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A visita de Merkel

por Nuno Castelo-Branco, em 30.10.12

Na última vez em que ouvi o meu pai comentar um assunto da política, referiu-se à próxima visita da sra. Merkel a Portugal. Verificando a nula categoria desta gente que comanda vinte sete Estados europeus, dizia que há uns cinquenta anos, ..."esta mulher não teria passado de uma zelosa secretária bate teclas num escritório". De Lisboa a Varsóvia padronizou-se um certo tipo de empregadecos descartáveis e sem chama, incapazes da menor tentativa de mobilização de um espaço em claro declínio, praticamente perdido para um futuro que afinal não chegará. 

 

No entanto, o meu pai esperava que a dita senhora fosse recebida da melhor forma possível, evitando-se qualquer pretexto para má publicidade extra, acicate de preconceitos e mais umas tantas vingativas cangas. Os irrisórios órgãos de comunicação que nos restam e que unanimemente se encontram ao serviço de quem exauriu a economia nacional, já despoletaram uma capciosa campanha de angariação de indignados de vários cambiantes. Querem ver em Lisboa, as totalmente dispensáveis cenas que ainda há uns tantos dias os atenienses protagonizaram na sua cidade. Tendo o actual regime atirado Portugal para uma situação de impossível solução, os seus donos ordenam o bater de tachos e tilintar de chocalhos, com isso esperando preencher alguns apontamentos de "última hora" nos canais informativos. De Merkel vem o dinheiro, de Merkel miraculosamente poderá chegar alguma "moderação e boa vontade", queira lá isso significar o que tiver mesmo de ser. Aconselha-se a prudência, mas investe-se na baderna. Os imbecis já estão por tudo, apenas querendo alijar culpas nos "odiosos estrangeiros".

 

Organizem a bagunça, façam partir montras, incendiar automóveis e já agora sigam o modelo de 1975, sugerindo o incendiar da Embaixada da Alemanha. Distraiam momentaneamente as atenções, mas os factos lá continuarão indeléveis e esperando o ajuste de contas que mais tarde ou mais cedo chegará. Tomem os nossos donos boa nota acerca da responsabilidade que a eles e só a eles cabe pelo actual desastre sem paralelo que o nosso país enfrenta.  

publicado às 17:16


4 comentários

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De Anónimo a 30.10.2012 às 21:25

Concerteza caro Nuno. Vamos beijar a mão a essa nazi, continuar a pagar juros escandalosos do empréstimo, empobrecer todos até ficarem a pão e água e rir felizes e contentes. Fica assim resolvida a questão e Portugal continuará, orgulhosamente só, como uma potência de pobres famintos e ao mesmo tempo contentes e felizes.
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De Nuno Castelo-Branco a 31.10.2012 às 10:21

Não, não devemos beijar-lhe a mão. Nem a ela, nem a Barroso, Hollande, Obama, Jintao, etc. Apenas devemos comportarmo-nos como um país que existe há quase 900 anos e não como uma invenção franco-britânica do início do s. XIX. 
Não ganharemos nada com regressos a 1975. 
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De Anónimo a 31.10.2012 às 11:48

Nem beijar a mão nem pagar os juros extorcionistas que a Alemanha pressiona sejam cobrados, para poder manter o nível de vida interno. Por sermos um País que existe há 900 anos, é que devemos por esta nazi e outros iguais na ordem. Se for necessário um regresso a 1\875, que seja...não se esqueça que quando se trata mal um povo e se rouba uma classe média que trabalhou e PAGOU E BEM para o País é quando não há nada a perder...(parace que houve quem se tenha esqueciso disso, como é apanágio da direita burar e arrogante neste País).
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De Miguel a 01.11.2012 às 05:44

"há uns 50 anos" em que era o Hitler e o Estaline a comandarem os estados europeus?

Ou será o de Gaulle, Churchill, Eisenhower, Adenhaeur que você considera melhores?

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