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Aqui d'El Rei!

por Nuno Castelo-Branco, em 31.01.13

Se tivéssemos autoridades merecedoras de tal nome, esta peça seria imediatamente investigada, procurando saber-se qual a sua proveniência e que caminhos terá tomado até chegar a uma colecção privada. Mas não valerá a pena pensarmos muito no assunto, até porque qualquer sucata a prazo Mercedes ou BMW, será coisa muitíssimo mais interessante para os donos da situação. Lembram-se do estranho roubo holandês de uma parte das jóias da Coroa?

 

* A propósito da "indemnização" dos pindéricos seis milhões de Euros pela perda de um tesouro insubstituível - as jóias surripiadas na Holanda, talvez com a prestimosa ajuda de gente do tal "museu" -, jamais entendi o porquê da utilização desse dinheiro em coisas que nada têm a ver com as ditas jóias da coroa. Compraram um Tiepolo para o MNAA, mas essa "indemnização" deveria ter servido para adquirir nas leiloeiras, algumas peças de joalharia outrora pertencentes à coroa portuguesa ou aos seus titulares. Vão surgindo jóias provenientes das heranças portuguesas dos Orleães e dos Hohenzollern-Signmarigen e jamais ouvimos falar da presença de um único delegado do governo português para tentar adquiri-las e fazê-las regressar à Ajuda. Ainda há alguns meses, uma aigrette de diamantes que pertencera a D. Amélia, acabou vendida num leilão por pouco mais de seis mil contos. O Estado português? Ausente, como sempre. 

publicado às 16:41


4 comentários

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De Duarte Meira a 31.01.2013 às 19:13


Caro Nuno:

Lembro. Mas não lembro se sempre chegámos a receber a indemnização do seguro.

E também lembro que a depradação pode simbolicamente datar-se  de 1978, quando os buldózeres arrasaram a igreja românica do Divino Salvador em Joane, Famalicão. Já se vivia o assalto e  saque sistemático aos tesouros artísticos das igrejas, que dantes tínhamos sempre abertas e hoje estão na maioria fechadas, fora das horas do culto. Que elas estivessem a maior parte do tempo fechadas era o que se pretendia...

Quem devia ir para a sucata era este regime sem conserto!
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De Duarte Meira a 31.01.2013 às 19:18


Por associação com degradação, escrevi mal. Leia-se "depredação".
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De Nuno Resende a 31.01.2013 às 21:48

O Afonso e a Alzira, os hábeis Costas, diz que vendiam pratas. Mas em casa só latão. Ora quem cabritos vende e cabras não tem...
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De Anónimo a 31.01.2013 às 22:15

Olhe Nuno, nem de propósito, um dia destes pensei nisto mesmo.  Sim, o que é feito das Jóias???? Estão em muito boas mãos de certeza. Tal como estão as preciosidades que são todos os dias roubadas das Igrejas, dos Museus, das ourivesarias e dos assaltos nas ruas do país a todas as pessoas que as levem postas. A organização mundial que as recepta através dos seus homens de mão espalhados cirùrgicamente por todos os países - normalmente e mesmo à espera disso, as 'democracias' recentes e países tornados 'livres' após o derrube de 'ditadores sanguinários' com a preciosa ajuda dos governos salvadores dos povos 'subjugados'  - é a mesma que deita abaixo governos de países que não consegue comprar/chantagear e vai daí toca de armar  guerras fictícias, para, após a morte de milhões d'inocentes e já instalado o caos, começar o saque a todas as riquezas  a que seja possível lançar as garras, isto enquanto o caos durar.  Aos países que já são democracias há muito ou pouco tempo, indiferentemente, o saque é o mesmo mas com o beneplácito dos governantes/fantoche lá colocados pelos mesmos. É isso que aconteceu às nossas Jóias da Corôa.
E porque é assim, eis o motivo pelo qual a curadora do Palácio da Ajuda não respondeu pelo saque nem sequer se importou muito com ele..., uma das respostas dela sobre o roubo, foi muito descontraìdamente, quase a sorrir..., "calma(!) nada de pressas(!), a polícia ainda está a investigar  e a tentar descobrir quem está por trás do roubo"... Pois, então não estava! De tal modo que ainda hoje deve estar...
E essa senhora conservadora jamais será responsabilizada por um roubo de incomensurável valor artístico e patrimonial, pertença absoluta e inquestonável do povo português?!?
Foi esta vergonha de gente, ladrões do pior extracto que têm a desvergonha de se auto-proclamar de salvadores da pátria, que a 'democracia' nos ofertou. Gente traidora que merecia a prisão perpétua, para não dizer o fuzilamento. Mas não sem antes serem obrigados a restituir todos os bens roubados (as cinco toneladas de barras d'ouro do B.deP., os muitos biliões dos diversos bancos particulares e do Estado, as jóias e outros bens em milhentos assaltos de rua e outros tantos em casas particulares, etc.) aos portugueses. E eles, os ladrões de colarinho branco,  sabem perfeitamente onde está tudo isto.
Sem nunca esquecer os milhões de inocentes que os mesmos que nos andam a roubar há décadas, mandaram assassinar e a quem infelizmente não é possível restituir a vida em troca das vidas inúteis destes répteis venenosos, repugnantes e desprezíveis.
Maria  

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