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O Mandrake, um nasi goreng e o mau café Star Bucks

por Nuno Castelo-Branco, em 24.12.12

A SIC convida, o Expresso publica e o ruído ecoa pelos outros órgãos de comunicação social. Os inevitáveis "eu não disse?" correram de boca em boca, num bastante pavloviano salivar pelo regresso aos lugares já julgados ao alcance de um golpe de mão. 

 

Era falso, o homem que por mero acaso também não será engenheiro, mas em todos vê potenciais Patacôncios, é tão autêntico como o Professor Mandrake. Serviu para aquilo a que nos temos habituado, cozinhando-se assim mais um casinho servido em mesas redondas, expressos médio nocturnos, eixos do mais ou menos mal e outras tantas visitas ao comboio fantasma. Este grupo Balsemão do apresenta e logo desmente, nem sequer se preocupa em averiguar ou autenticar as "querdenciais" dos nomes arrastados para os seus horários enche-tolos e pouca diferença teria feito se em vez do Baptista, tivesse promovido uma qualquer reedição do gonçalveiro "Dia de Trabalho para a Nação", aquela gesta stakhanovista  que como muito bem se sabe, acabou em revolucionários, mas privados bolsinhos.

 

A "esquerda das causas" alegremente endossou o milionésimo cheque falso e até o conhecido ex-croqueteiro de Paris* teve mais uma das incontornáveis tiradas gastronómicas, deixando-nos na dúvida quanto à sua opção por um nasi goreng na Indonesian Lounge ou pelo mauzito cappuccino ao estilo Star Bucks na cafetaria da ONU.

 

Aqui fica uma pequena ajuda ao conhecido "embeijador de coquitéis". Degluta o nasi goreng e remate o repasto com o péssimo café. Eis o que sobra de toda a estória, pelo menos o ano morre de forma risonha.

 

* Horas depois da fraude Baptista ser evidente e difundida urbi et orbi, a "fina ironia do embeijador" garantia isso mesmo num convenientemente alinhavado P.S.: as suas estrambólicas palavras "não tinham passado" de uma bela, diplomática  e finérrima ironia que ninguém entendeu. É, devemos ser todos muito "burros", melhor figura faríamos se comêssemos mais croquetes. Quanto ao engasgado degustador de salés et friandises, parece-nos que bem podia ter seguido pelo mais digno caminho de Nicolau Santos, publicando uma autocrítica em duas linhas. 

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publicado às 10:49


8 comentários

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De joshua a 24.12.2012 às 15:46

Bravo, Nuno. Caleidoscópico!
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De Pedro Matias a 25.12.2012 às 00:23

LOL!, "embeijador de coquitéis". Afinal de contas, qual é  a estranheza? É para isso que eles servem.
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De Luís Esparteiro a 25.12.2012 às 10:04

Nasi goreng? Você acha que o homem come um reles arroz frito? Isso é que era bom, ele deve ser dos tais que também não pode andar de Renault clio.
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De Tiro ao Alvo a 25.12.2012 às 12:23

Aconselho-o a reler o post do embaixador e a reconhecer a fina ironia que ele ali pôs. Claro que ele também ironizou com os Economistas, mas isso é outra coisa...
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De Nuno Castelo-Branco a 25.12.2012 às 12:44

Sim, antes de postar este, tive o cuidado de ler o post do embaixador. Duas vezes. 


Sim, também se compreende a ironia na adenda ali colocada muito após a primeira posta de escrita.  Já que não foi de bacalhau cozido, serviu uma de letras. Não custa muito reconhecermos as nossas próprias gaffes, mas esse tipo de coisas será para único e exclusivo uso de miseráveis pés descalço, burros como eu. 
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De Nuno Castelo-Branco a 25.12.2012 às 14:00

Dizia, pés descalços.
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De Tiro ao Alvo a 25.12.2012 às 21:42

Reconhecer os erros não é ser burro, pelo contrário. Nem percebo por que é que falou nisso.
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De Nuno Castelo-Branco a 26.12.2012 às 09:44

Bem, há uns tempos, talvez dois anos, deixei aqui um post  (http://estadosentido.blogs.sapo.pt/1560389.html) bastante indelicado, referindo-me a uma senhora. Dias depois, querendo voltar a rir-me um pouco, novamente li a parvoíce e pareceu-me então totalmente indecente.  Senti-me  envergonhado e deixei outro post (http://estadosentido.blogs.sapo.pt/1564026.html) garantindo não voltar a repetir a asneira. Claro que não apaguei o primeiro, pois não concordo com este hábito do "lavar da cara estalinista" - apagar fotos, retoque de textos ou pior ainda, a eliminação dos mesmos - que é tão próprio de uma certa forma de fazer política. Os blogs são política, gostemos ou não, é uma verdade. Fizemos asneira? Se sim, pedimos então desculpa e depois deixamos o disparate exposto. Nem pode ser de outra forma.

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