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Pensar é dizer não

por Samuel de Paiva Pires, em 10.02.13

 

José Adelino Maltez, Breviário de um Repúblico, 29 de Janeiro:

 

«Pensar é dizer não. A realidade sempre foi subvertida pelas autonomias, pessoais e comunitárias, quando estas assumem que, no princípio, tem de estar o fim, o tal dever ser que é, das essências que apenas se realizam pelas existências. Todos os decretinos processadores, em nome da ideologia ou do vértice hierárquico, do ministerialismo, com os seus sucedâneos, directoristas, presidencialistas ou rectorísticos, temem os que praticam o pensar é dizer não, como dizia Alain. Ou que a revolta é bem mais fecunda que a revolução, como vai acrescentar Albert Camus (2011).

 

Resistência individual. Quem experimentou as garras do saneamento e do processamento da persiganga não pode admitir que o rolo unidimensional do conformismo nos faça enjoar, sobretudo nesta praia da Europa que sempre foi partida para todas as sete partidas. O sinal do nosso futuro continua a passar pela resistência individual e pelo pensamento crítico da liberdade. A essência do homem ocidental sempre foi o individual do indiviso, que é expressão da fundamental dignidade da pessoa humana. Mesmo quando se rejeitam as normalizações impostas pelos pretensos antidogmáticos, neodogmáticos, como esses que, perante certo situacionismo, proclamam que têm o monopólio da contestação e assim nos desmobilizam. Os bobos da demagogia, da tirania e da mentira podem alimentar-se desses irmãos-inimigos. Quem quiser continuar mesmo do contra tem que procurar o mais além e antecipar o tempo da revolta (2011).»

publicado às 15:36


7 comentários

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De Isabel Metello a 11.02.2013 às 12:53


Olhe, Samuel, repito-me: excelente! E permita-me, a propósito, reciclar um slogan de propaganda cuja mera menção me dá arrepios pelo que se passou e se tem passado a seguir ao "E Depois do Adeus"...: "contra a escumalha unidade e luta de quem a atrapalha!".
Desprezo profundamente quem defende o que não pratica, quem defende ideais como "Liberdade, Igualdade e Fraternidade" e, na prática, se julga um aristo acima do gado (Aristos São As Boas Almas de vários campos sociais e lateralidades...) , não gente cromada de aparências vácuas, que destruíram e destroem o país com o novo-riquismo como matriz, tb de várias lateralidades! Bragh, que asco! )
E ainda têm a distinta lata de andarem a tentar dar Salazar como um devasso (e, atenção: sou anti-salazarista (seria a primeira a dar com os costados no Tarrafal e recusaria qualquer exílio de luxo!), como sou anti-PIDE, KGB, STASI, SS GESTAPO, whatever- o mal não tem cor- tem um cheiro nauseabundo! A meu ver tanto Hitler, como Staline, como Pinochet, como Fidel Castro et caetera foram/são psicopatas mortíferos! O mesmo se aplica às Suas Vítimas- não As distingo pela forma, mas pela Sua História, Cuja Memória Deve Ser Honrada!)...Tb já o quiseram dar como gay! Pois devassos e tantos casados e com vidas paralelas não assumidas (tantas delas criminosas...) são muitos que deveriam era comprar um espelhito!
O homem era um provinciano, mas tinha Honra, comparativamente a tanto sofista vendido e bácoro que por aí anda a dar-se como opinion maker ou leader, sem Ética absolutamente alguma!
Bem, convenhamos, Diderot e D´Alembert, na L´Encyclopedie não defendiam esse lema iluminista para todos, mas tão só para o clube letrado e a emancipação kantiana face a tutelas e tutorias não tem sido lá muito bem interpretada! É à la carte!

Fica mais um remake: tenho de ir comprar feijão para o almoço, já cá ponho outro terapêutico Image

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