por Cristina Ribeiro, em 20.11.12

Não posso deixar de voltar a falar no Liechtenstein. Impressionou-me, a bem impressionar, como é que numa Europa decadente, onde até 99,9% das monarquias são bonecos nas mãos dos seus coveiros, surge, a par de um outro « príncipe-moderno-tradicionalista », o do Mónaco, um monarca - o príncipe Hans-Adam II - que tem o " topete " de querer governar, por saber quais os seus deveres para com a sua pátria, preferindo abandonar tudo a fazer o papelão de fantoche a quem se puxam os cordelinhos para que se limite a abanar a cabeça afirmativamente.
Em 2003 exigiu um referendo que revisse a Constituição, para que esta lhe reconhecesse mais poderes; se vencesse o Não, diria adeus ao trono: venceu, largamente o Sim; este ano, de 2012, o filho e herdeiro, Regente, Príncipe Alois, obteve igual resultado, ao ser-lhe confirmado o direito de veto vinculativo.
O Liechtenstein tem maior produto interno bruto por pessoa em todo o mundo..., e a segunda mais baixa taxa de desemprego em todo o mundo ( logo depois do Mónaco )....