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A beleza e o sagrado

por Samuel de Paiva Pires, em 20.08.12

Roger Scruton, "Beauty and Desecration":

 

«In the eighteenth century, when organized religion and ceremonial kingship were losing their authority, when the democratic spirit was questioning inherited institutions, and when the idea was abroad that it was not God but man who made laws for the human world, the idea of the sacred suffered an eclipse. To the thinkers of the Enlightenment, it seemed little more than a superstition to believe that artifacts, buildings, places, and ceremonies could possess a sacred character, when all these things were the products of human design. The idea that the divine reveals itself in our world, and seeks our worship, seemed both implausible in itself and incompatible with science.

 

At the same time, philosophers like Shaftesbury, Burke, Adam Smith, and Kant recognized that we do not look on the world only with the eyes of science. Another attitude exists—one not of scientific inquiry but of disinterested contemplation—that we direct toward our world in search of its meaning. When we take this attitude, we set our interests aside; we are no longer occupied with the goals and projects that propel us through time; we are no longer engaged in explaining things or enhancing our power. We are letting the world present itself and taking comfort in its presentation. This is the origin of the experience of beauty. There may be no way of accounting for that experience as part of our ordinary search for power and knowledge. It may be impossible to assimilate it to the day-to-day uses of our faculties. But it is an experience that self-evidently exists, and it is of the greatest value to those who receive it.

 

(...)

 

Maybe such experiences are rarer now than they were in the eighteenth century, when the poets and philosophers lighted upon them as a new avenue to religion. The haste and disorder of modern life, the alienating forms of modern architecture, the noise and spoliation of modern industry—these things have made the pure encounter with beauty a rarer, more fragile, and more unpredictable thing for us. Still, we all know what it is to find ourselves suddenly transported, by the things we see, from the ordinary world of our appetites to the illuminated sphere of contemplation. It happens often during childhood, though it is seldom interpreted then. It happens during adolescence, when it lends itself to our erotic longings. And it happens in a subdued way in adult life, secretly shaping our life projects, holding out to us an image of harmony that we pursue through holidays, through home-building, and through our private dreams.»

publicado às 14:00


1 comentário

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De Isabel Metello a 20.08.2012 às 23:58


Interessante, pois o Iluminismo, apelando a um Homem Novo e como superficial antítese do teocentrismo ou "tutoria eclesiástica" de que falava Kant (e este era religioso, não o esqueçamos!:), defendendo uma Res Publica de novos aristos (não esqueçamos que Diderot e D´Alembert defendiam na Encyclopedie que um  cidadão era só aquele que era alfabetizado, já para não falar no Terror que se seguiu à Revolução Francesa, que me lembra um filme que vi ontem na RTP2 sobre a relação amorosa entre uma rapariga francesa e um soldado alemão das tropas do pazzado do Hitler, em França sito, na fase final da II Guerra Mundial. Depois da invasão da Normandia, findo o Governo de Vichy, a rapariga, Filha de uma Resistente fuzilada pelas tropas nazis,  é alvo de um auto-de-fé pelos patriotas e vizinhos da aldeia que a viram crescer, só porque se envolvera com um mero soldado das tropas hitlerianas, sendo dada como colaboracionista, soldado que apenas cumpria as suas funções como qualquer outro, não era algum criminoso de guerra, provando que a vingança é um acto sujo, degradante e que a desumanidade, como a humanidade, não escolhe formas, mas conteúdos (Justiça foi feita em Nuremberga, onde veros psychos foram julgados e condenados- pena que, hoje, outros como Mugabe não o sejam!...  ). Mas dizia eu, engraçado como  o Iluminismo  elevou a Razão a novo dogma de perscrutação do mundo circundante que nos tem amputado tantas faculdades (até pela linearidade da escrita como defende McLuhan), competências que nos conectavam com a Maior Beleza de Todas- a Natureza, a Criação Divina e Os Seus Sinais, apostando numa única das capacidades do pior ser que existe à face da terra, que não respeita o ambiente que o acolhe, A Sua Mãe! Interessante tb como o Iluminismo foi buscar como auto-nominalização uma palavra associada à Palavra Transversal a Qualquer Texto Sagrado, Um Conceito que o Ulptrapassa em muito- a Iluminação, a Luz (Lux, Lucis :)Image

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