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Pobres balsemeiros, rebentou um terrível contratempo para o enfant gâté. Como seria previsível, nenhum dos "jornais de referência" online publicou uma única chamada de atenção em letras gordas. O gigantesco, piramidal e hegemónico Bloco de Esquerda dividiu-se, sofreu uma daquelas normalíssimas cisões próprias das amibas. Em dois ou três minutos, no noticiário televisivo passou uma peça onde um setôr, possivelmente do secundário, desbobinou toda a sebenta que até agora pertencia a Louçã. Diz que fundou o MAS - não o confundam com o MES do avozinho sr. Sampaio - e quer "lutar" por aquilo que se sabe e tão bons métodos e resultados demonstrou ao longo de umas três ou quatro gerações.
Já repararam que nos últimos actos eleitorais - no continente e ontem, nos Açores -, os entusiastas militantes de Louçã conseguiram a proeza de perderem 50% dos deputados?
De bastante discutível "bloco", o BE passa a bloquinho e também já se imagina uma não muito distante cisão no tal MAS: é a velha discussão acerca da importância da foice e do martelo ter ou ter pega, estar ou não estar voltada para a esquerda ou para a direita e imagine-se, se a estrela é ou não é vazada. Tudo isto corresponde ao velho busílis de tentarmos adormecer com ou sem a barba enfiada debaixo da borda do lençol. Um pesadelo, uma insónia garantida.