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O liberalismo nacional - ou certos segmentos do mesmo -, bem ou mal, ainda não entranhou que a nossa tradição política repousa, em grande medida, no racionalismo centralista francês. O legislador é, por norma, todo-poderoso e transcendente. É bom perder horas a fio a tentar inculcar no indígena conceitos próprios de um sistema de common law, mas, e este é um conselho que vos deixo, experimentem explicar às nossas elites, formatadas neste caldo de cultura, os preceitos máximos do liberalismo clássico e verão qual será a resposta. A tradição francesa não morrerá de um dia para o outro e, em certos casos, o diálogo é bem melhor do que o confronto aberto. O ecumenismo também é isto.