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De repente as cores podem mudar. E a Base das Lajes pode tornar-se amarela. Isto depois de uma visita estival feita aos Açores, a 27 de Junho deste ano, pelo primeiro-ministro chinês Wen Jiabao, o qual aterrou na ilha Terceira e por lá andou durante quatro horas. De acordo com o jornal "Público", o dirigente chinês "tomou um café numa esplanada de Angra do Heroísmo, visitou o centro histórico e foi ao Monte Brasil para apreciar a vista sobre a cidade."
Mas este aparente passeio turístico de turístico teve pouco na realidade. De acordo com Gordon G. Chang, autor do livro The Coming Collapse of China, em artigo de opinião publicado na National Review Online, este autor alerta para a possibilidade de a razão para ter existido uma "paragem técnica" da comitiva de 100 chineses nos Açores ter sido na realidade outra, e bem menos inocente. A China estará interessada em ocupar a Base das Lajes caso os norte-americanos de lá saiam. "A Base das Lajes foi certamente a razão para que Wen fizesse um desvio de percurso para ganhar amigos na Terceira", assegurava, antes de referir que "nos últimos anos, Pequim definira Portugal como a sua porta de entrada na Europa".
Essa leitura ganha outra relevância depois do ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, ter afirmado que "Portugal assumirá em breve a sua posição nacional sobre" a anunciada redução da presença militar dos Estados Unidos na Base das Lajes, nos Açores.’ Há quem não acredite nessa hipótese. Na realidade a coisa é, no mínimo, estranha. Mas também quem acreditava que a China fosse a principal investidora na EDP meses atrás? O que se vai seguir? Irão os americanos deitar "para o lixo" esta "sua base" de eleição de décadas? Aceitam-se apostas.