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Entregar o ouro ao bandido

por Pedro Quartin Graça, em 03.10.12

Quem, como a Islândia,  não se colocou nas mãos dos especuladores internacionais - TROIKA - fez o seu próprio caminho e teve sucesso. Passos e Gaspar aliaram-se aqueles que liquidam desde há décadas países e povos. Ou seja, preferiram vender a Pátria. A história registará este momento.

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publicado às 16:47


13 comentários

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De Renato a 03.10.2012 às 17:03

Mas qual é a lógica de falar em troika no caso da Islândia? Por acaso a Islândia faz parte da zona euro para que a CE e o BCE intervenham? E sim, o FMI esteve envolvido com um pacote de austeridade. Como sempre está nestas situações. Pretender fazer um ajustamento económico desta dimensão sem ajuda internacional só mesmo na cabeça de alguém ignorante ou demagogo.
E já agora, fale também na "pancada" que os islandeses levaram por via da desvalorização cambial. E mencione também como a banca islandesa foi salva com dinheiros públicos. Ou essa parte já não lhe interessa?
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De Pedro Quartin Graça a 03.10.2012 às 17:33

Há realmente quem ainda faça questão de alinhar cegamente com os "gaspares" desta vida. E que nem sequer percebe uma referência simbólica, como é a a referência que fiz à "Troika", para com isso significar os especuladores internacionais, com o FMI à cabeça. E depois falam de cátedra, como grandes especialistas. Saberá V.Exa que existem mais do que duas cores no mundo? ou  V.Exa é dos tais que também não via alternativas? É que os seus (bons) resultados estão à vista...
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De Anónimo a 03.10.2012 às 18:42

O Pedro em vez de discutir o que eu escrevi prefere acusar-me de "alinhar cegamente com os gaspares desta vida". Mas onde é que eu falei em Vitor Gaspar sequer?
Mas explique lá onde é que ia arranjar financiamento mais barato que o da troika? Qual é o investidor que empresta, a juros sustentáveis, a um estado falido? Não entende que Portugal sozinho nada pode contra os tais especuladores de que fala? Nós enquanto nação é que nos pusemos a jeito da especulação e da agiotagem com um rol de más decisões cometidas durante pelo menos 15 anos. Agora é tarde e Portugal unilateralmente e sozinho nada pode fazer.

E já agora, se o FMI é assim tão mau porque é que recorremos pela 3ª vez ao mesmo? Não resultou em 83-85? Porque é que Portugal faz parte do número de países membros do FMI? Também somos especuladores?
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De Pedro Quartin Graça a 03.10.2012 às 22:36

Tal como eu sei, também o actual Governo sabe, muito bem, onde poderia ter ido buscar o dinheiro a juros mais favoráveis. Mas preferiu colocar-se na mão da agiotagem internacional. E, como deveria saber, Portugal estava tudo menos sozinho, não fosse dar-se o caso de ter menosprezado as ajudas que lhe foram oferecidas. Ademais, só por especial deferência,vão-me desculpar, respondo a anónimos, neste seu caso como noutros. É que eu, como sempre o fiz, "dou a cara" e assino as minhas críticas, sem temor. Outros preferem refugiar-se em pseudónimos ou confortáveis  anonimatos. Uma pequena grande diferença.
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De Mário a 03.10.2012 às 17:27

Em 1928 foram rejeitados os avultados "auxilios" propostos pela Troika de então....

http://maltez.info/respublica/portugalpolitico/acontecimentos/1928.htm

Empréstimo da Sociedade das Nações – Seis membros do comité da Sociedade das Nações em Lisboa (13 de Fevereiro). Ivens Ferraz substitui interinamente Sinel de Cordes, que se encontra doente, apenas regressando ao cargo em 7 de Abril (16 de Fevereiro). Ivens Ferraz recebe a delegação da Sociedade das Nações, nos dias 17 e 18 de Fevereiro. Liga de Paris emite novo manifesto contra o empréstimo e dirige uma exposição ao presidente do conselho da Sociedade das Nações (19 de Fevereiro). Bernardino Machado protesta junto da Sociedade das Nações sobre o empréstimo a conceder a Portugal (20 de Fevereiro). Peritos da Sociedade das Nações saem de Lisboa e reúne o Conselho de Ministros (22 de Fevereiro). Ministro interino das Finanças, Ivens Ferraz, parte para Genebra (25 de Fevereiro), à frente de uma delegação constituída por Inocêncio Camacho Rodrigues, governador do Banco de Portugal, António José Malheiro, director-geral da contabilidade pública, António Faria Carneiro Pacheco, Herculano da Fonseca, Raúl de Almeida Carmo e Cunha e Bartolomeu Júnior. Eram financeiros em demasia para tão ruinosas finanças, chefiados por um general muito calvo e abstracto, querendo viver bem com os republicanos e fugindo dos monárquicos (Rocha Martins). Conselho da Sociedade das Nações começa a analisar o pedido de empréstimo português, não aceitando a inconstitucionalidade do governo da Ditadura. Ivens Ferraz, como ministro interino das finanças, está em Genebra (5 de Março), cidade onde também continua António Sérgio, como representante da Liga de Paris. Ivens Ferraz terá declarado em Genebra, conforme relato dos jornais, que Portugal não se vende por 12 milhões de libras!. Ao ouvirem falar em contrôle, os delegados repudiaram as negociações (7 de Março). Governo emite nota oficiosa sobre o pedido de empréstimo (9 de Março). Sessão pública do Conselho da Sociedade das Nações sobre Portugal, presidida por Gustav Stresemann, onde se considera que as negociações relativas ao empréstimo não puderam ainda ser coroadas de êxito (10 de Março). Em 17 de Março, Ivens Ferraz, que é recebido apoteoticamente em Lisboa, numa manifestação organizada pela Liga 28 de Maio, em declarações ao jornal Diário de Notícias, rectifica o que os jornais relatam das suas declarações do dia 7 em Genebra. Terá dito: Portugal, embora nação pequena, grande como é pelas suas tradições, não pode aceitar a humilhação de um controle nem mesmo pelo elevado preço de doze milhões de libras. Há um comício de apoio diante do Palácio de S. Bento com a presença do chefe de Estado. Mas as manifestações começam logo com a entrada do comboio em Vilar Formoso, destacando-se também a recepção feita em Coimbra por estudantes ditos nacionalistas, apesar de algumas contra-manifestações dos reviralhistas de Coimbra. Conselho de ministros analisa a hipótese de lançamento de um empréstimo interno (20e Março). Sinel de Cordes anuncia ao país a procura de um empréstimo externo de doze milhões de libras, para o qual, diz, já haver ofertas, destinado à reconstituição financeira do Estado, e outro, interno, para obras de fomento e limitação da dívida flutuante interna.
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De Nuno Castelo-Branco a 03.10.2012 às 18:09

Pois sim, mas onde está agora o ultramar?
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De Mário a 03.10.2012 às 18:20

http://blog.opovo.com.br/portugalsempassaporte/portugal-pode-salvar-se-da-crise-com-apoio-dos-paises-lusofonos-diz-secretario-cplp/
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De João Mattos e Silva a 03.10.2012 às 21:25


Caro Pedro, não se esqueceu do Sócrates e do seu ministro das finanças, que assinaram o acordo? Sem defender as políticas deste governo, penso que sem a "troika" já tudo tinha implodido.
Não acuse outros de ver tudo a preto e branco, sem se olhar aos espelho. Desculpe lá o mau jeito, mas os fundamentalismos nunca têm pernas para andar e não conduzem a lado nenhum.
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De Pedro Quartin Graça a 03.10.2012 às 22:25

Caro João, Fundamentalismos? Não me esqueci deles não, pode estar certo. Não se esqueça que os vi, invariavelmente, e,pelo menos, 1 vez por semana à minha frente, durante 4 anos e 7 meses. como me poderia esquecer? Mas não me esqueço, também, e mais do que eu os Portugueses não se esquecem, de Passos e de Gaspar, dois governantes falhados, e que, se os anteriores afundaram Portugal, estes, trataram definitivamente de o enterrar. Não é a mim, nem a ninguém, aliás, que tem de pedir desculpas pelo mau jeito. É aos Portugueses que os actuais e os passados governantes a devem pedir. Aquilo que agradeço que me peça é para compactuar com incompetência, tenha ela cor laranja ou outra cor qualquer. Isso não. E dela está este Governo cheio.
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De Pedro Quartin Graça a 03.10.2012 às 22:26

Que não me peça, digo.
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De Zorro a 03.10.2012 às 23:22

É mais o bandido (PS) que prefere ficar caloteiro, não só perante os credores internacionais, mas principalmente perante os cidadãos nacionais deixando falir o Estado Social e a Soberania Nacional!

Se bem me recordo, há para aí (e aqui) um bando de bandalhos internacionalistas traidores da Pátria Lusa e da Nação Portuguesa, que andam de mãos dadas com os Anonymous e os idiotas ideólogos da Nova Ordem Mundial. Podem estar enganados, mas de certeza que estão do lado errado!

Custa assim tanto compeender que esses Anonymous são financiados por organizações secretas, e que estão a trabalhar em todos os países com uma agenda secreta comum? Eles são mais uma criação da maçonaria, quer tenham consciência disso ou não. E estão a trabalhar para criar o Caos (do Caros surgirá a Ordem) ao qual se seguirá a implementação de um governo global.

Quem está atento, percebe essas movimentações. Há cerca de 1 semana, o próprio maçon Carlos Zurrinho estava preocupado por este governo NÃO TER IDEIAS PARA A EUROPA!!!! Nós bem sabemos que os Sucialistas são bastante partidários de um Governo Europeu para resolver o Caos que eles próprios criaram nos países que desgovernaram!

Há que apoiar este governo, que está muito a sério a procurar devolver a soberania a Portugal. Este é O governo de salvação nacional que Portugal precisava. Não há outro. Nunca tivemos tão bons ministros. O que acontece é que o Estado foi ocupado (entenda-se assaltado) por uma associação criminosa que não deixa o governo implementar as reformas necessárias. O mesmo se passa com todos os meios de informação, que na Era Socratina eram uma extensão do PS, e continuam!!!! Mas agora a fazer oposição!

Por muito que a maçonaria tente que os portugueses desistam do país, a alma lusa nunca será vencida.

A Bem da Nação!
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De Pedro Quartin Graça a 04.10.2012 às 00:08

Melhor será olhar primeiro para os ministros. com excepção de três, a média é francamente decepcionante...começando pelo 1º e o 2º....

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