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Gratos sim, mas podia fazer melhor.

por Cristina Ribeiro, em 08.03.13
" ... desde os primeiros anos da minha vida, naquela fase em que, para o bem ou para o mal, a nossa imaginação de criança é marcada por tudo o que ouve e por tudo que nos rodeia, tenho gravado na memória o relato que faziam os meus pais e o meu professor sobre o estendal de humilhações e desgraças que Portugal, antes de 1926, sofreu. Éramos o protótipo dos países à deriva, sem rumo, sem crédito, sem trabalho, a não ser o escravo, pago miseravelmente, de 16 e mais horas por dia...
Previdência social nem se falava e o fim taxativo dos trabalhadores era em bandos, que os meus olhos de criança ainda viram, com um pau às costas e um saco dependurado, percorrer em determinados dias da semana, a esmolar uma côdea de pão...
O país já não tinha capacidade de reacção, e a vergonha desapareceu por completo destas paragens.
Ausência total de estruturas e infra-estruturas: estradas, portos, hospitais, escolas, barragens, refinarias, indústria transformadora e pesada, tudo nos faltava, e, como corolário de tudo isto, uma moeda miserável, que ninguém aceitava - vivíamos em clima de bancarrota...
Estávamos, literalmente, no último degrau. (...............................................................................................................)
Em 1926 faz-se a revolução de 28 de Maio, e o problema da ordem na rua começa a resolver-se, mas logo veio ao de cima a incompetência governativa dos militares, em que as excepções só confirmam a regra... ( ... ). 
Até que surge o homem! De origem humilde mas honesto e competente. Era sério e infundia confiança. O povo confiou nele. Prometeu vida difícil, mas como única solução.
Afirmou, textualmente, saber " o que queria e para onde ia "; e o certo é que transformou um país ingovernável em terra disciplinada e progressiva, que, não sendo rica, já não nos envergonhava, pelo que nos podíamos orgulhar, de novo, de ser Portugueses.
E não me venham dizer que o não aceitavam, pois vi com os meus olhos de criança de sete anos, em Maio de 1936, na cidade de Braga, o delírio com que uma enorme vaga de povo humilde o recebeu e saudou.
Quatro anos mais tarde, em Guimarães, por altura das festas dos Centenários, testemunhei, senti, o calor humano com que multidões o receberam e ovacionaram. ( ... )
Faz-me pena, e revolta-me, ver, não a gente nova que não sabe - embora devesse saber! -, mas os da minha geração - até bispos da 
minha Igreja! -, que têm obrigação de avaliar quanto devem a esse homem... ".

Também acho, Pai, que lhe devemos estar muito gratos, mas para que Salazar fosse maior ainda, deveria saber o momento certo de devolver o poder a quem de direito. Como escreveu o Seu admirado conterrâneo Alfredo Pimenta, numa das cartas que endereçou a Caetano Melo Beirão, e que só pude ler graças a Si, " Para mim, houve um instante particularmente propício para restabelecer a nossa tradicional Monarquia e que oferecia todas as vantagens - internas e externas: durante a guerra, quando o país inteiro, em paz, decorriam as festas dos dois Centenários, tinha diante dos olhos a evocação viva, a todos os aspectos, da obra dos nossos Reis "...

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publicado às 19:05







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