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O pseudo-intelectualismo e a destruição do belo

por Samuel de Paiva Pires, em 29.08.12

Sobre as interpretações pseudo-intelectuais do caricato restauro protagonizado por Cecilia Gimenez, recomendo a leitura deste post do Nuno Resende, de que aqui deixo os parágrafos finais:

 

«Os tais teóricos, uma maioria barulhenta que, aposto, nunca põe ou pôs os pés numa igreja, considera o novo Ecce Homo a 8.ª maravilha do mundo, mesmo apesar das advertências da D. Cecília. Volto a repetir o que disse há poucos dias sobre o caso pussy riot: o mundo aplaude tudo o que faça ruído e tenha cor. Neste caso, aplaudiu o feio, o esquizófrenico, o tétrico.
Basta olhar para o restauro incompleto e para a reprodução ad nauseam que dele se tem feito para compreender parte deste fenómeno que os sociólogos, esses cartomantes da ciências, já estudam: não interessa o valor original, estético, simbólico, artístico e iconográfico daquele Ecce Homo. Tudo isso é suplantado pela vulgaridade de um engano, de uma nódoa. O mundo que tem acesso às redes sociais e à televisão adora cumular-se de vulgaridade. Não poderia ser de outra forma. Dificilmente entende ideias mais complexas do que a de um pitoresco borrão saído da paleta de uma velhinha beata.»

publicado às 18:00


5 comentários

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De John Silva a 29.08.2012 às 20:02

«o mundo que tem acesso às redes sociais e à televisão adora cumular-se de vulgaridade», nada mais certo e no seu caso perfeitamente observável.
o facto de se aplaudir o feio deveria ser-lhe caro,  acrescento que a incapacidade de se apreender o fascínio produzido pelo «pitoresco borrão saído da paleta de uma velhinha beata» denota aí também algum défice perceptivo, que após algumas desatentas leituras se verifica advir dos antolhos ideológicas que lhe reduzem a percepção. Irra, pior que comunistas!!
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De Samuel de Paiva Pires a 29.08.2012 às 20:26

http://estadosentido.blogs.sapo.pt/1692145.html

Se não perceber, continue a voltar que eu explico.
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De Anónimo a 30.08.2012 às 20:42

Gostei do que li no extracto do escrito que o Samuel deixou, bem como o resto a que acedi, com o qual estou completamente d'acordo.
O que essa pobre senhora fez foi borrar a pintura, como se diz em português corrente e aqui literalmente. Ela não tem a menor culpa, quem a tem toda é aquele ou aquela que lhe encomendou a tarefa.

Os que se dizem adoradores do horrendo 'restauro' e afirmam ser a senhora um génio da pintura..., mais não são do que aqueles que idolatram tudo o que social, moral e religiosamente seja escabroso, venha ele donde vier mesmo daqueles que polìticamente eles odeiam visceralmente. E se atingir a Igreja Católica no mais fundo dos seus  símbolos sagrados, melhor um pouco. Sabe-se perfeitamente que estes movimentos hipócritas sempre a favor do escandaloso, do medonho e do degradante, se situam em determinado espectro político em todas 'democracias'. Estas aceitam-nos porque desde a primeira hora estão conluiados com esses mesmos movimentos e estão-no porque sem eles não sobrevivíam. Se acaso eles vivessem em países cujos regimes políticos lhes são afectos, seríam os primeiros a denunciar tão vergonhosas pseudo-manifestações de protesto por pseudo-grupos musicais.

Afinal os que aplaudem com ambas as mãos o 'genial restauro' executado por uma senhora idosa, por muito boa pintora que possa ter sido nos seus tempos áureos, mais não são do que aqueles hipócritas que aplaudiram com ambas as mãos o grupelho Pussy Riot pelo acto sacrílego que três dos seus membros protagonizaram num Templo Sagrado em plena Rússia ortodoxa. Serão ainda os mesmos que tecerão loas a qualquer pessoa isolada ou em grupo, desde que ultraje a Igreja Católica ou a sua hierarquia ou os seus símbolos sagrados ou, suprema alegria, o verdadeiro representante de Deus na Terra, Sua Santidade o Papa.

Quanto ao seu magnífico escrito filosófico, mas que grande lição (como alguém frisou e bem)! Parabéns por ela e pela sua educada postura perante imerecidos ataques.
Maria
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De Samuel de Paiva Pires a 30.08.2012 às 23:04

Como é habitual, subscrevo o seu comentário na íntegra. E agradeço a sua sempiterna generosidade. 
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De Anónimo a 29.01.2018 às 17:50

eu não tenho a certeza que a questão está a ser bem entendida porque o que se passou primeiro passou-se num lugarejo. uma ou duas pessoas encarregadas daquilo. e onde todos se conhecem é claro que se tornou conhecido. pois que há vinte anos não teria passado dali; só os do lugar se riam, ou revoltavam. nos dias de hoje, não. noticias que não passam de notícias locais e que até há pouco tempo se apaziguavam e esqueciam, por homens e mulheres eremitas num mundo então tão grande, com um encolher dos ombros, talvez com uma palavra de mau sentimento ou um deixa lá está perdido perdido está. 
    eu ri, não pude deixar. mas também não sei porque me preocupo a responder para um post com cinco anos. (mas a puta da imagem, as grandes pinceladas carregadas de tinta esfregadas na parede pertencem agora à galeria do conhecer visual que provem apenas da visão, do que vemos, na nossa frente, Ghandi, Armstrong, Pessoa, Big Brother e aquela borrada.)

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