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"Yankees go home ´cause the yellows are coming!"

por Pedro Quartin Graça, em 26.11.12

De repente as cores podem mudar. E a Base das Lajes pode tornar-se amarela. Isto depois de uma visita estival feita aos Açores, a 27 de Junho deste ano, pelo primeiro-ministro chinês Wen Jiabao, o qual aterrou na ilha Terceira e por lá andou durante quatro horas. De acordo com o jornal "Público", o dirigente chinês "tomou um café numa esplanada de Angra do Heroísmo, visitou o centro histórico e foi ao Monte Brasil para apreciar a vista sobre a cidade."

Mas este aparente passeio turístico de turístico teve pouco na realidade. De acordo com Gordon G. Chang, autor do livro The Coming Collapse of China, em artigo de opinião publicado na National Review Online, este autor alerta para a possibilidade de a razão para ter existido uma "paragem técnica" da comitiva de 100 chineses nos Açores ter sido na realidade outra, e bem menos inocente. A China estará interessada em ocupar a Base das Lajes caso os norte-americanos de lá saiam. "A Base das Lajes foi certamente a razão para que Wen fizesse um desvio de percurso para ganhar amigos na Terceira", assegurava, antes de referir que "nos últimos anos, Pequim definira Portugal como a sua porta de entrada na Europa".

Essa leitura ganha outra relevância depois do ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, ter afirmado que "Portugal assumirá em breve a sua posição nacional sobre" a anunciada redução da presença militar dos Estados Unidos na Base das Lajes, nos Açores.’ Há quem não acredite nessa hipótese. Na realidade a coisa é, no mínimo, estranha. Mas também quem acreditava que a China fosse a principal investidora na EDP meses atrás? O que se vai seguir? Irão os americanos deitar "para o lixo" esta "sua base" de eleição de décadas? Aceitam-se apostas.

publicado às 18:32


8 comentários

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De Fernando Melro dos Santos a 26.11.2012 às 18:57

Pedro, muito oportuno. 


Os EUA deveriam, pelos manuais, desinvestir do Atlantico Norte, uma vez anulada a potencial ameaça oriunda do "GIUK Gap" (passagem de submarinos sovieticos atraves das areas oceanicas entre a Gronelandia, Islandia e Reino Unido) para cobrir o Pacifico, e ali criar dissuasão perante a nova potencia emergente - a China, que contrariamente à analise possivel ha meia decada, tem hoje conseguido com sucesso o "reverse-engineering" e ate o melhoramento dos meios aeronauticos que adquiriu à ex-URSS e à Índia. Os porta-aviões ex-Kiev e ex-Kuznetsov, com um complemento de caças-bombardeiros J-15,  são mais do que suficientes para a RPC se vangloriar de estar prestes a adquirir uma "blue water navy" funcional. Mas então porque saem os americanos das Lajes se o mesmo oponente pode la implantar-se?


Ideias?
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De Pedro Quartin Graça a 26.11.2012 às 19:37

Obrigado Fernando. Um abraço.
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De Nuno Castelo-Branco a 26.11.2012 às 19:56

Por isso mesmo aqui deixei uma sugestão...
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De Pedro Quartin Graça a 26.11.2012 às 21:07

Bem sabemos caro Nuno, Este post é apenas complementar.
abraço.
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De Nuno Castelo-Branco a 27.11.2012 às 10:34

Num país antigo e homogéneo como Portugal, a política externa sempre foi e deverá ser uma constante e em suma, fiável. Isto distingue-nos da Espanha.


O MNE tem isso em consideração e nem sequer durante as loucuras de 1974-75 se atreveram a fantasias com a URSS, por exemplo. Com ou sem Cunhais no governo, manteve-se a apertada ligação à NATO. Agora, em desespero económico e financeiro, decerto alguns poderão ter ideias descabidas, mas tomem bem nota de um único facto: nos EUA existe uma enorme comunidade açoriana, maior mesmo que nos próprios Açores. Os americanos são peritos em campanhas de ódio - preparando a sua opinião pública - que prenunciam acções violentas, de saque descarado. O caso de Cuba/Maine e o esbulho da Espanha são um bom exemplo, nem sequer valendo a pena recuarmos no tempo, quando o México foi desapossado de uma grande e valiosa parte do seu território. Na I GM Wilson fez o mesmo relativamente aos alemães e vinte anos depois, são também conhecidas as provocações e escalada que Roosevelt desenvolveu relativamente ao Japão, ansioso como estava em liquidar a oposição da opinião pública americana que era desfavorável á intervenção. O Laos e o Camboja são exemplos ainda frescos na nossa memória, podendo-se acrescentar a intensa campanha desenvolvida contra o tirano Saddam - o "autor moral" do 11 de Setembro - e a consequente intervenção  o Iraque.
Um hipotético "caso açoriano" seria simples, pois durante muito tempo continuarão estas ilhas a ser essenciais à segurança do Atlântico Norte e à defesa do território americano.  Aplica-s a velha e smpre prsente Doutrina de Monroe, uma encapotada forma de imperialismo sem peias. Assim sendo, nada de "aventuras orientais", pois encontrar-se-ão outras soluções, desde radares até antimísseis, uma maior participação portuguesa nesta zona economicamente prometedora, etc. Não sei é se temos gente à altura para enfrentar a necesária mudança de rumo d que o nosso país desesperadamente necessita.


Os militares que trabalhem no caso e não permitam aos políticos certos actos irreflectidos, ditados pela ignorância.
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De Duarte Meira a 26.11.2012 às 22:24


Caro Pedro Quartin:

Sossegue. O artigo da National Review serve apenas para os americanos não baixarem muito a parada...

Os chineses estão interessados em controlar (dominar) a Ásia, não a Europa ou os Estados Unidos. Todos eles dependem uns dos outros cada vez mais estreitamente e são partners na trilateral entente para o condomínio mundial.
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De Pedro Quartin Graça a 27.11.2012 às 07:27

Image Em terra de cegos...

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