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Acusada!

por Nuno Castelo-Branco, em 01.02.13

 

A república é acusada de assassínio do Chefe do Estado, de terrorismo bombista, de total desrespeito e subversão da ordem constitucional. É acusada da clamorosa derrota militar na I Guerra Mundial. É acusada da fuga de centenas de milhar de portugueses temerosos da violência, prepotência e inépcia da gente do regime do Costa. É acusada do ataque ao corpo eleitoral nacional, é acusada de coacção física e moral sobre a população, é acusada de falsificação de eleições, da repressão dos sindicatos, da imprensa e da Igreja. É acusada da ruína económica e financeira. É acusada da mais longa ditadura da nossa história, da polícia política, da censura. É acusada da vergonhosa, criminosa e pretensa descolonização, é acusada de causadora do genocídio de populações em África e em Timor. É acusada do abandono de milhares de soldados portugueses em três dos antigos territorios ultramarinos, é acusada das ruinosas cedências feitas para o seu apressado ingresso político na CEE. É acusada do desbaratar dos recursos da economia portuguesa. É acusada de ceder perante a organização de uma infrene cleptocracia institucional que esbulha o país em proveito de uma ínfima minoria de sátrapas. É acusada de fazer desaparecer o que nos resta da independência nacional conseguida através dos sacrifícios de mais de trinta gerações. 

 

Este regime não é legítimo

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publicado às 23:00


46 comentários

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De Duarte Meira a 06.02.2013 às 21:44

Espero que ao menos fique muito claramente recortada a insuperável diferença e incompatibilidade dos nossos pontos de vista: o ponto de vista de quem lê os factos à luz de um arquétipo vivo da Ordem natural política, como é a Monarquia, e o de quem está condicionado pelo processo da degenerescência, desordenação e decomposição dessa viva unidade, como é o da “vida artificial” (a expressão aparece pela primeira vez em Hobbes...) que vimos sofrendo sob o poder deste Levitã chamado “República”. Portanto, que não há medida comum e não fazem sentido as pretensas “analogias” que alegou. ( “Assassínios, ruínas económicas, derrotas militares, etc.” são acontecimentos “recorrentes” da existência humana neste mundo, como tal, seja qual for o modo de organização do Estado.)

Mas responderei já, porque a propósito do que acabo de dizer, à sua questão de há pouco: “Como é que é explica que o arquétipo da ordem politica tenha caído em 1910? Onde reina a ordem o sistema funciona.” Está à vista como não perecebe: os arquétipos não morrem nem podem morrer; os povos e as figuras diversas de organização política que vão experimentando é que, a seu modo, aparecem e desaparecem do palco da História. Explico assim: quando as figuras reflectem melhor ou, numa linguagem platónica, participam mais do arquétipo da Ordem natural política conservam-se mais tempo; quando este arquétipo começa a eclipsar, começa a dissolução. E esta, porque não há no domínio da acção humana, determinismos fatais, pode ser travada se houver a restauração da Ordem. Mas, na vida dos povos, compreenderá que a morte do que era vivo não acontece de um dia para o outro, como pode acontecer com os indivíduos, de um momento para outro. Pode durar séculos. Acontece que, à retrospecção abstracta, nos encontramos em dado momento com “Lusitanos”; noutro momento, com “Portugueses”; noutro, com... “Eurolandeses”... ou com “Lusíadas”...)
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De Anónimo a 07.02.2013 às 17:59

 O pseudónimo Duarte Meira insiste mais uma vez na relação desigual pai/filho. Apesar de ficar, como afirma, «muito claramente recortada a insuperável diferença e incompatibilidade dos nossos pontos de vista», deixe-me dizer-lhe o seguinte: como já lhe referi essa relação desigual ou de dependência é dinâmica, não estática e na verdade extingue-se quando o filho se torna adulto. “Mas já terá o Anónimo reparado que os filhos se vão tornando independentes dos pais para (naturalmente)... serem pais?! “ Como bem disse, o filho depois pode tornar-se um novo pai, mas o pseudónimo Duarte Meira não pode garantir em que idade é que isso ocorrerá. Tem então que se perguntar o que se passa nesse período em que ele é independente e ainda não é pai. A resposta é que nesse período não existem relações desiguais. Só num modelo perfeito, mecanicista, regulado, onde o filho ao chegar á idade adulta se torna imediatamente pai, o que é manifestamente irreal, essa extinção de relações desiguais não se verifica.

«Contra o argumento do seu castelhano sobre as “desigualdades”» «se não lhe são inteligíveis estes lineamentos meta-empíricos, como é que nos havíamos de entender na consideração da fenomenologia empírica ?»
O castelhano estava a referir-se a exemplos de desigualdade humana como o seguinte:
CARTA CONSTITUCIONAL DE 1826, TÍTULO V, DO REI , CAPÍTULO I , DO PODER MODERADOR.
ARTIGO 72 - A Pessoa do Rei é inviolável e sagrada; ele não está sujeito a Responsabilidade alguma.

«Como é que é explica que o arquétipo da ordem política tenha caído em 1910? Onde reina a ordem o sistema funciona.» Está à vista como não percebe:»
Se reparar na pergunta utilizo a expressão «arquétipo da ordem política» referindo-me naturalmente à sua expressão «o cerne do meu argumento: a Monarquia é o arquétipo da Ordem política». Estava a questioná-lo como é que foi possível que a monarquia sendo um arquétipo da Ordem política tenha caído em 1910. No entanto preferiu dissertar sobre o termo arquétipo. Está à vista que não percebeu. E repare que não afirmei que qualquer arquétipo tenha morrido, mas caído, ou seja, utilizando os seus termos, eclipsou-se ou dissolveu-se, mas pode restaurar-se.

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