negócios, os tais PINS ou SUPERPINS inventados por Sócrates, são sempre adeptos da autoregulação dos mercados. Claro. Excepto, evidentemente, quando lhe toca pessoalmente. Aí as coisas mudam e, "aqui d´el Rei", há que imputar custos a todos nós dada a enorme "mais-valia" para a sociedade que estes verdadeiros filantropos nos "oferecem". Verdadeiramente penhorados, "agradecemos" esta oferta. Fossem os apelidados "empresários" do calibre deste e Portugal mudava mesmo. Mas os exemplos como o de Paulo Paiva dos Santos contam-se por uma mão em séculos. Oiçamo-lo: "Não podia ficar indiferente. Os meus pais ensinaram-me a devolver à sociedade parte do que tenho", referiu Paiva dos Santos. Agora, de Roquette, esperar-se-ia, no mínimo, igual comportamento, acrescido, evidentemente, dos respectivos juros, pagos por todos nós.

Quanto apostam que vamos esperar sentados? Pobre Portugal.

publicado às 08:37


2 comentários

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De asa a 09.08.2012 às 11:28

SÃO MAIS 1000 MILHÕES PARA INJETAR NA ECONOMIA, QUE ESTÁ SECA, E NECESSITA DESESPERADAMENTE DE FINANCIAMENTOS.
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De Lionheart a 09.08.2012 às 13:42

Vocês já viram toda o embuste que foi o "aproveitamento" turístico do Alqueva? Mas estava na cara que aquilo era um exagero completo. Fez-se um aeroporto em Beja, mas não há procura suficiente para o Alentejo. Não há. Não se pode inventar o que não há, com todo o respeito. É uma região grande, mas tem um clima de extremos, tem pouca população, logo poucos locais para visitar. Nunca pode haver ali nada que se compare com o Algarve ou com Lisboa, em termos de procura. Dá-me ideia que foi uma ideia lançada por "tios" e "tias" (ou não estivesse Roquette envolvido) mas sem ter a noção que não haveria o correspondente interesse internacional, para além da moda nacional de alguns famílias que acham aquilo muito "in".
 

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