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A caminho da reestruturação da dívida?

por Samuel de Paiva Pires, em 06.01.13

Num artigo publicado no primeiro número da XXI (final de 2011), Ricardo Cabral mostra como em face do panorama que enfrentamos seria necessário um ajustamento externo sem precedentes e sustentado ao longo de mais de uma década para diminuir a dívida externa e colocá-la numa trajectória sustentável, o que, mantendo-se Portugal no Euro e tendo que obedecer às regras e políticas de concorrência da UE, é simplesmente irrealista. Saliente-se ainda que tal ajustamento "teria de ocorrer num contexto em que vários dos principais mercados das exportações nacionais estão igualmente sujeitos à crise de dívida soberana e a empreender ajustamentos domésticos e externos similares". Conclusão: ou alguém decide pagar a dívida externa portuguesa, ou não há alternativa a reestruturá-la. Não deixa de ser curioso que o BE pareça ter sido a primeira força política nacional a perceber isto, e penoso que a direita partidária ainda caia no erro de achar que tal ideia é exclusivamente de esquerda e que o que é de direita é pagar a dívida nas condições a que estamos sujeitos pela UE e FMI - como se isto fosse motivo para divisões destas. Entretanto era conveniente termos umas ideias articuladas quanto à reforma das instituições e políticas europeias. As eleições alemãs já não tardam muito.

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publicado às 22:20


3 comentários

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De P a 07.01.2013 às 10:27

"Precisando de umas peças que prendem persianas à parede (impedindo-as de bater contra as ditas por mor do vento) dirigi-me a uma oficina de serralharia que faz "marquises" e afins, em Tavira. Peço então as 4 peças. Que eram cinco euros. Quando vou pagar, que afinal eram seis. Peço a factura, que então teriam que cobrar o I.V.A. devolvo as peças são-me devolvidos os cinco euros. Vou a uma loja e obtenho as mesmíssimas peças por 3.90, com recibo e tudo. O engraçado é eu ter que colocar um "pano de vidro" de 13,5 m por 2,80m, e mais duas portas. Ou seja que por seis euros perderam um cliente." Copy&paste do meu diário. Podia continuar com a minha já vasta colecção de relatos das minhas relações com lojas e serviços portugueses. Ainda assim não resisto a só mais uma : o telefonema que recebi de uma empresa de montagem de antenas parabólicas e que começou assim: « Ó seu filha da puta ...» - Explico : comprei uma antena no Jumbo e lá deram-me o contacto da empresa montadora mas como a recepção tivesse terminado ao fim de 2 semanas devolvi a antena e esta devolução originou o tal telefonema. E estórias deste gabarito tenho muitas mais.
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De P a 07.01.2013 às 10:37

 Justificando o meu comentário anterior -  Como pode um anónimo cidadão como eu ter uma colecção tão vasta de relatos de consumo similares aos anteriores acreditar na recuperação económica nacional? É que se me for pedido boto-os um a um onde for preciso.
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De P a 07.01.2013 às 10:41

 Peço desculpa pela insistência mas não resisti a mais este copy&paste do meu diário:
" Sábado 5 de Janeiro de DOIS MIL E TREZE pelo meio dia e 30 min. decido sair e andar um pouco e tirar umas fotos. Um minuto e meio depois de iniciar o passeio, ainda na minha rua, paro para fotografar um prédio cuja construção foi suspensa há uns 3 anos atrás. Estava então fotografando o interior do dito prédio através da rede de vedação quando ouço atrás de mim: -« está tudo bem?» Volto-me para trás e quem vejo? Um carro da polícia, fora de mão, e quem fazia a pergunta era um dos 2 polícias no interior. Perguntei porque fazia a pergunta, respondeu que como estava a tirar fotografias queria saber se estava tudo bem. Perguntei se o facto de estar a tirar fotos era motivo para abordar um cidadão. Disse que sim, com ar insolente. O outro polícia, um homem mais velho, sorriu e desviou a conversa perguntando se eu tinha "visto alguém estranho" nas redondezas.  Portugal é mesmo um país interessante."

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