Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Assim vai o Mundo

por João Quaresma, em 05.03.13

row-chinese 

Após três anos consecutivos a aumentar as despesas militares, a China anunciou hoje um novo aumento, desta vez de 10,7%.

Se um aumento desta proporção já é qualquer coisa de extremamente invulgar em tempos de Paz, naquele que é o segundo orçamento de defesa do Mundo é simplesmente gigantesco. E mesmo que os EUA gastem seis vezes mais que a China, a desproporção é muito menor se tivermos em conta que o armamento chinês é incomparavelmente mais barato que o norte-americano (enquanto que o nível tecnólogico já é equivalente em muitos domínios) pelo que a Pequim é muito mais barato armar-se do que a Washington. E a intenção da China é, claramente, de rivalizar com os EUA, sobretudo no domínio naval inclusive no Atlântico.

Em contraste, há perto de um mês, a Marinha dos EUA cancelou o envio de um porta-aviões para o Médio Oriente dois dias antes da data marcada por... falta de orçamento. Nem a mais patética ficção de Hollywood alguma vez imaginou uma situação como esta. Assim vai o Mundo.

publicado às 22:53


6 comentários

Sem imagem de perfil

De joão a 05.03.2013 às 22:58

Mas há uma diferença fundamental: o exército popular de libertação investe para, como o próprio nome indica, defender o povo e a democracia, como o camarada Jerónimo decerto poderá explicar. Na América investe-se para espalhar o imperialismo e assassinar presidentes eleitos democraticamente pelo povo.
Imagem de perfil

De João Quaresma a 06.03.2013 às 01:30

São dois impérios, cada um à sua maneira, e cada um com as suas virtudes e defeitos.
Imagem de perfil

De Nuno Castelo-Branco a 06.03.2013 às 00:22

Não sei é se mais tarde ou mais cedo, os senhores da Rússia entenderão o que eventualmente os espera. basta olharmos para o mapa. 
Não me admiraria demasiadamente se ao longo dos próximos anos tentassem melhores relações com os EUA. A menos que já se tenham entendido com os seus camaradas chineses, claro...
Imagem de perfil

De João Quaresma a 06.03.2013 às 01:38

A seguir ao fim da Guerra Fria houve uma "entente" de não-agressão entre chineses e russos, que convinha a ambos os lados. E a rivalidade entre chineses e americanos convém à Rússia porque assim desvia as energias chinesas para longe das suas fronteiras. É certo que o relacionamento CH-RU já foi melhor, e RU-EUA já foi pior, mas não estou a ver grandes problemas por esse lado a menos que a rota marítima do Ártico (que interessa e muito à China) comece a ganhar verdadeira expressão. E à Rússia não interessa aproximar-se muito dos EUA justamente para não causar desconfianças aos chineses.
Imagem de perfil

De Nuno Castelo-Branco a 06.03.2013 às 11:48

A ser assim, talvez os dirigentes de Pequim se resolvam a fazer algo quanto a uma certa histeria que se apossou de muita da sua gente, contaminando uma população que começa a sonhar de uma forma tal que se parece cada vez mais com os japoneses dos anos 30. A Sibéria, os mares do sul, a Indochina, eis alguns dos destinos daesta nova reedição da "esfera de co-prosperidade". Os russo que estejam atentos. Os investimentos nos países produtores de matérias primas - África e América do Sul , os acordos comerciais com a Europa e os EUA, serão algo de normal a que os ocidentais se habituaram ao longo de séculos, mercê da sua própria história. Outra coisa será a prática feudalização do Nepal, o avanço para o controlo das nascentes de água nos Himalaias, o recrudescer da rivalidade com a Índia - novamente uma "nossa aliada" -, a suserania sobre o sudeste asiático, as péssimas relações que intencionalmente vai cultivando a sul - Filipinas, Indonésia -, etc, etc. 
Sem imagem de perfil

De Rita Carreira a 06.03.2013 às 16:01

O mais fascinante na vossa discussão é que nem se menciona a União Europeia. Como é que a UE que controla 25% do PIB mundial não tem capacidade militar própria e depende militarmente dos EUA?

Não sei se o aumento de despesas militares da China é muito preocupante. A China depende do resto do mundo, especialmente do consumidor americano e tem grande parte das suas reservas investidas nos EUA, logo não faz sentido que seja uma ameaça para os EUA. Acho que as vítimas potenciais das despesas militares da China são outros países da Ásia ou os próprios chineses, mas o que eu acho mais provável é que sejam os próprios chineses.

Comentar post







Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2007
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D

Links

Estados protegidos

  •  
  • Estados amigos

  •  
  • Estados soberanos

  •  
  • Estados soberanos de outras línguas

  •  
  • Monarquia

  •  
  • Monarquia em outras línguas

  •  
  • Think tanks e organizações nacionais

  •  
  • Think tanks e organizações estrangeiros

  •  
  • Informação nacional

  •  
  • Informação internacional

  •  
  • Revistas