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Falhanço total!

por Pedro Quartin Graça, em 24.09.12

É com tristeza que observamos a concretização do que sempre pensámos que ía acontecer em Portugal: o falhanço total da política do governo de Pedro Passos Coelho e das previsões de Vítor Gaspar. Na verdade, a execução orçamental de Setembro mostra que o défice do subsector Estado atingiu os 4895,3 milhões de euros em Portugal. Ou seja, a despesa efectiva cresceu 1,1 por cento e  o défice do subsector Estado agrava-se para 4895,3 milhões de euros!!! Não podia ser pior. Foi um falhanço em toda a linha.

publicado às 18:36


4 comentários

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De Duarte a 24.09.2012 às 19:08

Caro amigo, antes de fazer "copy paste" de notícias sobre finanças públicas e execução orçamental, tente aprender qualquer coisinha sobre as mesmas:

http://jopms.blogspot.pt/2012/09/sintese-de-execuclao-orcamental.html
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De Pedro Quartin Graça a 24.09.2012 às 19:22

Como sempre, como deveria calcular antes de me acusar de um simples “copy paste”, li as várias fontes em que me baseio para divulgar o que aqui divulguei. E o principal resultado que delas se destaca é que, de acordo com o boletim mensal publicado pela Direcção Geral do Orçamento, as receitas fiscais apresentaram, nos primeiros oito meses do ano, uma variação NEGATIVA de 2,4% face ao mesmo período do ano passado. Como era, aliás, de prever (excepção feita ao ministro Gaspar). Este facto pode ser confirmado pela totalidade da imprensa portuguesa, de que dou alguns exemplos:

PÚBLICO; CORREIO DA MANHÃ;DIÁRIO DE NOTÍCIAS;

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De Tobias a 25.09.2012 às 08:43

Défice. O Grande Salto Atrás continua a afundar as contas de Vítor Gaspar

O filme agrava-se: a queda recorde do consumo e subida do desemprego arruina a receita fiscal e os gastos sociais

Chamam-se “estabilizadores automáticos” porque reagem automaticamente ao impacto da conjuntura económica – e estão a tramar as previsões orçamentais do ministro das Finanças Vítor Gaspar.

A sangria na receita fiscal e a delapidação acentuada do excedente da Segurança Social mantiveram a trajectória de derrapagem em Agosto, mostram os dados publicados ontem pela Direcção-Geral do Orçamento (DGO) sobre a execução orçamental nos primeiros dois terços do ano. O controlo do lado da despesa pública – com algumas “surpresas positivas” – compensa apenas parcialmente a pressão que se vai avolumando na receita e nas transferências sociais, causada pelo afundamento do mercado interno. Consequência: apesar da queda face a 2011 e das medidas duras postas em prática este ano, o défice real será superior a 6% do PIB (bem acima dos 4,5% inicialmente previstos), o que implicará um esforço de austeridade redobrado em 2013 para tentar cumprir a nova meta de 4,5% acordada com a troika.

O problema continua a não estar do lado dos gastos, onde se nota o efeito das medidas duras – algumas temporárias, como a suspensão dos subsídios da função pública. Excluindo a regularização extraordinária de dívidas do Serviço Nacional de Saúde, o boletim da DGO revela uma queda de 3,8% da despesa efectiva na Administração Central.

Os gastos com funcionários públicos intensificaram a queda para 15,6% (reflectindo a suspensão do subsídio e a saída de pessoas) e as compras de bens e serviços estão a cair 7,8%. Nos juros, apesar da subida face a 2011 superior a 650 milhões, o governo conseguirá poupar até ao final do ano cerca de 400 milhões (comparando com a previsão inicial).

O problema está no efeito que o ajustamento económico induzido pela troika – que supõe um recuo recorde do consumo interno para reduzir importações e endividamento externo – tem na frente orçamental, e que não foi previsto nem pelo governo, nem pela própria troika (que validou

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De Tobias a 25.09.2012 às 08:44

Nos impostos directos sobre o rendimento, o boletim da DGO revela um agravamento muito significativo na receita do IRC cobrado às empresas, que cai quase 23% face a 2011 (o governo previa uma queda de 3%), no que pode ser uma frente inesperada de dificuldades. A subida de 13,7% do IRS é um fenómeno temporário, já que reflecte a antecipação do prazo de pagamento do imposto.</p><p style="font-size: 14px; line-height: 20px; margin-bottom: 1.1em; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; color: rgb(0, 0, 0); text-align: start; ">A segunda frente de impacto directo da economia – em concreto do desemprego – é a massacrada Segurança Social. Entre a queda das contribuições (menos 428 milhões até Agosto) e a subida dos gastos com subsídio de desemprego (mais 22%, ou 315 milhões) está a desaparecer o excedente do sistema (269 milhões de euros até Agosto, comparado com 728 em 2011).</p><p style="font-size: 14px; line-height: 20px; margin-bottom: 1.1em; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; color: rgb(0, 0, 0); text-align: start; ">Ao todo, o défice que conta para a meta trimestral troika cifrou-se em 5,5 mil milhões de euros até Agosto – melhor em 100 milhões do que no mês anterior, mas em termos gerais distante mesmo da nova meta de 5% assumida com a troika, o que obrigará a medidas extraordinárias ainda este ano.</p>

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