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A histrionice balofa em torno das declarações de Isabel Jonet  é a prova viva do perigoso alheamento em que paira o debate público nacional. Concordo que a generalização a respeito dos hábitos de consumo dos portugueses não foi muito feliz, nem primou sequer pelo rigor analítico.  Porém, deixando de lado esse reparo, que não é de somenos - sim, o Samuel tem razão, há uma certa mitificação, ou mistificação bem vistas as coisas, na forma como comummente se fala no "viver acima das possibilidades" -, quando a presidente do Banco Alimentar afirmou que "não ter expectativas de que podemos viver com mais do que necessitamos, pois não há dinheiro para isso" não creio que tenha errado o alvo. Aliás, gostaria que me dissessem qual é a desinteligência, ou melhor, a desconformidade com a realidade desta afirmação? Nenhuma, hão-de convir. O país viveu durante anos, aliás décadas, inundado nas promessas mírificas do crédito fácil. Não poupou, não investiu parcimoniosamente, em suma, viveu e consumiu desaustinadamente. E, por mais que tentemos iludir estes factos, tal não se deveu só ao Estado. Os cidadãos participaram a seu bel-prazer na cornucópia da prosperidade ilusória. Houve desacerto nas declarações que Isabel Jonet proferiu? Houve. Mas, se formos ao cerne daquilo que foi dito, e analisarmos sem pruridos o conteúdo das palavras de Jonet, verificaremos que as mesmas não são assim tão destituídas de senso como alguns quiseram fazer crer.

publicado às 15:15


4 comentários

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De manuel augusto a 09.11.2012 às 18:57

Bifes ? Isso só para casalinhos bem de vida, que bem mamaram da teta da UE (ordenados chorudos LIVRES de impostos). Esta gente não conhece pobres nem sabem como vivem. Arrogantes, falsos beatos sempre com o discurso da inevitabilidade: "viveram acima das possibilidades", leia-se, portaram-se mal, logo tem de haver castigo. Vampiragem. Tentem viver (1 casal c/ 2 filhos) com 800 aéreos e depois conversamos. Quais bifes quais p.q.os p.

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