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Nele se colhem flores de poesia.

por Cristina Ribeiro, em 06.03.13
Num solitário vale, fresco e verde,

Onde com vela doce e vagarosa

O Vez, no Lima entrando, o nome perde,

 

Numa tarde rosada, graciosa,

Quando no mar seus raios resfriava,

O Sol, deixando a Terra saudosa:


Ouvi uma voz triste que soava

Tão brandamente ali, que parecia

Um rio que com outro murmurava


O gado, que do campo recolhia,

Deixando nele, por entre a espessura

Me fui chegando à triste voz que ouvia.


Vi Tirse e Melibeu, que na verdura,

Entre bastos salgueiros escondidos

Choravam duras mágoas com brandura.


Nesta nossa ribeira ambos nascidos.


..................................................................

.........................................................................


Os versos destes dois tristes pastores


       Diogo Bernardes, « Limiano »





Do lado direito corre o rio que os viu nascer, estava-se no século XVI; ao Poeta do Lima, Diogo Bernardes, e ao Poeta frade da Arrábida, Agostinho da Cruz, irmãos que do pai haviam herdado o sobrenome Pimenta. E, sorte diferente de outros grandes Mestres, Ponte da barca, agradecida, não os esqueceu. Um jardim na sua sala de visitas, logo atrás do Pelourinho, símbolo da liberdade municipal, foi-lhes dedicado. O Jardim dos Poetas.








publicado às 19:37


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