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A prosápia insolente de Fernando Ulrich é mais um sinal do descaramento venal das nossas torpes elites, senão vejamos: o ilustre banqueiro defende, sem qualquer rebuço, que o Estado pague aos desempregados para trabalharem nas grandes empresas, isto é, Ulrich, sem se rir nem descompor, considera que os portugueses devem contribuir com os seus impostos - agora de uma forma aberta e desabrida - para o trabalho grátis promovido pelos rentistas do costume. Eu pergunto-me: há alguma possibilidade de reformar o país - reparem, já não falo em liberalismo - com banqueiros que pedem e exigem continuamente ao Estado, rendas, facilidades várias, negociatas e prebendas vis? Há esperança quando um banqueiro tão representativo como Ulrich defende que o Estado retribua o trabalho prestado, a título individual, a entidades privadas? Há confiança quando os grandes potentados económicos querem continuar a viver acolitados no regaço do estadão insaciável? Este país é irreformável, custa-me dizer isto, mas com pechisbesques deste calibre não sairemos da cepa torta.