De Mário a 03.10.2012 às 17:27
Em 1928 foram rejeitados os avultados "auxilios" propostos pela Troika de então....
http://maltez.info/respublica/portugalpolitico/acontecimentos/1928.htm
Empréstimo da Sociedade das Nações – Seis membros do comité da Sociedade das Nações em Lisboa (13 de Fevereiro). Ivens Ferraz substitui interinamente Sinel de Cordes, que se encontra doente, apenas regressando ao cargo em 7 de Abril (16 de Fevereiro). Ivens Ferraz recebe a delegação da Sociedade das Nações, nos dias 17 e 18 de Fevereiro. Liga de Paris emite novo manifesto contra o empréstimo e dirige uma exposição ao presidente do conselho da Sociedade das Nações (19 de Fevereiro). Bernardino Machado protesta junto da Sociedade das Nações sobre o empréstimo a conceder a Portugal (20 de Fevereiro). Peritos da Sociedade das Nações saem de Lisboa e reúne o Conselho de Ministros (22 de Fevereiro). Ministro interino das Finanças, Ivens Ferraz, parte para Genebra (25 de Fevereiro), à frente de uma delegação constituída por Inocêncio Camacho Rodrigues, governador do Banco de Portugal, António José Malheiro, director-geral da contabilidade pública, António Faria Carneiro Pacheco, Herculano da Fonseca, Raúl de Almeida Carmo e Cunha e Bartolomeu Júnior. Eram financeiros em demasia para tão ruinosas finanças, chefiados por um general muito calvo e abstracto, querendo viver bem com os republicanos e fugindo dos monárquicos (Rocha Martins). Conselho da Sociedade das Nações começa a analisar o pedido de empréstimo português, não aceitando a inconstitucionalidade do governo da Ditadura. Ivens Ferraz, como ministro interino das finanças, está em Genebra (5 de Março), cidade onde também continua António Sérgio, como representante da Liga de Paris. Ivens Ferraz terá declarado em Genebra, conforme relato dos jornais, que Portugal não se vende por 12 milhões de libras!. Ao ouvirem falar em contrôle, os delegados repudiaram as negociações (7 de Março). Governo emite nota oficiosa sobre o pedido de empréstimo (9 de Março). Sessão pública do Conselho da Sociedade das Nações sobre Portugal, presidida por Gustav Stresemann, onde se considera que as negociações relativas ao empréstimo não puderam ainda ser coroadas de êxito (10 de Março). Em 17 de Março, Ivens Ferraz, que é recebido apoteoticamente em Lisboa, numa manifestação organizada pela Liga 28 de Maio, em declarações ao jornal Diário de Notícias, rectifica o que os jornais relatam das suas declarações do dia 7 em Genebra. Terá dito: Portugal, embora nação pequena, grande como é pelas suas tradições, não pode aceitar a humilhação de um controle nem mesmo pelo elevado preço de doze milhões de libras. Há um comício de apoio diante do Palácio de S. Bento com a presença do chefe de Estado. Mas as manifestações começam logo com a entrada do comboio em Vilar Formoso, destacando-se também a recepção feita em Coimbra por estudantes ditos nacionalistas, apesar de algumas contra-manifestações dos reviralhistas de Coimbra. Conselho de ministros analisa a hipótese de lançamento de um empréstimo interno (20e Março). Sinel de Cordes anuncia ao país a procura de um empréstimo externo de doze milhões de libras, para o qual, diz, já haver ofertas, destinado à reconstituição financeira do Estado, e outro, interno, para obras de fomento e limitação da dívida flutuante interna.