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"Navio ao fundo"

por Samuel de Paiva Pires, em 10.03.13

Alberto Gonçalves, Navio ao fundo:

 

«Não haja dúvidas. Sempre que um governante comete uma alusão à gesta dos descobrimentos, à epopeia marítima, às gentes que deram novos mundos ao mundo e aos sonhadores que viram para além do Bojador, é certo que o sujeito ficou sem argumentos ou nunca os teve logo de início. O recurso ao patriotismo, para cúmulo se "fundamentado" em proezas remotas, é um sinal manifesto de abdicação. Invocar Vasco da Gama para compensar as massas do saque fiscal é tão pertinente quanto isentar os gregos da loucura despesista mediante referências a Aristóteles. Trata-se de um logro e, pior, de um aviso: quando o habitualmente circunspecto dr. Gaspar adopta a veneração das glórias do passado é lícito recear que até ele percebeu a miséria do presente e desistiu de remendar o futuro.»


As histórias do Dr. Soares:


«Não sou monárquico, mas dado o gabarito dos nossos republicanos praticamente não sobra alternativa. (...)


Agora a sério, é rara a semana em que o dr. Soares não se esforce por provar que a sabedoria da idade é uma força de expressão e, com frequência, uma completa patranha. Nesta e noutras questões, a pergunta que se impõe é: o dr. Soares pretende enganar quem? E a resposta é: descontados três ou quatro fervorosos da Carbonária, provavelmente apenas a si próprio. Por mim, gosto que a imprensa corra a ouvi-lo a pretexto de diversos assuntos, e só lamento que não o faça a pretexto de todos.»

publicado às 13:04


1 comentário

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De Carlos Velasco a 10.03.2013 às 14:04

Samuel,


Não há nada como invocar o passado, mas é preciso saber fazê-lo. Dá o que pensar lembrar que a gesta dos descobrimentos, acontecimento que não apenas foi significativo para nós, mas abriu uma nova era mundial, o que não é pouco, especialmente para um nação tão pequena como Portugal, foi realizada sob o comando de um estado que não era centralizado (lembremos o foralismo, limitado pelo absolutismo e destruído pelo liberalismo), arrecadava em impostos algo que não superava 4% do PIB da altura e empregava umas centenas de funcionários numa nação com cerca de 1,3 milhões de habitantes.

Quanto ao filho da puta do gasparzinho, não passa de um pau mandado dos bancos internacionais cuja função é garantir que os juros arrancados de Portugal estão ao nível máximo que a economia aguenta e que a dívida continue a crescer para que um dia sejamos obrigados a entregar tudo o que sobrou, nomeadamente a ZEE. Noutros tempos, não temo dizer, seria enforcado (fuzilamento é para homens).

Um abraço.

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