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Se não faltam na política europeia figuras cuja melhor definição é a de patifes, este é dos exemplares mais refinados. Um dos obreiros da desgraça grega, que mesmo com o país a afundar-se na maior crise de que há memória, tentou ao máximo manter os socialistas no poder, e apenas pelo poder, mesmo que isso significasse piorar ainda mais a situação económica, social e de falta de credibilidade internacional. Sem quaisquer escrúpulos, e tentando adiar o fim de um governo já sem sustentação, ameaçou com um referendo sobre se a Grécia devia aceitar o segundo pacote de ajuda internacional. E como se não bastasse, nessa mesma altura (início de Novembro de 2011) fez uma substituição extraordinária de todas as chefias das forças armadas, para dar a ideia que estava iminente um golpe militar, e assim tentar vitimizar-se e legitimar a sua manutenção no poder. O próprio Papandreou o explicou dias depois, na cimeira do G-20 em Cannes, a Angela Merkel e Nicolas Sarkozy numa conversa que foi escutada por um jornalista francês (uma notícia que foi ignorada pela quase totalidade da imprensa internacional).
E é este indivíduo que agora tem o descaramento de vir dizer isto: