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Carta Aberta ao Director-Geral da Autoridade Tributária

por Fernando Melro dos Santos, em 14.03.13

Exmº Senhor

José António Azevedo Pereira

 

É com grave assombro que constato, nesta data e pela primeira hora da alvorada, ter recebido uma vez mais, e contrariamente às solicitações que previamente remetera ao encontro da atenção de V. Exª, uma mensagem de correio electrónico não solicitada, vulgo spam, oriunda da entidade por V. Exª tutelada.

 

Reza conforme se segue o teor deste último atentado ao meu direito de tranquilidade, ora corrompido pelos actos da entidade por V. Exª comandada, numa verdadeira bacanália apenas comparável ao terrorismo dos Estados que em tempos, por detrás da Cortina de Ferro, caçavam até à exaustão aqueles que de facto lhes pagavam a existência, tal como aqui eu e os meus concidadãos pagamos a Vossa.

 


Exmo.(a) Senhor(a),

FERNANDO MELRO DOS SANTOS

xxxxxxxxx

Já pode consultar no site e-fatura (www.portaldasfinancas.gov.pt), as faturas relativas ao mês de janeiro em que solicitou a inserção do seu Número de Identificação Fiscal (NIF) como adquirente, e que as empresas emitentes comunicaram à Autoridade Tributária e Aduaneira (AT).

A legislação em vigor estabelece que as empresas comunicam à AT as faturas emitidas, até ao dia 25 do mês seguinte, podendo os consumidores consultar e recolher as que estão em falta a partir do dia 1 do segundo mês seguinte.

Caso constate a falta de alguma fatura emitida com o seu NIF e que tenha em seu poder, pode inseri-la no sistema a partir de agora.

Até agora mais de 440 mil consumidores já inseriram faturas no Portal das Finanças.

Muito obrigado pela sua atenção.

Com os melhores cumprimentos,

O Diretor-Geral

José António de Azevedo Pereira


Acalento conforme já expressei o maior repúdio pela ingerência do Estado, em V. Exª corporizado, nos assuntos que ao meu quotidiano dizem respeito.


Acrescem a esta sensação de abjecta náusea três condimentos que não posso deixar de partilhar com V. Exª, a saber:


- eu não sei o que são "faturas", termo que parece aludir à grafia do termo "factura" adoptada unilateralmente por Portugal num pseudo-acordo bacoco e provinciano que os demais mutuários foram rejeitando paulatinamente


- por quem me toma o senhor ao sugerir a minha licantropização em chibo do Estado, quando bem sabemos que nada, repito NADA da colecta fiscal vai parar onde deve, sendo perdida nos incontáveis orifícios que os canais de distribuição estatais tão astuta, sagaz, copiosa e consanguineamente criaram para si mesmos?


- a legislação em vigor, como muito bem escreveu ontem o digníssimo procurador-adjunto Pinto Nogueira, é feita com o fito sistemático de onerar quem produz com o sustento cíclico e voraz de quem se acoita no Estado; para isto não dou um segundo do meu tempo. 


Assim, uma vez mais rogo a V. Exª, cesse o envio de correspondência deste teor abusivo para a minha caixa de correio.


Bem haja.


fms

publicado às 07:28


5 comentários

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De Armindo Matos a 14.03.2013 às 09:34

Monumental. Posso copiar em caso de necessidade?
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De Fernando Melro dos Santos a 14.03.2013 às 09:47

Caro Armindo,


ao tempo que não falávamos. Pode e deve!


Abraço
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De Pedro Quartin Graça a 14.03.2013 às 09:39

Muito bom! assino por baImagexo e dissemino!abraço
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De Fernando Melro dos Santos a 14.03.2013 às 09:48

Pedro, isto ainda pode ficar melhor do que já está :D Abraço!
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De zeca marreca a 14.03.2013 às 14:07

Pedro, a falta que não nos faz o deputado-palhaço heroico do MPT na AR! Aquilo é que foi uma legislatura pautada por extraórdinarias, memoráveis e reconhecidas intervenções em defesa da liberdade e contra o confisco do fisco! (ou estou engandao e foi só aproveitar o  pote?)


Tivesseis vocemercês coluna vertebral e estaveis caladinhos!

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