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Estórias da história (1): Raquel Varela

por Nuno Castelo-Branco, em 18.02.13

 

A agora mediaticamente colunável Sra. Dª Raquel Varela, decidiu-se por sherlockolmizar as suas actividades, dedicando-se ao reccauchutar de uma bem conhecida praxis muito própria dos seguidores dos diversos totalitarismos que pontilharam o século passado. Recriar o passado à medida das conveniências de grupo, poderá parecer um singelo exercício de história paralela, mas neste caso, quando tal azáfama pretende transmutar a realidade, apenas consegue publicar estória.

 

O Clube de Jornalistas publicou um interessante alerta na sua página, sucintamente descrevendo os principais pontos da argumentação da investigadora Raquel Varela. Trata-se de um outro PREC para a imensa maioria e totalmente estranho às realidades então vividas e que são plenamente comprovadas por um espantoso manancial de informação, seja aquela proveniente dos meios de comunicação social do Portugal de 1974-76, ou, para supino incómodo dos branqueadores de incómodas nódoas, do filão propiciado pelo próprio PC e organizações subalternas. Durante mais de dois anos, o PC exaustivamente fez publicar as suas intenções, cristalizou programas, definiu rumos sem retornos possíveis ou imaginários. Mais ainda, conseguiu indicar as etapas, embora consentisse no princípio leninista dos vários estádios para a ditadura do proletariado, termo aliás arredado do léxico por óbvios transtornos junto de um eleitorado esmagadoramente hostil a esse tipo de bem-aventuranças.

 

Não lemos a tese da investigadora e sublinhamos tratar-se este post de um mero comentário àquilo que o Clube de Jornalistas publicou.

 

Uma das mais extraordinárias afirmações varelistas, consiste no estranho afiançar de que Álvaro Cunhal “nunca quis fazer uma revolução socialista em Portugal”.


Como poderão hoje chegar ao ponto de negarem aquilo que para todos era então evidente? O que poderá então a autora dizer dos discursos entorpecedoramente orados pela cúpula do PC e adjacentes durante dois anos, as páginas e páginas publicadas e que de revolução socialista falavam sem qualquer tipo de peias? A "apropriação colectiva", as nacionalizações extensivas, a hegemonia que claramente pretendeu exercer sobre as Forças Armadas - chegando ao ponto de adulterar os normais rituais de iniciação castrense - , o violento ataque à propriedade privada - com a respectiva coacção moral e física de pequenos, médios e grandes empresários -, os saneamentos, a mordaça à imprensa que não lhe era afecta - o caso República e os saneamentos às ordens do então praticamente desconhecido Saramago são notas dignas de registo - , os constantes apelos ao estabelecimento do "poder popular", as ocupações de casas, empresas e terras e a hegemonia da então todo-poderosa Intersindical nas decisões do mundo laboral - greves claramente políticas, então denominadas de selvagens -, não foram nada mais, senão os passos iniciais para tentar a total conquista  do poder. Tudo isto está em clara contradição com o alegações de Raquel Varela, ao garantir que "o projecto do PCP incluía um capitalismo regulado, a manutenção de Portugal na NATO e da propriedade privada."


Pelo que se lê, o PC já ensaia a experiência chinesa pós-Mao.


Prosseguindo na mesma linha, a informação divulgada pelo Clube de Jornalistas menciona os contactos de Soares com os diplomatas ocidentais - ainda estão bem presentes algumas grandiloquentes bravatas, como aquela em que o então secretário-geral do PS garantia não querer ser o Kerensky português -, tentando muito justamente convencê-los acerca da necessidade de incluir o PC no governo provisório. É totalmente acertada a suposição dessa necessidade, pois a presença de Cunhal era essencial para o objectivo central da acção soviética no nosso país, ainda hoje não se sabendo se Soares seriamente considerou essa realidade. Como poderia evoluir a situação no Ultramar num sentido agradável a Moscovo, se ausente do executivo - e logo das cúpulas dirigentes das F.A. -, o PC não pudesse influir poderosamente nas decisões tomadas? Como foi então possível a tão rápida adulteração do programa do MFA e dos seus angélicos propósitos a respeito do pluri-continentalismo português, o fulminante liquidar de Palma Carlos e a escalada que permitiu o 28 de Setembro e a imposição da estranha personagem Vasco Gonçalves? Este consiste no aspecto essencial do papel reservado ao Partido Comunista e uma cuidadosa e necessária consulta aos arquivos soviéticos, talvez num futuro ainda distante poderá fazer alguma luz sobre todos os episódios então ocorridos. A pressão nas ruas para a rápida desmobilização e abandono do cenário africano, fez titubear Mário Soares que num daqueles normais acessos próprios dos acossados, transformou-se em campeão da "descolonização", facto que o próprio Cunhal abertamente lhe atiraria à face num debate na RTP. Freire Antunes poderia agora explicar a R.V. as movimentações americanas em Portugal e quais as verdadeiras razões para a política então prosseguida pelo PS e pelo seu mais notório dirigente. 

 

Em abono do Partido Socialista, há que considerar a atempada procura do auxílio nos seus parceiros da IS e sobretudo junto dos norte-americanos, quiçá os únicos capazes de reagir assertivamente àquilo que então Soares abertamente chamava de tentativa de reedição do "golpe de Praga". Era verdade, o caos reinava no governo, no Ultramar, nas ruas, na economia, nas forças armadas e providencialmente o PC fazia crer ser a única força política perfeitamente organizada para o país conseguir alguma ordem. Além do sempre patusco anti-emigrantes Georges Marchais, em Portugal desembarcava um J.P. Sartre que se fez fotografar empunhando uma G-3 - ele, o mais apático e incógnito francês dos tempos da ocupação alemã! - aconselhando os seus novíssimos admiradores a seguirem o natural curso dos acontecimentos. Alguns outros, talvez menos conhecidos mas nem menos fervorosos pela descoberta de um novo campo de acção, garantiam já um efeito dominó sobre o conjunto europeu ocidental. Como bem conhecido compagnon de route, Sartre ia dizendo logo após conhecer os "decepcionantes" resultados das eleições para a Constituinte, que ..."o que é essencial é o poder popular que está a formar-se. Esta assembleia não me inspira confiança: os partidos não colam a um movimento popular que pediria qualquer coisa. Os partidos em Portugal representam uma espécie de ligação estranha que não corresponde a nada. As fábricas em autogestão, por exemplo, são uma manifestação de massas muito mais entendida pelas Forças Armadas do que pelos partidos que se opuseram a elas." (in Libération 26-IV-1975). No essencial, parecem afirmações exactamente decalcadas de uma desbragada entrevista - de tal forma emotiva que logo tentaram negar a sua autenticidade - que Álvaro Cunhal concedeu a Oriana Fallaci, durante a qual o severo líder do PC  orgulhosamente afirmava: “nós, os comunistas, não aceitamos o jogo das eleições (...) Se pensa que o Partido Socialista com os seus 40 por cento de votos, o PPD, com os seus 27 por cento, constituem a maioria, comete um erro. Eles não têm a maioria. Estou a dizer que as eleições não têm nada, ou muito pouco, a ver com a dinâmica revolucionária (...) Se pensa que a Assembleia Constituinte vai transformar-se num Parlamento comete um erro ridículo. Não! A Constituinte não será, de certeza, um órgão legislativo. Isso prometo eu. Será uma Assembleia Constituinte, e já basta (...). Asseguro-lhe que em Portugal não haverá Parlamento (...). A solução dos problemas depende da dinâmica revolucionária; ao contrário, o processo democrático burguês quer confinar a revolução aos velhos conceitos do eleitoralismo (...) Democracia para mim significa liquidar o capitalismo, os monopólios. E acrescento: não existe hoje em Portugal a menor possibilidade de uma democracia como as da Europa Ocidental (...). É um facto indiscutível que Portugal actualmente se dirige para o comunismo. A única coisa que não posso dizer é que forma assumirá esse socialismo. Talvez devesse poder dizê--lo, dado que sou o responsável por um partido que que não foi derrotado, muito pelo contrário. Nós, os comunistas, querê-lo-íamos integralmente mas devemos ter em conta uma realidade muito complicada e muito contraditória. O nosso programa de um Portugal comunista está certamente sujeito a rectificações (...). Nunca vi uma revolução que se desenvolva sem o apoio dos militares ou de uma força militar. Veja Cuba. Como Castro não dispunha de um exército teve que fazê-lo. E nós, que dispomos de um exército já estruturado, devemos ignorá-lo? Acredite-me, sem armas não se consegue nada (...) O MFA não é comunista nem socialista. Trata-se de revolucionários diferentes dos tradicionais. Na realidade, ideologicamente, têm correntes distintas. Mas, é inevitável que nós os comunistas estejamos de acordo com eles, porque os seus objectivos são os nossos. E um desses objectivos é o poder político constituído por um elemento popular e por um elemento militar. Quem, senão os operários comunistas, as massas comunistas, esteve ao lado dos militares desde o 25 de Abril? As forças democráticas, os socialistas, juntaram-se a eles no último momento. Apenas desfraldaram as suas bandeiras depois da vitória deles". Tudo isto foi copiosamente corroborado na imprensa afecta, adoptando-se outros recursos como a constituição de grupúsculos de pressão - alguém ainda se lembra, entre muitos outros, dos SUV? - ou a sobrevalorização do papel institucional e dirigente do MFA, em claro detrimento e subalternização dos partidos políticos maioritários.

 

Mito será alguém sequer imaginar uma remota hipótese de algum dia o PC não ter pretendido o exercício do poder em Portugal. Teve-o, tomando conta de organismos estatais, fossem eles gabinetes nos ministérios, instituições culturais, uma boa parte da opinião publicada, poder local, etc. Tudo o que se passou durante um ano e meio de conturbados conflitos, ameaças e coacção sobre o todo nacional, indicam precisamente o oposto daquilo que o processo de branqueamento pretende fazer crer.

Há ainda que atender ao dogmatismo sovietista, bastante avesso a ímpetos daqueles a quem desdenhosamente chamava de "esquerdistas" e que em certo momento pareceram dominar as ruas pelo ruído e inconsequente radicalismo que chegou ao ponto de contaminar umas forças armadas, na sua maioria doutrinariamente nada dotadas para a oposição de qualquer resistência séria. O PC não podia admitir ver arrebatar a "liderança da revolução" por grupos considerados marginais. O PC tinha o primeiro-ministro Gonçalves, contava com um medroso presidente Costa Gomes - após o PREC e a sua saída de Belém, transformar-se-ia num típico funcionário de uma conhecida correia de transmissão soviética, o CP para a Paz e Cooperação -, contava com coniventes no Conselho da Revolução e sobretudo, tinha o país controlado pela bem real ameaça física que as suas "vanguardas" significavam. 

 

Raquel Varela poderá um dia involuntariamente acabar por reconhecer que a impossibilidade do "fazer a revolução socialista" não terá partido de Cunhal, mas sim do forçoso reconhecimento das realidades impostas pela geopolítica do momento e sobretudo, pela decisiva tutela que Moscovo exercia sobre o PC. A URSS sabia até onde podia pressionar  e já tinha, graças à acção do PC no governo e na tropa, obtido a totalidade do até então importante Ultramar português. A delimitação das esferas de influência - a Conferência de Helsínquia coincidiu com o PREC - mantinha na Europa o tácito status quo estabelecido com a potência americana. Num jogo infinitamente mais complexo, o PC pouco ou nada significava, para mais sabendo-se do escasso apoio popular com que podia contar. Se numa primeira fase da "revolução" foram visíveis os ataques ao direito de reunião da gente do PS, PPD, CDS e outros - chegando-se ao ponto de serem extintos por decreto alguns partidos políticos, proibindo-se outros de concorrerem às Constituintes -, o verão de 1975 mostraria quão frágeis eram as certezas de controlo do PC sobre uma população já então pouco atemorizada e que lhe deu generosa réplica. Decididamente, os portugueses lobrigaram nas urnas eleitorais, a lápide com a qual rapidamente puseram um ponto final à efémera, arrivista e irrepetível aventura.

 

Num derradeiro espasmo de sonhadas heroicidades de antanho, Varela sugere ter sido Cunhal o agente benfazejo que impediu a guerra civil. Se alguma vez entre camaradas cogitou essa bastante improvável hipótese, Cunhal terá então salvo in extremis o seu grupo, pois o desastroso resultado do conflito estaria de antemão garantido. Apenas quem não viveu no Portugal de 1975 poderá hoje minimizar a efervescência dos estados de espírito em todo o país e a repulsa que os não-comunistas  - mais de 85% do eleitorado - votavam ao partido soviético. A narradora contabiliza espingardas, amalgama "fuzileiros e operários" da Intersindical - sempre a vertigem pelo fiel cumprimento da cartilha de todos os mitos -, afirma "superioridades" militarmente bastante contestáveis e desanimadamente termina com a voluntária não-resistência do PC. Não houve resistência, mas tão só uma desistência e o salvar das aparências, aliás garantidas por Melo Antunes.

 

A Raquel Varela apenas faltou focar o factor chave e inoportuno: a esmagadoramente contrária vontade popular.  

 


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publicado às 01:02


39 comentários

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De dfr a 18.02.2013 às 02:18

"E acrescento: não existe hoje em Portugal a menor possibilidade de uma democracia como as da Europa Ocidental (...)."

No que inteiramente acertou.
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De zeca marreca a 18.02.2013 às 11:17

Na foto de cima apagaram um edificio, no canto superior direito!
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De Anónimo a 18.02.2013 às 11:53

Hummmm, parece-me que não apagaram. A fotografia superior foi cortada à direita, enquanto na retocada a paisagem está mais composta. O saneado não é um miúdo. É Iezov, o sanguinário anão que mandava no NKVD. 
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De zeca marreca a 18.02.2013 às 12:49

Nã,o reparei. Só reparei no edificio, que terá sido apagado por ser contra-revolucionrio.
Nestas coisas sou mais ou menos como o autor do post, não reparo no essencial, tal e qual a adulterada entrevista da Oriana Fallaci, prontamente desmentida por Cunhal, em que se baseia todo o argumentario deste post. É que Cunhal podia ser muita coisa, mas desbocado não seria certamente...
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De René Teixeira a 19.02.2013 às 17:09

A Oriana utilizou um gravador de cassetes. O Cunhal fartou-se de falar e naquela altura andava todo contente, pensando ter sa situação no seu saco. Agora os seus descendentes dizem que "é mentira!"  A chatice é que não é. 
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De zeca marreca a 19.02.2013 às 23:25

Tinha gravador. Pronto. Contra dogmas de fé não adianta argumentação racional alguma! É isso!
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De jojoratazana a 18.02.2013 às 16:02

Bom post bem construído, na linha romancista tão do agrado do autor.
Que aposta apenas na mentira, provas do que afirma?
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De Isabel Moreira a 18.02.2013 às 17:36

Não parece nada romanceado. O que agora a CDU quer após duas gerações, é contar o que se passou segundo os seus interesses. Nem vale a pena perder-se muito tempo em entrevistas. Basta irmos às bibliotecas e pesquisarmos os jornais da altura. Os discursos do Cunhal estão lá todos. A RTP também abarrota de provas indiscutíveis. Eles pensaram mesmo que tinham hipóteses e depois do desastre dos 12% nas eleições para a assembleia constituinte, fizeram um último esforço. 
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De jojoratazana a 18.02.2013 às 18:05

Dona Isabel , a CDU?
Mas eu não me admira, que a senhora acredite em tudo o que está escrito.
Ainda deve de acreditar tal como o autor do post, que o Costa Martins fugiu com o dinheiro do dia de trabalho para a nação.
Já agora aproveite vá ás bibliotecas aos jornais da altura, e veja o que se escreveu na altura.
Aliás os malandros são os mesmo, só que mudaram de esquina.
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De zeca marreca a 18.02.2013 às 19:07

Sem dúvida, essa dos interesses historiograficos da CDU são de mestre!
Cá vamos nós, cantando e rindo, Isabel... e dando vivas à liberdade!
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De João Pedro a 19.02.2013 às 00:11


Mas desde quando é que liberdade e comunismo, coisas absolutamente antagónicas, casam uma com o outro?
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De zeca marreca a 19.02.2013 às 09:43

Liberdade e comunismo têm a mesma relação que "João Pedro" e "articular 2 ideias". 
Isto é só especialistas em retórica...
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De Reborn Teixeira a 19.02.2013 às 15:25

"Liberdade e comunismo" têm  a mesma relação que uma ejaculação no cu poder fazer alguém engravidar. 
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De zeca marreca a 19.02.2013 às 23:26

Não foi assim com a virgem maria?
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De João Pedro a 21.02.2013 às 19:27

Tendo em conta o seu estilo piadético, o seu problema deve ser o de perceber idéias, quanto mais articulá-las.
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De zeca marreca a 23.02.2013 às 23:04

Joãozinho,
Mas desde quando é que João Pedro e inteligência, coisas absolutamente antagónicas, casam uma com o outro?



Esta afirmação é tão valida formalmente como a sua. Perebe agora a sua própria vacuidade?
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De João Pedro a 24.02.2013 às 15:28

Zequinha, vacuidade são as suas chalaças ao longo da caixa de comentários, a começar pela negação da veracidade da entrevista do Cunhal. É tão bom dizer que o que não nos convém "é mentira" sem fontes credíveis, não é? O Pravda é que tinha esse curioso costume, negando que 2no inferno capitalista" se vivia melhor do que no "paraíso socialista".
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De zeca marreca a 25.02.2013 às 14:27

Sim... e argumentos? Não? A entrevista foi verdadeira, mas repudiada pelo seu autor no dia em que saiu? Você não têm  noção do ridiculo ou é real bobo por  convicção e vocação?
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De João Almeida a 18.02.2013 às 17:40

Não nos devemos espantar com este tipo de "estoriadores",nascidos após 74,sem qualquer vivência do momento,posteriormente envenenados pelo pensamento imposto da "esquerda degradante"deliberadamente,para dessa forma minar toda a estrutura social,familiar,económica e sem qualquer dúvida,escolar( o nivelamento por baixo).
A isto e por causa disto adiciona-se o facto de se formarem historiadores,sem lhes ensinarem o primordial pilar-a máxima isenção e honestidade possível!
Podem doutourar-se,mestrar-se,professorar-se pelas melhores escolas do mundo,mas nunca serão aquilo que pretendem ser.
Um abraço.
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De zeca marreca a 18.02.2013 às 19:09

Claro que sim... desde que não seja viscondes, não passam de "Sra. Dona"... merito tem-se no sangue, essas coisa da avaliação por pares et al... Alías só os morgados pecebem de historia!!!
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De Carlos Velasco a 19.02.2013 às 19:52

Só sei que os viscondes de hoje são uns certos filhinhos da mamã que brincam aos revolucionários e depois, quando ficam doentes, não hesitam que a mamã médica use as suas cunhas para ficar com um quarto privado no Hospital, provavelmente às custas de um velhote que não tem a vantagem de ser um héroi do povo.
Escrevem em blogues famosos, "x dias" por semana, a pedir uma revolução, e fazem comentários sob o anonimato em blogues de inimigos do povo, ou seja, gente que vive do próprio trabalho, com o dinheiro contado e não quer o cargo de grande líder. 
Uma coisa é verdade. Do nosso lado, podemos ser confundidos com velhos aristocratas pois sabemos comer com talher...
Da próxima que usares um pseudónimo para te esconderes, ao menos tenta escrever num estilo diverso daquele que usas no bloguezinho do teu clube;)

P.S: Como vai a perna? Aquela fractura causada pela queda no quebra-costas deve causar dor durante o inverno.
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De Anónimo a 19.02.2013 às 23:27

OK!
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De Carlos Velasco a 18.02.2013 às 18:10

Nuno,

Sinto cheiro de pólvora no ar. Essa aí não faz parte da esquerdinha malcheirosa. Vou arranjar o livro para estudar o que lá está e preciso da sua orientação pois poucos conhecem essa época como você. Confesso que estou intrigado. Mais não posso dizer por enquanto.

Um grande abraço.
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De Carlos Velasco a 18.02.2013 às 18:26

 P.S: Para quando se faz uma desratização na caixa de comentários do blogue?
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De zeca marreca a 18.02.2013 às 18:58

Desratiza filho, desratiza,
assim, sem contraditório, as mentiras passam melhor. Desratiza pá, desratiza! Para ratas de sacristias bastam as nossas, pá. Desratiza filho!
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De Ku-Inhál a 18.02.2013 às 22:45

Quando o blog passar a ser do PC, de certeza haverá desratização. Censura em barda é o que dá lá para aquelas bandas! O que vale é que mais uns vinte anos e o assunto fica resolvido.
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De jojoratazana a 18.02.2013 às 23:09

Meu querido 

Ku-Inhál


No blog do perigoso comunista que eu sou, não existe censura, qualquer um é livre de comentar o que quiser.
Isso de censura era no tempo do botas, como se podem ver pelos comentários dos seus apaniguados que por aqui passam.
jojoratazana : Apenas por viver no meio de tantos ratos.
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De Carlos Velasco a 19.02.2013 às 00:14

Se um piloto desse ouvidos a qualquer indivíduo convicto de que basta alguma experiência com simuladores aéreos para pilotar um avião, dificilmente chegaria ao destino em segurança.
Mais grave é quando falamos de algo que implica a segurança de milhões de pessoas ao invés de algumas dezenas ou centenas, como é a política. 150 milhões de assassinatos de civis inocentes num século foi o resultado desse erro pueril.
Suum cuique. Há quem nasceu para manejar uma foice, há quem nasceu para manusear um martelo, há quem nasceu para tocar flauta e há uns poucos que nasceram para fazer uma cidade alcançar a grandeza.
Longe de mim achar que sou um estadista, mas ao menos sou suficientemente esperto para não dar ouvidos a tolos e desejar os psicopatas longe do poder.
Infelizmente, nos dias que correm, essa qualidade parece ser bem rara. O tempora! O mores!
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De jojoratazana a 19.02.2013 às 01:12

Sr. Carlos Velasco, sou um homem livre, comunista, democrata, dos que não tiveram medo de lutar pela realização do 25 de Abril.
No meu caso na Guiné, longe de mim pensar que no meu país passados tantos anos, os discípulos de salazar continuassem a praticar a censura, como é o caso de V. Exa, no seu blog.
De psicopatas, espertos e democratas como o senhor, estamos falados. 
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De Carlos Velasco a 19.02.2013 às 01:40

Jojoratinha,

Não precisa se justificar para mim e fazer resse teatrinho ridículo. Quanto à Guiné, tenho família por lá e ela foi testemunha do que freedom fighters como os senhor fizeram a uns comandos portugueses que tiveram o azar de nascer com a pele errada. Vocês entregram companheiros de armas a inimigos para serem fuzilados e isso faz de ti um cúmplice num assasinato de massa.
Devias ter vergonha nessa cara pois não passas de um traidor da tua pátria que merece um cuspe no focinho.
Podes simular autoridade moral para os putos que vestem camisas do Che mas para mim, e para qualquer homem com coluna vertebral e honra, és um verme desprezível.
Volta para a tua caverna e deixa de invadir a casa dos outros. Não tiro o teu direito de escreves merdas no teu espaço mas no meu (O Gládio) não permito que gente como tu escreva ou opine.
Estamos falados.   
 
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De jojoratazana a 19.02.2013 às 02:27

Vómito de Carlos Velasco.
Lixo não.
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De zeca marreca a 19.02.2013 às 09:40

"merece um cuspe no focinho"
Com essa elevação lexical vocemercê deve ser aristocrata!
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De Carlos Velasco a 19.02.2013 às 09:53

Não sou aristocrata, mas jamais tratarei bandidos e covardes que se escondem por detrás do anonimato com o mesmo respeito que trato o meu rei.
Mas compreendo que para quem anda na companhia da escumalha isso é algo difícil de se compreender e impossível de se praticar.
É o igualitarismo da pocilga...
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De Reborn Teixeira a 19.02.2013 às 17:11

LOLOL, não te esqueças de estares a falar com gente que na guerra de África era a favor dos inimigos do seu país. Podiam consultar o manual de Estaline e ficariam a saber o que ele reservou aos russos e ucranianos que se colocaram ao lado do general Vlassov e dos alemães. 
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De Carlos Velasco a 19.02.2013 às 19:40


Pois é, Reborn (parece que não sou apenas eu que sinto um cheiro de covardia e falsidade no ar), bem lembrado.
Sabe como é essa gente. Tem sempre mil razões para mandar matar quem faz frente a eles e justificar as contradições da sua acção, fructo do seu egoísmo cego.
E já que falamos em História (Estorieta é com eles), lembremos outro episódio contemporâneo desse onde o contrário do que se passou na Rússia foi practicado sem nenhum pudor.
"Parece" que um famoso monárquico conservador, como nós, andou a lutar contra o invasor nacional-SOCIALISTA na Jugoslávia enquanto um certo  "herói anti-fascista" seguia à letra o pacto Molotov-Ribbentropp, colaborando até em limpezas étnicas até que o seu chefinho foi enganado pelo socialista alemão com o bigode à Groucho Marx.
Depois da guerra, o fundador do "socialismo com uma face humana" não hesitou em mandar fuzilar o monárquico conservador por "colaborar com o inimigo fascista". De traidor passou a herói da resistência, quando na resistência, por um acidente histórico, não fez praticamente nada a não ser receber auxílio dos ingleses, se preprar para massacrar os monárquicos e inventar estorinhas (lembra a situação da China, não?).
Enfim, esses vermelhos são uns filhos da puta e não merecem nenhum respeito.
  
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De zeca marreca a 19.02.2013 às 23:37

Teixeira, vocemerce confunde ocupantes com ocupados, colonizadores com colonizados, exploradores com explorados, patriotas com colaboracionistas. Por isso sai asneira!


Velasco, mais revisionismo histórico não! Isso é mentira e nem precisa de estudar muito. Baste ir à wikipedia! Os monarquicos sempre foram uns mariquinhas, ou viravam colaboracionistas ou fugiam para o Brasil. Aguentar a bronca sempre foi mais coisa de comunas!
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De Pedro Matias a 20.02.2013 às 00:12

Viu-se. Fartaram-se de dar porrada nos bufos e controleiros do Afonso Costa e acabaram por fazer cair aquela merda em 1926. Em França, os comunistas ficaram caladinhos que nem ratos quando os alemães atacaram e obedecendo ás directivas da mãezinha russa, sabotaram centenas canhões na Creusot, tanques na FCM e na Renault e abertamente colaboraram com os ocupantes até 1941. Enquanto isso, os generais Giraud, Leclerc e De Lattre de Tassigny (monárquicos), chefiavam com De Gaulle a resistência francesa. Em Espanha, os monárquicos foram os primeiros a tratarem da saúde aos brigadistas que acabaram por gloriosamente fugirem com o rabo entre as pernas. Na Alemanha, foram os únicos que enfrentaram Hitler, colocando-lhe uma bomba sob a mesa e por isso mesmo arrasados pela SS, enquanto ex-camaradas do PCF lutavam ao lado dos alemães na divisão Charlemagne (Jaques Doriot, por exemplo). Na Grécia deram-vos uma grande coça logo após a II Guerra Mundial. Na Hungria conduziram o levantamente de 1956 e rebentaram com todas as estátuas de Lenine e do bandido Stalin e apenas foram vencidos pelos tanques russos que acabaram por liquidar milhares de populares nas ruas de Budapeste. Quando a besta caiu, a primeira coisa que os russos, húngaros, sérvios, montenegrinos e búlgaros fizeram, foi restaurar as bandeiras e os escudos monárquicos como símbolos do país.
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De zeca marreca a 20.02.2013 às 14:24

Você não têm mesmo coluna vertebral, pois não. É que todos, mas mesmo todos os factos que apresentou são uma descarada mentira. Quem quiser que o ature! Só acho é que você tem de se decidir ou é fascista, ou não. Se é assuma Mussulini. Se não veja lá o franco...
 Agora o chorrilho de mentiras desde o "comunista" da Legião Anti-Bolchevique que invadiu URSS à insurreição monarquica na Hungria, passando por "Na Alemanha, foram os únicos que enfrentaram Hitler"...
A sério, você é aristocrata? foi por isso que ficou assim? Olhe que essas coisas de se ser filho da prima do pai, consta que não resultam muito bem...
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De Anónimo a 20.02.2013 às 00:25

Essa gaja também deve querer andar de Rolls Royce como o Lenine, ou então ter 50 carros na garagem como o Brejnev. O povo que s'a lixe, como de costume. 
http://www.sptimesrussia.com/index.php?action_id=2&story_id=15715

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