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Contra-bluff grego

por João Quaresma, em 23.08.12

«A Grécia está disposta a vender algumas ilhas desabitadas para ajudar as suas finanças públicas. A revelação foi feita pelo primeiro-ministro grego Antonis Samaras numa entrevista ao jornal francês Le Monde. Samaras deve encontrar-se amanhã com a Chanceler alemã e no dia seguinte com o presidente francês num esforço titânico para tentar conseguir concessões para o seu país, a braços com uma situação económica desesperada.

Antonis Samaras disse que o investimento é a chave para reviver a economia grega e que os planos de privatização incluem a venda de caminhos-de-ferro e de uma parte da costa da Ática

Interrogado sobre se Atenas estaria disposta a vender também algumas das suas ilhas desabitadas o chefe do executivo grego respondeu pela afirmativa: “Desde que isso não coloque problemas em termos de segurança nacional, algumas dessas ilhotas podem ter uma utilização comercial”. “A maior parte dessas ilhas são desabitadas, e situam-se no meio de um arquipélago, explicou Samaras, sem no entanto entrar em pormenores ou explicar se o governo estará a considerar desfazer-se das ilhas a título permanente.
Atenas não quer vender ilhas "ao desbarato"
“Não se trata de nenhuma forma de as vender ao desbarato, mas sim de transformar terreno que não está a ser utilizado em capital que pode ser usado para gerar lucro, a um preço justo” sublinhou.»

 

Os alemães ameaçam a Grécia de expulsão do Euro, e a Grécia ameaça vender ilhas. Não interessa à Alemanha ou à UE expulsar a Grécia do Euro, da mesma maneira como não interessa a ninguém que a Grécia venda ilhas que poderiam servir como bases navais e aéreas, por exemplo, à China ou à Rússia. Pelo que esta ameaça não deverá passar de contra-bluff. Quanto mais não seja porque as forças armadas gregas muito simplesmente não consentiriam nisso.

 

Mas é muito grave que um país chegue a esta situação, em que os governantes falam na possibilidade de vender território. Sobretudo para nós, em Portugal. É que se por cá não temos ilhas desabitadas que possam ser vendidas, em contrapartida nunca faltaram patifes nem traidores, prontos a adoptar qualquer esquema por mais ignóbil que seja. Cá poderia não ser bluff, e o facto de os territórios serem habitados não ser um obstáculo.

publicado às 19:31


7 comentários

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De fg a 23.08.2012 às 20:34

Venderam a língua aos brasileiros - cabe a nós impedir a transacção.
Em relação à Rússia: já não é comunista e, não o sendo, não é  uma ameaça. Ao contrário, a Rússia defendeu a Europa de ameaças várias.
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De Nuno Castelo-Branco a 23.08.2012 às 22:32

João, "por acaso" temos: as Selvagens que os espanhóis garantem pertencer-lhes. Espere e verá!
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De João Quaresma a 23.08.2012 às 23:55

Esperemos que não, que não vejamos.
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De Miguel Madeira a 24.08.2012 às 10:11

Mas o que se fala é de vender a soberania politica da Grécia sobre essas ilhas, ou é apenas de vender os direitos de propriedade do estado grego sobre essas ilhas? Se for o segundo caso, parece-me uma banal privatização.
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De João Quaresma a 24.08.2012 às 15:10

De acordo com a notícia, Samaras não entra em pormenores mas aborda a questão da segurança nacional, pelo que se subentende que está a falar em algo mais do que vender lotes de terreno. Aguardemos, mas não me admiraria que muito em breve Samaras viesse dizer que foi mal interpretado.
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De Nuno Castelo-Branco a 24.08.2012 às 16:00

Bluff, é bluff. Só existe um país no mundo disposto a ceder terra por "dá cá aquela palha": o Portugal deste regime. A "venda" das ilhas deve ser naquele molde que outrora proporcionou a Onassis a aquisição de Skorpios. 
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De João Quaresma a 24.08.2012 às 22:24

Exactamente.

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