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Rambo V - Marinho e Pinto demolition man

por João Pinto Bastos, em 31.01.13

Marinho e Pinto tem o dom, pouco usual na populaça, de conseguir, com um palavreado histérico e arruaceiro, excitar até os ânimos mais lânguidos. Ontem, na sessão de abertura do ano judicial, pontuada, como era expectável, pelos discursos avelhentados do costume que vêm condenando, como se sabe, a Justiça portuguesa a um estado pestilento, Marinho e Pinto voltou a vestir a pele de Rambo, sem desprimor para o doudo mercenário interpretado por Stallone. O bastonário, infrene na demagogia, acusou os juízes de "terrorismo de estado", investiu contra parte da advocacia, verberou a classe política, condenou o estado caótico do país e, cereja no topo do bolo, ainda teve tempo para zurzir no seu alvo predilecto, a ministra da justiça. Em resumo, o discurso do bastonário foi todo um libelo condenatório sem a menor autocrítica ao "trabalho" que o mesmo desenvolveu ao longo destes anos à frente da Ordem. Um discurso da tanga, com a má-educação como pano de fundo. Perguntarão os leitores se houve alguma autocrítica nesta brilhante peça oratória, verdadeiramente digna dos discursos de um Abe ou de um, vá, José Estêvão. Pois bem, a resposta é rotundamente negativa. Nada. Simplesmente, nada. Aliás, eu, que trabalho na área, e que vejo as agruras por que passam muitos colegas, teria muitas questões a fazer ao douto bastonário, a começar pela tabela de emolumentos que a Ordem exige, hoje em dia, aos estagiários que, como se sabe, são obrigados, em alguns casos, a pagar as maiores ridicularias por preços exageradamente elevados. Estamos a falar, para que tenham uma ideia mínima, de aumentos na casa dos 1000%. Coisinhas sem importância, dirão alguns de vós. O que é certo é que passados estes anos todos como bastonário, Marinho e Pinto sai da liderança da Ordem, deixando a casa em frangalhos, sem que possa apontar-se uma única, repito, uma única coisa positiva dos seus mandatos. Mas, em bom rigor, é assim que funciona a lógica "Rambo": primeiro dispara-se, depois olha-se, se ainda houver, claro, algo para onde olhar.

publicado às 12:44


2 comentários

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De Anónimo a 31.01.2013 às 17:25


"As injúrias devem ser feitas todas de uma só vez, a fim de que, saboreando-as menos, ofendam menos: e os benefícios devem ser feitos pouco a pouco, a fim de que sejam mais bem saboreados." Fonte: - O Príncipe - Maquiavel.
 
 
 
Alexandre
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De Anónimo a 31.01.2013 às 20:52

 mas o amigo perde tempo com oratória histérica? vá, dê-lhe o desconto e preceitue-lhe uma qualquer dose de xanax, atãoe?!
ele há gente assim, e o toga bastonada é apenas mais um a juntar ao quadro dos homens maravilha do país.

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