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Uma atitude inconcebível num governante

por Pedro Quartin Graça, em 09.09.12

Sexta-feira, escasso tempo depois de ter anunciado as novas medidas de austeridade ao país lesivas de milhões de portugueses, Passos Coelho, com um ar manifestamente alegre, foi ver o concerto dos 50 anos de carreira de Paulo Carvalho, onde cantou com emoção a "Nini dos meus 15 anos". 

Pedro Passos Coelho, acompanhado pela mulher, entrou de uma forma discreta por uma porta lateral do Teatro Tivoli, em Lisboa.

É este o primeiro-ministro que temos....

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publicado às 22:39


4 comentários

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De Anónimo a 09.09.2012 às 22:53

Ainda bem que o Paulo de Cravalho não se apercebeu que esta criatura lá estava. O concerto teria sido um fiasco.
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De Anónimo a 09.09.2012 às 22:54

*Carvalho (este corrector...)
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De Anónimo a 09.09.2012 às 23:01

A propósito de mon cheri...

Apesar da exaustiva promessa eleitoral em que você iria abater as "gorduras", entre outras mentiras.

Os dados que aqui constam são oficiais, e foram traduzidos do Le Monde:

HOLLANDE

- Suprimiu 100% dos carros oficiais e mandou que fossem leiloados; os rendimentos respectivos foram para o Fundo da Previdência e destinam-se serem distribuídos pelas regiões com maior número de centros urbanos e com os subúrbios mais ruinosos.

- Tornou a enviar um documento (doze linhas) para todos os órgãos estatais que dependem do governo central em que comunicou a abolição do "carro da empresa" provocativa e desafiadora, quase a insultar os altos funcionários, com frases como "se um executivo que ganha 650.000
€/ano, não se pode dar ao luxo de comprar um bom carro para si com o seu rendimento do trabalho, significa que é muito ambicioso, é estúpido, ou desonesto. A nação não precisa de nenhuma dessas três figuras " . Fora os Peugeot e os Citroen, 345 milhões de euros foram salvos imediatamente e transferidos para criar (a partir de 15 de Agosto de 2012) 175 institutos de pesquisa científica avançada de alta tecnologia, assumindo o emprego de 2560 desempregados jovens cientistas, "para aumentar a competitividade e produtividade da nação."

- Aboliu o conceito de paraíso fiscal (definido "socialmente imoral") e emitiu um decreto presidencial que criou uma taxa de emergência de aumento de 75% em impostos para todas as famílias que ganhem mais de 5 milhões de euros/ano. Com esse dinheiro (mantendo assim o pacto fiscal) sem afectar um euro do orçamento, contratou 59.870 diplomados desempregados, dos quais 6.900 a partir de 1 de Julho de 2012, e depois outros 12.500 em 01 de Setembro, como professores na educação pública.

- Privou a Igreja de subsídios estatais no valor de 2,3 milhões de Euros que financiavam exclusivas escolas privadas, e pôs em marcha (com esse dinheiro) um plano para a construção de 4.500 creches e 3.700 escolas primárias, a partir dum plano de recuperação para o investimento
em infra-estrutura nacional.

- Estabeleceu um "bónus-cultura" presidencial, um mecanismo que permite a qualquer pessoa pagar zero de impostos se se estabelecer como uma cooperativa e abrir uma livraria independente contratando, pelo menos, dois licenciados desempregados (a partir da lista de desempregados), a fim de economizar dinheiro dos gastos públicos e, contribuir para uma contribuição mínima para o emprego e o relançamento de novas posições sociais.

- Aboliu todos os subsídios do governo para revistas, fundações e editoras, substituindo-os por comissões de "empreendedores estatais" que financiam acções de actividades culturais com base na apresentação de planos de negócios relativos a estratégias de marketing avançados.

- Lançou um processo muito complexo que dá aos bancos uma escolha (sem impostos): Quem proporcione empréstimos bonificados às empresas francesas que produzam bens, recebem benefícios fiscais, e quem oferece instrumentos financeiros paga uma taxa adicional: é pegar ou largar.

- Reduziu em 25% o salário de todos os funcionários do governo, 32% de todos os deputados e 40% de todos os altos funcionários públicos que ganhavam mais de € 800.000 por ano. Com esse valor (cerca de 4 mil milhões) criou um fundo que dá garantias de bem-estar para "mães
solteiras" em difíceis condições financeiras que garantam um salário mensal por um período de cinco anos, até que a criança vá à escola primária, e três anos se a criança é mais velha. Tudo isso sem alterar o equilíbrio do orçamento.

Resultado: Olhe que SURPRESA !!!

- O spread com títulos alemães caiu, por magia.

- A inflação não aumentou.

- A competitividade da produtividade nacional aumentou no mês de Junho, pela primeira vez nos últimos três anos.

Portanto, as promessas eleitorais estão a ser cumpridas na íntegra, passo a passo. E é assim devia ser em Portugal, mas só possível com gente de carácter e que honre a palavra dada ao povo antes do dia das eleições.

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