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Uma perguntinha apenas

por Pedro Quartin Graça, em 16.09.12

A teoria de inevitabilidade, que perpassa numa quantidade de mentes lusas, ou seja, a de que não havia outra solução senão a de negociar com a Troika (leia-se, BCE, FMI e UE), mas que esbarra com uma das características mais distintivas de uma democracia que é a de haver SEMPRE alternativas, encalha num pequeno mas significativo obstáculo de que pouco, ou nada, se tem ouvido falar. E a pergunta é: Algum Governo de Portugal (ou actual de Passos ou o anterior, de Sócrates) fez alguma tentativa, uma tentativa que fosse, de tentar obter financiamentos em outros locais do mundo? E se o fez (coisa que, sei, não aconteceu), qual era a percentagem de juros a pagar? E qual o seu prazo? E não me venham com histórias de que não existia mais ninguém que nos emprestasse dinheiro. Só de memória lembro-me de, pelos menos, 3 países que se colocaram à disposição para o fazer ou ajudar. E pela Ásia têm a certeza de que não havia MESMO ninguém que o fizesse? (com exclusão da China). Certeza, certezinha? Eu não.

publicado às 11:48


13 comentários

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De Anónimo a 16.09.2012 às 13:43

Mão convinha, pois dessa forma, o plano de vergar as pessoas pela miséria para conseguirem sacar tudo e calar todos, não teria sucesso. Mas são muito estúpidos, porque se olhassem para a história, já tinham percebido que os Portugueses, mais tarde ou mais cedo, vão-se revoltar A SÉRIO. Depois queixem-se.
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De Anónimo a 16.09.2012 às 13:43

Não convinha, pois dessa forma, o plano de vergar as pessoas pela miséria para conseguirem sacar tudo e calar todos, não teria sucesso. Mas são muito estúpidos, porque se olhassem para a história, já tinham percebido que os Portugueses, mais tarde ou mais cedo, vão-se revoltar A SÉRIO. Depois queixem-se.
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De Anónimo a 16.09.2012 às 18:45

Claro que não tentaram. A ideia era mesmo essa: não recorrer a mais nenhum país e muito menos aos países asiáticos que se prestaríam aos mesmos empréstimos sem as pesadíssimas contrapartidas exigidas pelo Triunvirato. Mas o FMI nunca na vida permitiria uma tal derivação. Isto porque o poder europeu (e mundial) encontra-se nas suas mãos, em que ele, FMI, é apenas o ângulo mais poderoso da pirâmide cujos dois outros que compõem a base, são a UE e o BCE. Estes não mandam nada. Ou melhor, mandar mandam mas apenas no que lhes é ordenado pelo poder mundial, no caso representado pelo FMI (o mesmo aliás que escolheu os seus dirigentes máximos) a  cujas directivas não têm como escapar. Mas também não querem, eles lucram e de que maneira com o statu quo. Se dúvidas houvesse bastaria reparar nos nomes das personalidades que vão ocupando os diversos cargos máximos dentro da UE (e nos governos das demais 'democracias' no resto do mundo). E já agora nos governantes que se vão sucedendo nos cargos mais importantes, nos países que a integram.

Só há duas maneiras dos países europeus (aqueles que nos preocupam de imediato) se livrarem destas amarras despóticas que subrèpticiamente estão a destruir as suas soberanias e por arrasto os respectivos povos: ou acabar definitivamente com o mundialismo, é difícil mas não impossível; ou neutralizá-lo da raíz ao topo, de tal modo que jamais em tempo algum se volte a recompor e também não se trata de mais uma utopia, outras julgadas inatingíveis já se concretizaram. E para que uma tal empresa obtivesse sucesso garantido, só se levada a efeito por um movimento a nível dos cinco Continentes por homens corajosos e bons, polìticamente descomprometidos.  E isto é possível. Quase sete biliões de pessoas têm muito mais força e poder do que uns escassos milhares que se auto-classificam (porque os deixam) os guardiães do mundo.  Assim houvesse vontade.

Parabéns pelo excelente e oportuno escrito.
Maria
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De Pedro Quartin Graça a 16.09.2012 às 19:45

Muito obrigado. Bem haja!
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De João Quaresma a 16.09.2012 às 22:05

...E parabéns a si, Maria, pelo excelente comentário que aqui nos deixou. Obrigado.


JQ
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De Anónimo a 17.09.2012 às 15:38

Eu é que fico duplamente agradecida pela  Vossa generosidade.
Maria
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De José a 16.09.2012 às 21:21

Tanto quanto ouvi dizer, no âmbito da CPLP, Brasil, Angola e Timor propuseram-se a cobrir o resgate português feito pela "troika"; porém, a UE ter-se-á oposto a essa possibilidade.

Pergunto eu, com base em quê?!
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De João Quaresma a 16.09.2012 às 22:07

Eu penso que nenhum dos três chegou efectivamente a comprar, mas desconheço isso da UE.
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De Artur de Oliveira a 17.09.2012 às 05:41

Tocou num ponto em que pouca gente se lembrou. Bravo, Pedro Quartin Graça. 
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De Pedro Quartin Graça a 17.09.2012 às 06:26

Obrigado caro Artur! Um abraço.
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De PedroS a 17.09.2012 às 10:23

Portugal tentou encontrar financiamento em todo o lado: é isso que significa fazer um leilão de dívida. Nenhum investidor, banco ou governo foi  proibido de adquirir dívida pública portuguesa, e a verdade é que em Maio de 2011  já NENHUM emprestava dinheiro a juros inferiores a 7%  (tirando os "tansos"que ainda faziam certificados de aforro ou que, como eu, decidiram não resgatar os certificados de aforro que tinham por "solidariedade patriótica")
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De Pedro Quartin Graça a 17.09.2012 às 11:01

Ninguém está a falar disso. Esses são os aspectos públicos conhecidos. Refiro-me a contactos entre Estados ou manifestações de vontade. É a isso que me refiro e sobre o qual NADA veio a público.
Cumps,

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