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Boa noite e até amanhã

por Samuel de Paiva Pires, em 26.11.07
Por entre cenários de novela brasileira passei este fim-de-semana, longe de computadores, internet e televisão, visitando uma pitoresca cidade cuja fundação remonta ao Brasil colonial, recuperando energias para enfrentar o que falta da minha estadia aqui por Brasília, principalmente testes e trabalhos, enquanto pouco vai faltando para regressar a esse país que se encontra no centro do Mundo, pelo menos na visão Ocidental.

Engraçado como mesmo ao fim de tanto tempo, em Pirenópolis ainda se realizam festas e recriações das lutas entre Mouros e Cristãos, uma tradição cujo legado me parece implicitamente português.

De regresso a esta cidade expoente mundial do modernismo arquitectónico, fico a saber que Pulido Valente desancou Sousa Tavares, que a Ordem dos Advogados se insurge contra o vínculo dos magistrados à função pública, considerando que se trata de uma "descaracterização perigosa das funções judiciárias e judiciais", enquanto “O Caso do Advogado Contratado Duas Vezes” bem poderia ser o nome de um novo romance policial à la Agata Christie, que até poderia ter Pinto Monteiro interpretado pela personagem de Hercule Poirot.

Entretanto Menezes lá vai tentando fazer alguma oposição, declarando que o Governo não tem mão nos directores-gerais, em resposta ao Inspector-Geral da Administração Interna que “considerou também que há “muita ‘cowboyada’ de filme americano na mentalidade de alguns polícias”, “muito gosto na exibição da pistola”, e que os “problemas mais graves” verificam-se na área de intervenção da GNR, “com perseguições policiais iniciadas por motivos inadequados”.

Via Politicopata, e pelo Correio da Manhã fico a saber que Cavaco Silva se interroga sobre “Por que é que nascem tão poucas crianças? O que é preciso fazer para que nasçam mais crianças em Portugal?” e declara que “Eu não acredito que tenha desaparecido nos portugueses o entusiasmo por trazer novas vidas ao Mundo”.

Portanto falta pouco menos de um mês para regressar ao faroeste português, com supostas escutas ilegais, disputas ridículas entre alguns considerados intelectuais, classes que não querem perder os privilégios em relação aos demais (e eu que julgava que a luta de classes marxista era coisa do século passado), polícias que vêem demasiados filmes de John Wayne e Steven Seagal, e um Presidente da República que não acredita que os portugueses tenham perdido o gosto pelo sexo, perdoem-me, parece que agora sexo está para a esquerda como fazer amor está para a direita, portanto rectifico: o Presidente da República que não acredita que os portugueses tenham perdido o gosto por fazer amor.

Porém interessante é o protesto dos alunos do Instituto Politécnico de Viseu, contra as alegadas ilegalidades cometidas pela direcção do IPV, a dar o exemplo a alguns que andam cá por baixo, nessa minha querida cidade que é Lisboa, onde hoje um professor foi chamado à inspecção por não se calar contra as supostas ilegalidades que alguém vai cometendo.

Enquanto a blogosfera se vai degladiando sobre qual o sentido da comemoração do dia 25 de Novembro, lá fora o Diplomata vai constatando que o discurso da Guerra Fria está timidamente a regressar, enquanto Musharraf se torna Presidente Civil mostrando como se aplica ao mais alto nível os ensinamentos de Nicolau Maquiavel, para poder contentar o amigo Bush, trazendo paulatinamente o Paquistão para essa tão apregoada Democracia.

E é assim que o vento passa e não deixa o tempo voltar atrás para nos dar toda a sanidade que vamos perdendo...

Boa noite e até amanhã.

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publicado às 18:42


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