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Do leitor e comentador Rui Sousa:


«O que me preocupa neste momento é o total desprezo e tentativa de branqueamento que muitos elementos da direita estão a dar a esta manifestação. Eu próprio sou de direita. Votei no PSD nos três últimos actos eleitorais, fui um dos que elegeu Cavaco Silva para Presidente. Mas estou cada vez mais descontente com o rumo do País. Fui ontem à manifestação, encontrei dezenas de pessoas que são ou foram militantes do PSD e CDS e que conheço há vários anos. Pôr em causa um acto de cidadania por estarem menos de 180 mil e não 500 e tal mil pessoas, como alguns cronistas do Insurgente estão a fazer, é de uma demagogia atroz. Foi a primeira vez que estive numa manif. Fui pedir compreensão pelo futuro dos meus filhos. Já nem peço pelo meu, que ainda me vou desenrascando na vida. Não foi uma manif. do PCP, da CGTP ou do Bloco. Foi das pessoas que estão preocupadas com o futuro do País, e que gostam demasiado dele para o verem morrer a cada dia que passa.»

publicado às 12:42


8 comentários

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De Miguel Madeira a 03.03.2013 às 13:03

Eu diria que a "contagem" de cabeças em manifestações é mais relevante duma perspectiva "ordinal" do que "cardinal". Isto é, quando os organizadores de uma manifestação dizem que teve 5000 pessoas, eu não confio muito que tenham estado realmente as 5000; mas de certeza que esteve mais gente do que numa manifestação cujos organizadores tenham "contado" 3000.
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De Fernando Melro dos Santos a 03.03.2013 às 13:34

Eu mantenho o que tenho dito nestes últimos anos: nenhum povo resistiria à sucessão mortífera de bombardeios sobre o intelecto, senão vejamos. PREC. Dinheiro a cair do céu. Guterres e a paixão laxista. Sócrates com equivalências ao 12º a troco de escritos sobre frigoríficos. A mim importa mais que em 44 entrevistados nem um tenha mostrado individualismo, isto é, que todos os 44 tenham revelado ansiar por mais Estado. 
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De Rui Sousa a 03.03.2013 às 14:03

Mas essa é uma visão algo distorcida da realidade. Os rios de dinheiro começaram a chegar no governo de Cavaco Silva. Nesse período, final dos anos 80, viveram-se os melhores tempos da vida económica nacional. Modernizou-se o país, construíram-se auto-estradas, etc. e tal. Os governos seguintes, pensando que a torneira não se fechava, continuaram a seguir o mesmo modelo de Cavaco Silva. Por isso, não se pode estar sempre a dizer que a culpa é do Prec, dos Comunistas, da Esquerda. A direita - aquela em que continuo a acreditar, apesar de tudo - teve também a sua culpa. Por ter engordado o Estado. Por ter engordado as famílias. Por ter rebentado com a agricultura e as pescas. A reforma de um estado não pode ser feita numa legislatura de 4 anos, olhando mais para o papel da Troika do que para os dados do Eurostat ou do INE. Com um desemprego de quase 18%. Fazendo negócios para construir casas na Argélia, que apenas beneficia algumas empresas de construção civil, mas impedindo a iniciativa privada nacional em outras áreas de nascer e trilhar o seu caminho, sufocando-a à nascença.
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De Fernando Melro dos Santos a 03.03.2013 às 14:04

Rui, estou aqui estou a convidá-lo para um projecto.
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De Tiro ao Alvo a 04.03.2013 às 19:42

Rui, compreendi o que quis dizer e parecem-me justos os seus receios.
Relativamente aos "rios" de dinheiro que vieram quando o Cavaco era 1º ministro, aconselho-o a informar-se melhor, por que, se naquela altura vieram "rios" de diunheiro, no tempo do Guterres vieram "mares".
Quanto à melhoria do nosso nível de vida, pode informar-se bem consultanto a "pordata", base de dados muito útil e relativamente amiga dos utilizadores.
Passe bem.
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De João Pedro a 03.03.2013 às 17:10

A preocupação com os números começou com os próprios organizadores, que deram logo um número claramente sobrevalorizado. Obviamente que depois têm de contar com a consequente crítica e contraprova (que veio do Público, não exactamente um jornal próximo do governo). Esperemos pelos da polícia, e a dimensão real estará algures entre os dois. De qualquer modo, estava muita gente, mas tenho a impressão de que menos do que em Setembro (no Porto esteve com certeza menos, e a té do que na manifestação da "Geração à Rasca", há dois anos).
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De jose silva a 03.03.2013 às 19:03


Não aprecio o rumo da barca, mas não vamos lá com manifestações... Começaremos o caminho se exigirmos responsabilidade a todos.


Senão vejamos, dados daqui:


[1] - Os que podem votar: 9 624 354
[2] - Os que votaram:        5 585 054
[3] - Os que foram ao wc: 4 039 300 (que número redondo!!??) [1-2]




[4] - Os elegeram este Governo: 2 813 069
[5] - Os queriam outro Governo: 2 543 543
[6] - Os que fizeram a diferença:    269 526 [4-5]


[7] - Os que não votaram neste governo: 6 582 843 [3+5]


E uma carneirada torna-se legitima se ultrapassar [6], os que podiam ter mudado a coisa? ou maior que [4]?
Ou ainda maior que 50% de [1]?


Pois, não sei...




(original)
http://insidiis.blogspot.pt/2013/03/concentracoes-de-quadrupedes-bicefalos.html
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De Anónimo a 03.03.2013 às 22:27

1- As pescas e a agricultura foram entregues na negociação de adesão. Por soares, o corrupto que encheu as ruas de cartazes a dizer "Conseguimos! Portugal na CEE. PS". Foi na negociação da adesão e foi bem pensando, a primeira proposta de delors previa a transferência de soberania do mar português para a cee. O que esperar dum negociador-mor, corrupto, maçon e que se gaba de nunca ter estudado os "dossiers" (relembrando a transferência de soberania que, o mais recente corrupto afrancesado fez, a coberto do tratado de Lisboa, relativa aos direitos sobre os organismos biológicos que venham a ser descobertos nas águas da plataforma continental e que justificou com distracção - antigamente experimentava-se se os traidores sabiam voar, duma janela alta, para lhes dar tempo de poderem aprender).

2 - Obviamente que quem desvaloriza logo a manifestação é quem, primeiro e por própria iniciativa, mente descaradamente sobre o número de pessoas presentes. Se achassem importantes, relevantes, as pessoas que lá estavam, não precisavam de multiplicar o número por cinco, mentido descaradamente. Tentam confundir a realidade com os seus desejos, precisamente porque a realidade não lhes chega.

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