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O Rei começava a fatigar-se das manigancias dos politicos, a sentir nausea das ambiciunculas e baixeza, a descrer do estado apathico das gentes, do caracter escorregado sem lealdade - sim, sim, a desconfiar de todos (... ),. 
A sua phrase - isto é uma monarchia sem monarchicos - ,clamada n'um colapso d'angustia, ao cabo d'algum demorado exame ás forças defensivas do throno, grita a clareza cutilante com que elle sente o seu isolamento, entre o egoismo abjecto no completo alheamento da patria. ( ... ) O Rei assassinado no dia 1, se ressuscitasse, poderia ver, no dia 2, no governo os mesmos homens, a mesma graxa nas almas, mesma passividade nas ruas, mesmo palavreado nos comicios...
Pobre, pobre D. Carlos! quando se pensa que afinal era mais inteligente e teve virtudes superiores ás dos seus adversarios e seus cumplices. "
Fialho d'Almeida, « Saibam Quantos... »

" Ensina a máxima correntia de Thiers, que não é afinal dêle, que « O Rei reina, mas não governa »; ou seja - o rei não deve ser senão « hum espantalho », ou como diz o formidável José Agostinho de Macedo, « o Rei pintado ».
Queremos, pelo contrario, um Rei com força, revestido amplamente de prerrogativas indiscutíveis da Autoridade. Um Rei que reine, mas governe.
António Sardinha, « Nação Portuguesa »

D. Carlos percebeu que era seu dever governar; que Portugal só foi grande quando o Rei era mais do que esse « Rei Pintado »; a maçonaria não podia deixar que o poder fugisse do seu controlo, controlo que tinha como « direito adquirido ». A " ousadia " do Rei valeu-lhe a morte; esta valeu-nos a eternização do domínio maçónico.

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publicado às 18:34


6 comentários

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De Duarte Meira a 09.01.2013 às 19:24


Lembremos a propósito as palavras claras e categóricas de Machado Santos, no seu relatório de 1911 sobre A Revolução Portugueza:

« As revoluções de Julho e de 1848, também em França, foram obra dos carbonários, maçonarias irregulares que se espalharam pela Europa e América, porque a outra, a maçonaria regular, não é para todos os bolsos; contudo, é a maçonaria a grande mãe das revoluções, porque os principais elementos carbonários nela estão filiados. A obra da Revolução Portuguesa também à maçonaria se deve, única e exclusivamente. »

O sublinhado é do autor,  chefe da Alta Venda carbonária. Mas, António de Azevedo Machado Santos era também um grande patriota, também assassinado... E é esta, estimada Cristina, a nossa tragédia, desde a guerra civil que fizemos sobre uma terra devastada pelas invasões francesas. Ou, melhormente dito, desde ... o divórcio mortal que se deu na Família Real, apesar de todos os esforços do boníssimo homem e rei que foi D. João VI, também (muito provavlemente) assassinado.

Um "reino dividido contra si próprio"...
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De Cristina Ribeiro a 09.01.2013 às 20:29

Sempre bons contributos, a talho de foice, caro e bom Duarte!
Uma época trágica, essa da desavença entre irmãos. Portugal nunca se recompôs, nunca mais se reconciliou.
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De Nuno Ramos a 07.03.2016 às 17:55

Sr. Duarte Meira,
A nossa "Guerra Civil", de civil, pouco teve, foi mais uma Guerra fomentada pela Maçonaria, com o apoio da Espanha, França e Inglaterra (Quadrupla-Aliança), contra o povo e o Rei de Portugal, Dom Miguel I. Já tinham orquestrado a Independência do Brasil e a Revolução Liberal Portuguesa, tudo isto feito por um punhado de Franco-Maçons e depois, ainda não satisfeitos com o resultado obtido, invadiram Portugal à frente dum Exército de Mercenários estrangeiros contratados, para fazerem a guerra ao povo português e ao seu Rei legítimo, o Senhor Dom Miguel I de Portugal. Portanto, a Maçonaria tem sido a mãe de todas as grandes desgraças que se abateram sobre a Pátria Lusa, desde o início do século XIX pelo menos. Graças a Deus, tivemos o interregno do "Estado Novo", senão talvez já não existisse Portugal!? Infelizmente, com a traição de 25 de Abril de 1974, a Maçonaria correu novamente rumo ao poder, para lá se firmar e manter até hoje. :(


Cordialmente,
Nuno Ramos.
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De João Amorim a 09.01.2013 às 19:55

O tempo passa e a sua "visão" melhora...

abraço , cara Cristina
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De Cristina Ribeiro a 09.01.2013 às 20:30

Obrigada, João.
Abraço.
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De Vasco Arriaga a 09.01.2013 às 21:40

esta coisa dos blogs ainda tem muito que se lhe diga já que o que não falta é barbárie com opinião.

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