Parabéns pela oportuna e justiceira intervenção, sob todos os pontos de vista. De facto, a tentativa do 31 de Janeiro tinha um carácter completamente diferente do golpe e dos golpistas lisbonenses de Outubro. Disso sirvam de símbolos exemplares a pessoa de um dos exilados na altura - o grande patriota e erudito escritor e pensador que foi Sampaio Bruno; e a bárbara agressão que este, em Janeiro de 1902, nas ruas do Porto, viria a sofrer do Afonso Costa e capangas com begalas e luvas de ferro.
Agora, sobre a tristíssima data aniversária do hediondo crime de 1 de Fevereiro, que amanhã lembramos, desejava perguntar-lhe uma coisa ou duas coisas. Gostaria de saber a sua opinião sobre o livro de Miguel Sanches de Baena acerca do Regicídio, saído na década de 90, sob os auspícios e apresentação de... António Reis; e se o livro de Mendo Castro Henriques sobre o mesmo assunto, que infelizmente ainda não pude obter, trouxe alguma coisa de novo relativamente àquele (suponho que não).
Brilhante discurso, à altura das personagens régias, sobre o crudelíssimo e terrìvelmente trágico acontecimento que as levou para sempre do convívio - e do carinho sempre recebido e por Ele retribuído - do povo português, manchando indelèvelmente a nossa Gloriosa História. Muitos parabéns. Maria