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Ambos, Presidente e Primeiro-Ministro revelam, uma vez mais, a sua incompetência. O primeiro porque só agora diz em público, semanas e semanas depois, aquilo que muitos (incluindo nós) andamos a dizer há meses à saciedade. O segundo porque, apesar de estar com orelhas a arder, ainda não percebeu, ou não quis perceber, aquilo que tem de fazer, tanto é o medo que tem de Merkel. Falamos, evidentemente, de algo óbvio. Óbvio para a população e para o cidadão comum, mas nada óbvio para os talibans partidários da (in)accção governamental. Estes continuam a assobiar para o lado e fogem a dar "a mão à palmatória" reconhecendo algo que é inevitável: que é necessário negociar. E negociar duro para Portugal pagar menos (como a Grécia) e em mais tempo.
Até Cavaco diz que não vê razão para que «não seja alargado o período de reembolso dos empréstimos do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira a Portugal» e que Portugal deveria "ver reduzida a comissão que paga pelos empréstimos europeus e deveria ter um alargamento do prazo de reembolso."
Já se percebeu, contudo, que Passos e Gaspar não sabem negociar. E, mais do que não saberem, não têm vontade disso. Deve ser de certeza porque, como o consultor Borges, também pensam que Portugal tem "das cargas fiscais mais baixas da Europa". O resto é fácil. O Zé Povo que pague. Porque a eles nada lhes dói.