Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Acusada!

por Nuno Castelo-Branco, em 01.02.13

 

A república é acusada de assassínio do Chefe do Estado, de terrorismo bombista, de total desrespeito e subversão da ordem constitucional. É acusada da clamorosa derrota militar na I Guerra Mundial. É acusada da fuga de centenas de milhar de portugueses temerosos da violência, prepotência e inépcia da gente do regime do Costa. É acusada do ataque ao corpo eleitoral nacional, é acusada de coacção física e moral sobre a população, é acusada de falsificação de eleições, da repressão dos sindicatos, da imprensa e da Igreja. É acusada da ruína económica e financeira. É acusada da mais longa ditadura da nossa história, da polícia política, da censura. É acusada da vergonhosa, criminosa e pretensa descolonização, é acusada de causadora do genocídio de populações em África e em Timor. É acusada do abandono de milhares de soldados portugueses em três dos antigos territorios ultramarinos, é acusada das ruinosas cedências feitas para o seu apressado ingresso político na CEE. É acusada do desbaratar dos recursos da economia portuguesa. É acusada de ceder perante a organização de uma infrene cleptocracia institucional que esbulha o país em proveito de uma ínfima minoria de sátrapas. É acusada de fazer desaparecer o que nos resta da independência nacional conseguida através dos sacrifícios de mais de trinta gerações. 

 

Este regime não é legítimo

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:00


2 comentários

Sem imagem de perfil

De Duarte Meira a 04.02.2013 às 21:10

Caro Nuno Castelo Branco:

Não reparou ou desdenhou responder a um Anónimo que, a pretexto do seu justificadíssimo desabafo no dia aniversário do atentado terrorista, veio aqui colar no dia seguinte um pretenso “argumento” contra a Monarquia.

O argumento pretende fazer comparações entre o regime monárquico e a situação republicana, como se fossem regimes políticos comparáveis, e fosse possível julgar da mesma maneira acontecimentos que se dão sob um regime que é o arquétipo da Ordem, com o que temos tido desde a degeneração dela, tipicamente e mais cruamente desde 5 de Outubro de 1910.

Serve-se o Anónimo de uns tantos itens convenientes seleccionados na História portuguesa, e alega que cada um dos republicanos tem a sua contraparte na História monárquica. Depois, para não se concluir que, assim sendo, não havia razão suficiente nenhuma para se mudar de um regime para outro, - ajuda-se de um castelhano para nos dar a pretensa razão decisiva para preferir a República. É o estafado argumento das “desigualdades”, que em poucas palavras ainda achou espaço para intrometer a obcecação anti-religiosa. Deixando de parte esta fixação maníaca (aliás significativa), permita-me, caro Nuno responda eu brevemente ao Anónimo espanholista, e reponha alguma ordem onde falta manifestamente o bom senso dela.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 05.02.2013 às 00:27

Caro Anónimo Duarte Meira,

Permita que o trate assim porque para além do nome Duarte Meira, não tenho mais dados que me permitam comprovar a sua verdadeira identidade.

"O argumento pretende fazer comparações entre o regime monárquico e a situação republicana, como se fossem regimes políticos  comparáveis"
Se o anónimo Duarte Meira tivesse lido com atenção eu apenas apresentei alguns exemplos históricos para corroborar a ideia de que  de tudo o que acusam sistematicamente a republica podem encontrar abundantemente na história monárquica portuguesa. Independentemente do regime político, os factos repetem-se na história.

"ajuda-se de um castelhano para nos dar a pretensa razão decisiva para preferir a República"
Poderia ter recorrido a um francês, a um holandês, a um chinês. Foi apenas uma questão de ter a citação à mão.

"intrometer a obcecação anti-religiosa. Deixando de parte esta fixação maníaca (aliás significativa)"
Não há fixação anti-religiosa nenhuma. Os nossos reis quase sempre invocaram Deus para a sua legitimação. Apenas como exemplo, D. Afonso V na sua investidura: Foi o Mestre Guedelha, um astrólogo, que determinou a hora da obediência. Decidida a hora, o infante D. Pedro dirigiu-se então ao Principe D. Afonso nos seguintes termos: "(...) em que vós por graça de Deus legitimamente recebeis o real ceptro (...)."

"Anónimo espanholista"
Leia a minha explicação anterior. Quer saber a minha posição sobre os espanhóis? São bons na fronteira. Nunca cairei em cantos de sereia de políticos, intelectuais ou reis espanhois, por muito homens bons que sejam e até saibam falar portugues.

P.S. Hoje já não tenho tempo para responder à sua segunda parte. Amanhã farei o meu comentário.

Comentar:

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.







Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2007
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D

Links

Estados protegidos

  •  
  • Estados amigos

  •  
  • Estados soberanos

  •  
  • Estados soberanos de outras línguas

  •  
  • Monarquia

  •  
  • Monarquia em outras línguas

  •  
  • Think tanks e organizações nacionais

  •  
  • Think tanks e organizações estrangeiros

  •  
  • Informação nacional

  •  
  • Informação internacional

  •  
  • Revistas


    subscrever feeds