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A greve geral cria o ensejo, mais difícil noutras circunstâncias, de observar a decadência inevitável do sindicalismo. Inevitável e inapelável. O sindicalismo é, hoje, um espelho categórico da corporativização velada desse Estado Social tão venerado pelas elites do costume. Sim, nunca como hoje o Estado foi tão capturado e dominado por interesses da mais variada ordem. Interesses esses, que têm nos sindicatos um arrimo institucional da maior importância. De certo modo, a democracia coonestou aquilo que o Estado Novo foi incapaz de legitimar ad aeternum: um corporativismo assaltante, que açambarcou, sem contemplações, os recursos públicos. Os sindicatos foram e são enormemente responsáveis por esta situação. Não tenhamos medo de o vocalizar.