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Uma rave party chamada TGV

por John Wolf, em 07.02.13

Devo ser mesmo burro. Devo ser um passageiro muito ingénuo. Não sei se estou a perceber bem. Fizeram um projecto para um comboio veloz, pediram guito emprestado a um amigo que ofereceu condições especiais. Decidiram acabar com a ideia do comboio, mas ficáram com o dinheiro que vai ser utilizado para pagar a dívida de um agarrado. Sim - agarrado -, quase que significa holding em Inglês! É isso? Então para começar também quero encomendar uma locomotiva. Deêm-me a massa e depois eu digo, pois e tal, afinal tenho aqui umas facturas para liquidar e como tal já não quero o comboio, mas o dinheiro dá mesmo jeito. Pelo que leio, a enfâse é colocada nas boas condições de crédito. Nas boas condições de crédito? Estão a gozar? Será que isso é argumento bastante para justificar seja o que fôr? Agora já falam em comboio de mercadorias de alta-velocidade. Que eu saiba, só pelo facto do material chegar mais depressa, não significa que a economia e o emprego também acelerem. A lógica de linhas estendidas tem de ser analisada. Não ouvimos outros chefes de estação em mandatos anteriores virem com este paleio? Não é verdade que a grande obra pública, que constitui o lançamento de uma linha de alta velocidade, significa também privilegiar certos grupos económicos? Distribuir carris pelos amigos? Pergunto quantos empregos serão gerados e de que forma um mero meio de transporte pode salvar um país? A alvorada da revolução industrial já foi há séculos e Portugal, à época, também perdeu esse comboio. Olho para esta conversa política do vai não vai, como se fosse um entroncamento que divide as hostes em Portugal. Este tipo de projecto não reúne os ingredientes necessários para galvanizar os Portugueses em torno da ideia de desígnio nacional. Antes de instalarem a canalização, tem de se saber o que vai ser fornecido. Será que a velocidade das exportações Portuguesas tem relação com o volume e qualidade das mesmas? A União Europeia tem vendido esta ideia ao longo dos anos. Mas os anos mudáram. A crise tornou-nos mais lentos. Estamos junto de apeadeiros e querem vender-nos  algo alucinante e muito caro, uma festa chamada RAVE.

publicado às 10:23


4 comentários

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De Nuno Castelo-Branco a 07.02.2013 às 10:35

Parece-me que andamos em círculos. Se o governo vem agora impingir-nos o TGV por razões de "modernidade, competetividade" e outos "dades" mais, então não tera valido a pena chutar Sócrates daqui para fora. Este país caminha a passos largos para aquilo que se sabe: um golpe qualquer. Depois, eles vão-se embora "estudar para qualquer lado" e nós ficaremos por cá, suportando o que tivermos de suportar. 


Vir falar agora do TGV só pode ser piada antecipada do 1º de Abril. Só falta um aeroporto e um terminal de contentores no pacote. Ah!, estava a esquecer-me da terceira auto-estrada para o Porto.
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De John Wolf a 07.02.2013 às 10:37

Caro Nuno,
Bom dia!
Isto já não tem piada, mas demonstra que o governo não tem ideias para o país, por isso vai buscar ao arquivo este elefante rápido...
Abraço,
John
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De Armindo Matos a 07.02.2013 às 16:38

Ah mas o aeroporto não deve tardar muito.
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De John Wolf a 08.02.2013 às 19:49

Caro Armindo Matos,
Obrigado pelo seu comentário!
Os meios de transportes e acessórios foram sempre um dos pratos preferidos dos políticos. De uma assentada, colocam no bolso um grande número de constituintes, eleitores, construtores, associados... Tem razão, daqui a nada temos um outro Alqueva ou mais agitações em torno de um Aeroporto. Já agora, alguém me pode indicar qual foi o impacto económico positivo da construção da barragem?
Melhores cumprimentos,
John

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