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Um patife sem vergonha

por João Quaresma, em 04.02.13

Se não faltam na política europeia figuras cuja melhor definição é a de patifes, este é dos exemplares mais refinados. Um dos obreiros da desgraça grega, que mesmo com o país a afundar-se na maior crise de que há memória, tentou ao máximo manter os socialistas no poder, e apenas pelo poder, mesmo que isso significasse piorar ainda mais a situação económica, social e de falta de credibilidade internacional. Sem quaisquer escrúpulos, e tentando adiar o fim de um governo já sem sustentação, ameaçou com um referendo sobre se a Grécia devia aceitar o segundo pacote de ajuda internacional. E como se não bastasse, nessa mesma altura (início de Novembro de 2011) fez uma substituição extraordinária de todas as chefias das forças armadas, para dar a ideia que estava iminente um golpe militar, e assim tentar vitimizar-se e legitimar a sua manutenção no poder. O próprio Papandreou o explicou dias depois, na cimeira do G-20 em Cannes, a Angela Merkel e Nicolas Sarkozy numa conversa que foi escutada por um jornalista francês (uma notícia que foi ignorada pela quase totalidade da imprensa internacional).

E é este indivíduo que agora tem o descaramento de vir dizer isto:

«O presidente da Internacional Socialista, o ex-primeiro-ministro grego Georgios Papandreou, alertou hoje que a crise não acabou e, se a Europa não mudar, os sacrifícios dos portugueses, gregos, espanhóis e italianos serão em vão.

«A crise não acabou. Ainda hoje, se a Europa não tomar mais medidas, os sacrificios dos portugueses, gregos, espanhóis e italianos poderao perder-se e mais nos será exigido», disse, na abertura do Conselho da Internacional Socialista, em Cascais. Papandreou, que assumiu o governo grego em 2009 e se demitiu em 2011 para dar lugar a um governo de união nacional, admitiu que os sacrificios eram necessários, mas deveriam ter servido apenas para dar tempo à Europa de mudar.»

publicado às 16:30


1 comentário

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De António Almeida a 04.02.2013 às 17:56


As medidas serão:

Mais controlo, fechar a torneira se algum dos indicadores não forem cumpridos.

Ou seja: Os fundos comunitários só seriam debloquados depois de uma redução das medidas populistas.

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