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Evidentemente, acompanho as críticas feitas aos deputados do CDS, que provêm em larga medida de muitos militantes. Porém, se por um lado o João Távora tem razão quando afirma que "o que ressalta para mim de mais grave nisto tudo é o irremediável descrédito alcançado por uma promissora geração de jovens políticos", e também o Carlos Guimarães Pinto ao fazer notar as consequências que isto tem na jovem e frágil corrente liberal na política portuguesa, não deixa, contudo, pelo que vou lendo de militantes do CDS, de ser saudável que no seio do próprio partido se discuta abertamente esta situação. 

 

Permitam-me, no entanto, salientar o óbvio. Sabendo-se que o CDS não tem a força que o PSD tem no Governo, é perverso apontar apenas espingardas ao primeiro e deixar o segundo incólume. O Primeiro-Ministro é Pedro Passos Coelho e o Ministro das Finanças é, obviamente, seu. São os dois principais responsáveis por este péssimo Orçamento. E o PSD foi eleito prometendo, tal como o CDS, totalmente o oposto daquilo que está a fazer. O CDS está a ser queimado em lume brando enquanto o PSD tenta passar entre os pingos da chuva - o que não deve deixar de agradar aos politiqueiros da São Caetano e deveria preocupar Paulo Portas -, quando é a este último que se deve em larga medida este Orçamento.  Aquilo a que assistimos nos últimos meses foi a um jogo de forças em que o CDS é o elo mais fraco à mercê de um PSD que sabe que o CDS não provocaria uma crise política num momento tão delicado da vida nacional. Convinha que os eleitores não o esquecessem e retirassem as devidas ilações.

publicado às 12:56


6 comentários

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De Rosalina Rasteiro a 28.11.2012 às 14:01

Concordo totalmente com tudo o que diz,o partido que vai sair mais penalizado disto tudo vai ser o CDS/PP
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De Zé da Burra o Alentejano a 28.11.2012 às 14:14

Eis o meu comentário de ontem que não aparece nas pesquisas de hoje:

Por ora existe um orçamento aprovado e é credível que venha a ser aplicado na íntegra, porque: 1º) O Presidente da República se identifica perfeitamente com ele, apesar das poucas críticas que por vezes tem feito a algumas políticas do governo, que é do seu partido e da maioria que apoiou a sua reeleição; 2º) O Tribunal Constitucional como é escolhido pela Assembleia da República acaba sempre por refletir o equilíbrio de forças ali existente, o que condiciona à partida a reprovação das decisões daquele orgão de soberania. Assim, apesar dos grassos atropelos constitucionais do orçamento, O TC não deverá chegar a apreciá-lo; mas se o fizér acabará por aceitá-lo com mais ou menos críticas, à semelhança do que fez em 2012.

 

Os partidos deste governo serão inevitavelmente punidos na consulta popular das próximas eleições governamentais e o CDS correrá então o risco de se sumir do espetro político português se entretanto não se demarcar do atual governo de Passos Coelho. Tal deverá acontecer quando os dirigentes do CDS/PP julgarem ser oportuno, mas uma coisa é certa, no ano anterior ao fim da legislatura, portanto em 2014, aquele partido não poderá votar favoravelmente o orçamento de 2015 e já deverá ter deixado a coligação, mas isso poderá ocorrer até mais cedo. O CDS poderá começar a afastar-se estratégicamente do governo logo a partir do primeiro trimestre do próximo ano. Se assim for, o governo acabará por cair antes do verão, o PS deverá suceder-lhe no poder e o orçamento seguinte (na mesma linha do atual) será aprovado pelo PS, que, se não tiver maioria absoluta, deverá contar com a abstenção do PSD e do CDS. O voto de um deles só será necessário se o PS não conseguir ter mais deputados que a ESQUERDA toda junta (desta ESQUERDA excluo obviamente o PS).  

 

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De David Seraos a 28.11.2012 às 19:13

O CDS está a ser assim punido, pois quem votou neste esperava que este conseguisse influenciar o PSD em muitas medidas que defendia. E tal não aconteceu, e depois os deputados do CDS fazem-se de virgem ofendidas e dizem que não queriam nada aquele orçamento mas votaram nele.

Agora o PSD já todos sabiam que ia fazer diferente do que prometeu, e tem uma força que depois consegue superar isso numa nova ronda eleitoral. Como se tem visto nos últimos anos. Enquanto o CDS se quisermos recordar a ultima vez que esteve no governo o seu líder saiu após isso, e o CDS parecia só uma viragem, depois alguns anos passados lá conseguiu recuperar.

Enquanto que quem vota no PSD vota por ser o seu partido, quem vota no CDS vota porque acredita nas suas ideias em modo geral. Isto é no PSD e o no PS.
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De João Távora a 30.11.2012 às 16:39

Caro Samuel: infelizmente constato uma realidade, por mais justificações que existam (e eu conheço-as). Deste assalto fiscal (irreversível nos próximos anos), ninguém sai incólume. Sobre a "despesa" ainda agora começou agora o "debate" e eu conheço bem a prata da casa. 


Abraço!
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De João Távora a 30.11.2012 às 16:45

Caro Samuel: infelizmente constato uma realidade, por mais justificações que existam (e eu conheço-as). Deste assalto fiscal (irreversível nos próximos anos), ninguém sai incólume. Sobre a "despesa" ainda agora começou agora o "debate" e eu conheço bem a prata da casa. 


Abraço!
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De Samuel de Paiva Pires a 30.11.2012 às 16:47

Caro João, apenas quis constatar que não é só o CDS que tem responsabilidades nisto... Grande abraço

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